segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Take a sad song and make it better…

Tudo começou em novembro de 2015. Eu estava recém-separada, sim, recém-separada, na verdade eu tento esconder isso de todo mundo, porque sempre acho que é uma mancha na minha vida, mas, sabe, é quem eu sou. Sim, eu morei com uma pessoa, com quem tive uma ótima história durante mais de 1 ano. Nosso relacionamento acabou, de forma não amigável, fiquei sem chão quando ele confessou “não ter mais saco pra mim”. Precisava, então, aprender a ser solteira novamente. Comecei a fazer novas amizades e a ter uma vida social mais intensa. O tempo passou. Saí muito, fui chamada pra projetos de pesquisa na faculdade, que aceitei pra ocupar a cabeça, voltei a ler, resgatei velhos amigos, fiz programas diferentes (tipo ir num show do Safadão), fiquei com tipos diferentes, como um surfista, um músico e até um bolsominion. Enfim, exercitei minha liberdade.

Tudo que eu fazia era pra tentar me curar de algo que tanto em fez mal e deixou minha auto estima que já não era lá essas coisas, mais baixa ainda. Havia dias em que era realmente complicado. O desânimo batia, a tristeza imperava, o coração ficava agoniado e a alma só pedia por um pouco de abrigo. Só quem já passou por uma baixa de energia entende tão bem o quanto é difícil em determinadas circunstâncias, recolher forças pra ajeitar o corpo, dar a volta por cima e de cara limpa, seguir em frente. É necessário continuar. Não é fácil, pode não ser imediato, mas pra sair do fundo do poço a gente precisa de uma dose absurda de coragem.

Mas enfim, não importa o que te deixou pra baixo, a primeira atitude a ser tomada é escolher dar um basta nessa situação. Tem gente que realmente fica amiga da dor e chega até a curtir aquela solidão meio bucólica. Decidir ser feliz novamente e essencial. A cada afastamento, eu percebia mais claramente que poderia ser feliz sem ele. O foco da minha vida agora era eu mesma. E assim fui. Decidi então também sair da minha zona de conforto. Coisas simplesmente incríveis acontecem quando a gente decide se aventurar por um caminho que nunca tinha imaginado trilhar. Tentei desde dar uma chance ao Tinder, ao bar de rock que sua amiga tanto gosta, ou ao boteco na praça onde seus amigos sempre se reúnem pra rir e tomar uma cervecinha. Sempre existe a possibilidade de conhecer gente interessante e diferente, que vai arrancar aquele sorriso mais gostoso e sincero. Na pior das hipóteses, me enchi de coragem pra descobrir o que tinha do lado de fora da porta. E a surpresa veio de onde eu menos esperava: do Twitter.

As pessoas podem te surpreender. Você se acostuma com a imagem delas de um jeito, presas aos seus papéis, elas são desse jeito. E daí elas fazem algo e você vê que há esse interior e dimensão que você nunca pensou que existisse. Mas de que importa tudo isso? Elas são quem elas são e estão designadas a terem um papel importante na vida dos outros. Todos fazem a diferença, com todos os seus defeitos e qualidades.

Quando tentamos nos afastar da dor, nos aproximamos da felicidade. Me afastei do medo. Dizem que quando alguém tem a intenção de nos machucar, o melhor desprezo é não dar atenção a ele; quer dizer, não deixar que a pessoa diminua nossa autoestima e ignorar suas mensagens negativas.

Um ambiente tóxico e conflitivo teve uma capacidade de contaminação devastadora pra mim.

A vida é muito curta para viver angustiada. Por isso, se aproxime de pessoas que a tratem bem e se distancie dos que não o fazem. Sem remorsos. Foi o que eu fiz.

E então eu conheci alguém que quase tão quebrado quanto eu me fez ver que eu tinha o direito de tentar viver uma nova história. Então me aproximei de uma pessoa que me faz sentir bonita, inteligente, engraçada e muito desejada. Comecei algo bonito e tranquilo, sem pressa. Não havia motivo pra não deixar outra pessoa entrar na minha vida se ela só quer vir pra somar. Temos um prazer enorme em passar horas juntos, nas fases boas e nas difíceis, temos gostos parecidos e, principalmente, carinho e respeito um pelo outro. Hoje, ele é importantíssimo pra mim, mas o foco da minha vida sou eu. Esse foi o grande passo transformador.

Um professor meu, sempre diz algo nas aulas, que acabei lembrando agora. Ele sempre diz que o passado não existe. O passado não existe na realidade, só existe em nossa mente, em nossa memória. Lembrá-lo conscientemente afetará nossas emoções. Isso é sério. Não se feche, as pessoas estão lá, esperando por você. Você só precisa aceitar seu passado, e dizer: acabou, estou me despedindo da sua lembrança! Vou aproveitar meu presente!

Seja sozinho, ou com alguém que te ajude, a vida sempre segue, e mesmo que fique a mágoa de alguém que lhe fez tanto mal, um dia passa, as pessoas não são igual e to começando a aprender isso. O que nunca pode mudar é a sua capacidade de amar. Comece sempre por você mesmo.

Ainda tenho um longo caminha a percorrer, mas otimista, que alguém ao meu lado vai me ajudar. As coisas ruins acontecem pra te fazer aprender.

quarta-feira, 29 de junho de 2016

Contracorriente


Hoje é dia 29 de junho, dia de São Pedro, feriado, todos os meus amigos estão tomando uma cervecinha essa hora, e eu não estou junto pois: sem granas, e morando no interior. A vida é dura pessoal. Mas enfim, estou em casa e decidi assistir alguns filmes, e como estou tentando aprender/aperfeiçoar meu espanhol, decidi fazer uma lista de filmes latino americanos para assistir no netflix. Não foi meu primeiro contato com filmes latinos, já tive ótimas experiências, mas o filme que eu assisti hoje me deixou muito mexida e motivada a falar sobre, justamente pela coincidência do dia em que resolvi assisti-lo.

Já é dia 29 pois já passa de 00:00, mas ontem, dia 28, foi o dia internacional do orgulho lgbt. A causa é celebrada mundialmente no dia 28 de junho, depois de um episódio de resistência em Nova York, em 1969. No bar Stonewall Inn, ponto gay da cidade, os frequentadores se voltaram contra as frequentes batidas policiais às quais eram submetidos. No ano seguinte, foi organizada a primeira parada gay do mundo, para lembrar do ato.

Por coincidência, o filme que eu resolvi ver foi o peruano Contracorriente (2009), sem ler sinopse nem nada, o que foi até bom, porque a surpresa foi muito melhor. Não costumo falar de filmes aqui porque não entendo muito de cinema, mas eu tinha que falar pra vocês sobre esse que é maravilhoso.

Contracorrente é o primeiro longa-metragem do roteirista e diretor peruano Javier Fuentes-León, é bastante surpreendente. É inesperado, corajoso, e muito bom. A ação se passa num povoado de pescadores no litoral do Peru, uma sociedade de terceiro mundo, latino-americana, pobre, religiosa, e portanto conservadora, apegada a tradições, machista.

Fala de infidelidade conjugal e de homossexualidade. De enfrentamento das regras sociais, de ruptura com os comportamentos esperados, de quebra de tabus.

A trama criada por Javier Fuentes-León tem um pouco de Dona Flor e Seus Dois Maridos: o amante morto do protagonista continua presente, exatamente como Vadinho continuava presente na vida de Flor. Dona Flor, o romance de Jorge Amado, é de 1966.

O maravilhoso é que tudo funciona. É, repito, uma bela história, um bom filme – sensível, honesto, corajoso, bem intencionado, tão correto na moral quanto no talento com que é realizado.

Quando estamos chegando aos 9 minutos de filme, vemos que Miguel e Santiago têm uma relação de amor.

Ainda estamos no princípio da narrativa, e o filme mostra um sexo, bem massa, por sinal, dos dois.

A fotografia do filme é um esplendor. Há paisagens magníficas, realçadas pela fotografia maravlhosa. Há tomadas subaquáticas de qualidade de tirar o chapéu. Mas o que mais impressiona são as atuações. Não há ninguém no elenco com atuação ruim.

O ator que faz o protagonista Miguel, Cristian Mercado, é boliviano, tido, segundo o IMDb, como um dos mais destacados atores de teatro do seu país. Sua filmografia, pequena ainda, com nove títulos.

Manolo Cardona, que faz o forasteiro Santiago, é colombiano; tem 22 títulos no currículo, inclusive diversas minisséries da TV da Colômbia.

A única peruana entre os papéis principais do filme é Tatiana Astengo, que faz (muitíssimo bem) o papel de Mariela, a mulher que o marido trai com outro homem. Tem 27 títulos no currículo.

É a não aceitação do próprio Miguel com sua afeição por Santiago, é a mulher Mariela, grávida, apaixonada, tentando resgatar um casamento sem saber como, é o amor, e a devoção de Miguel pela mulher, o filho e o amante de maneira intensa e o sofrimento justamente por isso, é o medo e a discriminação de amigos, são segredos, religião.

Ciente do suicídio social que seria assumir sua homossexualidade em um ambiente inóspito como aquele, Miguel é obrigado a repensar seu próprio preconceito ("Eu não sou aquilo", afirma ele para Santiago, em certo momento) para resolver a angustiante situação em que se encontra. Assim, é interessante notar que ele só começa a aceitar de fato sua natureza homossexual quando consegue viver sua paixão sem julgamentos externos, o que só é alcançado na interação com o fantasma de Santiago. Mas, nesse ponto, é o pintor quem deseja partir, algo que, somado às fofocas surgidas depois que indícios da relação entre eles foram descobertos na casa do então desaparecido, coloca Miguel em uma encruzilhada que se torna o centro da narrativa (e certamente justifica o título do longa): ou ele vai contra seus sentimentos em prol da manutenção do prestígio social, ou enfrenta suas próprias inseguranças e abraça sua verdadeira natureza para que possa viver plenamente com si mesmo e com a memória de Santiago.

Optar por esta última opção, obviamente, não é uma tarefa fácil, já que o preconceito faz parte do dia-a-dia daquelas pessoas mais do que elas mesmas conseguem notar.

A presença da igreja, além de ressaltar o aspecto conservador da comunidade, surge como uma oportunidade perfeita de alfinetar uma instituição que, ao mesmo tempo que condena a homossexualidade, prega mensagens de aceitação e amor ao próximo. Também não à toa, Miguel utiliza constantemente (não tira nem durante o sexo) um terço pendurado no pescoço, representando sua submissão ao conservadorismo que o cerca - e Fuentes-León demonstra inteligência ao fazer com que o personagem abandone o objeto minutos antes de alterar de vez sua postura.

Por fim, Contracorriente ainda consegue ressaltar que, enquanto uma pessoa não parar de se importar com o que os outros pensam sobre ela, nunca conseguirá ser plenamente feliz e realizada. E, por mais forçada que seja a sutil mudança de comportamento do povo de Cabo Blanco, a mensagem arrematada nos minutos finais é eficiente, contundente e universal: quando se trata de ser humano (um ser sujeito a sofrimentos e imperfeições), a intolerância é nada menos que abominável.

Toda forma de amor deveria ser bem vista aos olhos de todos, o grande foco do preconceito está no fato de que as pessoas não sabem definir o que seja, efetivamente, o amor ou formas de amar. Não há melhor amor, amor mais bonito ou amor mais certo. Apenas amor. O amor não faz distinção entre sexos, condição financeira, raça ou religião. A partir do momento que percebemos que o amor é um só, para todos, começaremos a entender que todos são iguais e tem os mesmos direitos e obrigações.

Meu conselho pra vocês, hoje, é esse, vejam esse filme, e também sejam livres pra amarem do seu jeito é claro.


segunda-feira, 30 de maio de 2016

99% querendo fugir, mas aquele 1% gritando "Vai Safadão"

Oi amiguinhos, tudo bem com vocês? Hoje eu tô aqui pra contar pra vocês como foi a experiência de ir pela primeira vez a um show do fenômeno das interwebs, Wesley Safadão.

esse cara aqui
Antes de tudo vamos falar sobre minha relação com o referido cantor. Eu já havia ido a um show do Wesley Safadão, quando era mais nova, gostava de festa hétero (não sabia o que era realmente bom) e era forrozeira do interior, mas nesse tempo não fui pra um show do fenômeno Wesley Safadão de coque samurai, fui pra um show da banda Garota Safada, que ele era o vocalista e ninguém sabia quem porra era esse cara, então não considero muito.

Eu gosto das músicas do Wesley Safadão? Olha, gente. Não sei dizer ao certo. Não é lá meu estilo de música preferido, mas é que hoje em dia eu escuto de tudo, então, é, acho que gosto, se estiver em uma festa e começar a tocar “vou dar viroteee, vou dar viroteee, pode chamar a SAMU que essa vida é pra quem pode”, pode acreditar que eu vou levantar o copo de cerveja e rodar, porque nóis se adapta em qualquer lugar, né nom? E olha, eu realmente acho as letras divertidas, é isso.

Mas vamos lá, eu posso dizer pra vocês que, de certa forma, eu admiro esse cara, eu realmente acho ele foda, vou explicar o porquê. Lógico que tem muita gente que realmente gosta dele, e com certeza não é aquela pessoa que compartilha “Respeita o Safadão” no facebook pra ser engraçada, é a pessoa que vai pagar pelo ingresso pra ir no show dele. Tem aquelas pessoas que “amam” o Wesley Safadão, não a música dele, inclusive se você pedir pra cantar 3 músicas dele, a pessoa não vai saber. Essas pessoas amam o personagem Wesley Safadão, e eu acho que essas pessoas amam esse personagem, exatamente pela forma sincera em que ele se transformou no mesmo. Porque, vejamos, pra quem não sabe, o Wesley Safadão era um cara do rock, acho que do metal, ele é um cantor que tem uma capacidade técnica, não que eu entenda de música, nem sei se ele era bom no que ele fazia antes, mas a verdade é que ele tem um treinamento e uma capacidade que a esmagadora maioria dos cantores de forró não têm. E então ele optou em partir pra um ramo da indústria da música que de fato dá muito dinheiro, tanto que hoje ele é um cara milionário. Ele é um cara que parece ser super gentil e agradável com os fãs, vira e mexe você vê umas notícias do tipo “meu carro tava atolado e o Wesley Safadão me ajudou a desatolar”, sabe, a forma como ele interage também é do caralho, como quando o Felipe Neto falou alguma merda dele, e ele respondeu convidando o cara pra um show dele, e sei lá, as pessoas gostam disso, eu gosto disso, de gente humilde etc. Enfim, pra finalizar, pra mim ele é um cara extremamente talentoso, inteligente, que soube usar o personagem “Safadão” em favor dele, tanto que a banda hoje leva o nome dele, a galera deveria ser um pouco menos preconceituosa e querer ser a detentora de toda a cultura musical do país, e se achar superior por ouvir ou não ouvir certo tipo de música, como já falei em outro texto aqui (olha as propagandas descaradas rsrsrs).

Mas enfim, o caso é que o tipo de show “Safadão” não é nada o estilo de festa que eu frequento. Nunca passou pela minha cabeça que um dia eu fosse pagar pra ir numa festa assim, porque, vejamos, é uma festa muito HÉTERO.

Eu sou do lado colorido e purpurinado da vida, frequento festas onde tocam RuPaul e Lady Gaga, e eu posso rebolar muito a raba sem ninguém me julgar. Não quero dar uma de “ainnn odeio héteros”, mas é que se tem uma coisa que combina com festa LGBT, essa coisa é LIBERDADE. Liberdade de ser quem você é, sabendo que ninguém vai julgar você ou gritar BOLSONARO 2018 aos 4 ventos.

Então, como eu fui parar nesse show? Um amigo meu, que inclusive, também não costuma frequentar essas fextinhas topppp topzera, me convidou pra ir com ele, no início eu não quis, mas depois ele insistiu, seria algo diferente, e enfim, eu topei, e também, eu queria ver como era o cara assim pessoalmente, se ele, realmente era tudo isso, e merecia toda essa fama.

Mas olha, EU ME SENTI TOTALMENTE DESLOCADA, os héteros são estranhos, gente, eu olhava pro meu amigo e a gente só sabia se perguntar: “que porra a gente tá fazendo nessa festa hétero???” Vamos lá, vou contar pra vocês como foi essa experiência, depois de tantos anos, estar de voltar a esses tipos de festas.

Primeiro, essa festa que eu fui, se chama “Garota Vip”, acho que deve ser um estilo de show mais longo, sei lá, foi meio caro também, e tinha MUITA gente, mas muita gente mesmo, eu percebi a besteira que tinha feito já na fila pra entrar, mds do céu quê que eu to fazendo aqui, essa gente toda SOS.

Como esse show é meio longo, e o Safadão cantaria até, mais ou menos, 8 horas da manhã, a organização falava nos anúncios pras pessoas levarem óculos de sol, pra amanhecer o dia. E, realmente, várias pessoas levaram os óculos de sol, a gente percebeu porque elas estavam usando eles... 00:00, elas estavam usando óculos de sol, 00:00, nenhum resquício de raio de sol, chovendo, mas ok, gente, eles queriam usar óculos de sol 00:00 e tirar selfie, a gente só tem que respeitar né.

Outra coisa que eu reparei, as meninas nesses shows me parecem ser muito inseguras. Gente, sério, não foi só uma vez que eu vi, mas algumas, algum casal brigando, geralmente as meninas são muito bonitas, e bem arrumadas, me senti até um pouco deslocada por isso, mas o namorado hétero escroto sempre tava olhando pra alguma outra menina, ou dando motivo pra namorada ter ciúmes. Tinha um casal na minha frente, o rapaz queria passar, eu dei espaço, mas ao passar por mim ele pegou na minha cintura, a namorada dele fez uma cara de demônio e deu um murro na mão dele pra ele me largar, eu fiquei foi com medo, pensei que ela ia bater em mim, deus me livre, saí foi correndo, quero confusão com hétero não, muito obrigada.

Algo que me chamou muito a atenção, os héteros amam ficar sem camisa. Mas um, especialmente, me cativou, ele estava sem camisa, mostrando os belos músculos, dançando, daquele jeito que hétero dança, quando ele virou de costas, vi sua tatuagem, e nela estava escrito: NO PAIN NO GAIN


Você não tem onde colocar os pés, vez ou outra você pisa em lata de cerveja, chuta garrafa de água, eu tava dançando e tinha uma garrafa de água perto do me pé que tava me atrapalhando, eu chutei pra mais longe, bateu no pé da moça ao meu lado, ela chutou de volta pra mim porque também atrapalhava ela, eu chutei de volta, ela chutou de novo, eu chutei, ela chut...

Dentre a lama batendo no joelho, as latinhas de cerveja no chão, o passa passa de gente, os pisões no pé, os vários momentos em que não pude me mexer imprensada igual uma sardinha na lata, o close mais errado que eu achei foi um cara estar usando brincos grandes, e estar maquiado, e por onde ele passava as pessoas olhavam e cochichavam entre elas. E esse é justamente um dos motivos por eu não frequentar festa hétero há tanto tempo, o engraçado é que os héteros normalmente têm medo de ir em balada gay e acabar assediado ou agredido de alguma forma, mas a verdade é que a galera LGBT costuma recebê-los bem - desde que não resolvam passar a festa toda importunando casais de lésbicas pra ‘participarem’ - mas a recíproca quase nunca é verdadeira.

Várias vezes me perguntam por que gays em geral evitam esses ambientes e minha resposta permanece a mesma: porque héteros, em sua maioria – não disse todos – não conseguem conviver de boa. Fico bem melhor na companhia das lésbicas bebendo cerveja e das gays batendo cabelo e performando Beyoncé.

Sobre o show do Wesley Safadão, posso falar a verdade pra vocês? Eu achei foda, o cara faz um show como ninguém, cantou por mais de 4 horas, agita o público, interage, conta umas histórias engraçadas (que eu até ri, confesso), até consegui me animar e dancei, enfim, ele faz jus à fama, e merece todo esse sucesso que ele tá fazendo (tirando as 587 vezes que ele mandou todo mundo gritar: vai Safadão, e ninguém precisa saber que sempre que ele mandava eu gritava). Meu problema mesmo é com o ambiente desses shows, sempre lotados, sempre com muitas brigas, e atitudes como a última que citei. Lembrando, que não tenho nada contra os héteros, até sou às vezes kkkk, todo mundo é bem vindo, todo mundo deve ser respeitado, o que eu critico aqui é aquela cultura heteronormativa estereotipada, onde as pessoas que a praticam, geralmente são chamadas de “hétero escroto”.

Aprendi a lição – de novo – e devo ficar mais uns cinco ou dez anos sem pisar em uma festa dessas, a não ser que seja de graça, como já disse, me adapto em qualquer lugar, mas pagar pra passarem o dia todo pisando no meu pé e quase apanhar de namorada ciumenta, to fora. Me encontrem no Orákulo no show da rainha Inês Brasil, pra tomar uma cerveja e cantar undererê, tô fugindo do resto.

E lembrem-se:


quinta-feira, 26 de maio de 2016

Vamos falar sobre a cultura do estupro?


Todo momento é um bom momento pra se debater sobre esse assunto, mas ESSE momento não poderia ser menos propício.

Todo mundo que tem acesso a internet, facebook, twitter, já sabe que, recentemente, uma moça foi drogada e estuprada por mais de 30 homens, segundo eles mesmos. Como se isso já não fosse um horror por si só, eles ainda a filmaram nua, mostrando suas partes, fazendo piadas com o estado em que a deixaram. Fazendo piada com o número de homens que a estupraram enquanto a mesma estava inconsciente.

Eu tenho uma conta no twitter, e o vídeo apareceu na minha timeline, eu abri, mas confesso que não aguentei ver até o fim, e só fiquei sabendo que tinham sido mais de 30 homens pelos posts que as pessoas, também indignadas, fizeram depois. Queria eu que fosse mentira.

MAIS DE 30 HOMENS.

Foi impossível, eu, como mulher, vulnerável nessa sociedade escrota e patriarcal, não me colocar no lugar dessa menina, foi impossível não chorar ao ver a declaração da mesma dizendo que quando acordou tinham 33 caras em cima dela. Eu não consigo nem imaginar o seu desespero.

A violência contra a mulher é tão naturalizada, que não só a estupraram, também filmaram e postaram na internet, isso quer dizer que, por mais que uma certa maioria tente negar e relativizar isso, NÓS VIVEMOS NA CULTURA DO ESTUPRO, SIM. Isso poderia ter acontecido comigo, com você. Isso não é doença, nem loucura, é a naturalização da perversidade contra nós mulheres. A tolerância e a normalização acabam incentivando ainda mais as atitudes violentas.

E aqui estamos falando do que é aceito como normal pela sociedade. Se você for mulher, tenho toda a certeza de que já passou por ao menos um episódio de abuso, seja na rua recebendo uma cantada, no transporte público com homens encostando em você ou mesmo dentro de um relacionamento quando a outra parte envolvida não soube aceitar um “não”.

Alguns dos comportamentos e atitudes que ajudam a reproduzir a cultura do estupro são:

- Achar que estuprador é só aquele cara desconhecido que ataca uma mulher no meio de uma rua escura, às 2h da madrugada.

- Achar que existe um meio-termo quando se trata de estupro.

- Romantizar a conquista a qualquer preço e achar que um ‘não’ pode significar um ‘sim’ se ele não é dito com ênfase.

- Culpar a vítima e praticar ‘slut-shamming’.

- Cantadas de rua também ajudam a perpetuar a cultura do estupro.

- Dizer que a vítima pode evitar o estupro.

- Roupas e acessórios “anti-estupro”.

- Piadas de estupro.

- Medo de denunciar é algo normal numa sociedade que culpa as vítimas, não acredita nelas ou vê o estupro delas como algo menor, desde a polícia e o médico legista até a família.

- Minimizar quando o estuprador é famoso.

- Minimizar o estupro quando ele acontece com minorias.

- A “Friend Zone” é a ideia de que um “cara legal” possa ser colocado em uma zona de amizade sem sexo por uma mulher próxima que injustamente não percebe que ele é o par romântico perfeito pra ela. A narrativa da friend zone coloca o foco no sexo como uma recompensa por ser uma boa pessoa.

Se homens estupram em nome da sua masculinidade, mulheres são estupradas em nome da sua feminilidade. A mulher, quando nega uma relação sexual, é vista como alguém que provoca o homem, mas na hora H, não quer sexo. E é aí que aparece a culpabilização. As vítimas de estupro aprendem a se sentirem culpadas. “Alguma coisa elas fizeram pra merecer isso”.

O uso da força é o requisito básico do comportamento masculino que as mulheres foram treinadas desde a infância a temer. Desde pequenas, não estamos em pé de igualdade nesta competição. Quem nunca ouviu que “brincar de lutinha é coisa de menino”, por exemplo? Enquanto eles são incentivados a buscar a força física, somos incentivadas a brincar de casinha.

O estupro deve ser visto como uma forma de violência, poder e opressão masculina, uma forma consciente de manter as mulheres em estado de medo e intimidação.

Que fique bem claro então: estupro não é um crime relacionado a sexo ou desejo sexual. O estupro se refere a uma relação de poder: trata-se de um processo de intimidação pelo qual os homens mantêm as mulheres em um estado de medo permanente.

Assim, ao observar a nossa sociedade nos dias de hoje, podemos claramente enxergar como a cultura do estupro continua viva. Hoje a sociedade ainda leva em consideração a maneira como a vítima está vestida e até mesmo sua vida e hábitos. Se a mulher está vestida de forma tida como provocante, isso é considerado um atenuante para o agressor. Se ela tiver vários parceiros, beber demais ou voltar muito tarde para casa, também.

As mulheres vêm obtendo êxito na conquista de certos direitos sociais e progredindo em direção à igualdade de gênero. Mas a desigualdade, no entanto, ainda não foi totalmente ultrapassada, sendo um reflexo da tradição patriarcal da sociedade.

Uma coisa fica nítida: as mulheres não são vistas como seres com vontade própria, são consideradas propriedade dos homens. Cabe às mulheres obedecerem às regras masculinas – ser feminina, falar baixo, aceitar ser vista como objeto sexual pois “homem é assim mesmo”. E quem não aceita as tais “regras masculinas” é culpada por tudo o que lhe vier a acontecer.

Enfim, pra não me alongar mais, a cultura do estupro é uma estrutura onde a mulher é culpada por qualquer constrangimento sexual que venha a passar. Uma sociedade que acha normal uma mulher ser constrangida na rua por uma cantada; normal uma mulher ser estuprada por estar bêbada ou usando roupas curtas; normal uma mulher ser forçada a fazer sexo com o companheiro, afinal, ele é seu marido ou namorado; normal uma mulher ser vista apenas como objeto para satisfazer as vontades alheias; normal uma mulher ser intimidada por homens heterossexuais quando é lésbica, porque na verdade ela tem que aprender a gostar de homem. E é exatamente essa normatização que precisa ser combatida.

Toda a minha empatia para essa moça, as pessoas que fizeram essa barbaridade com ela serão punidas, e eu como mulher me sinto muito aliviada, mas o que ainda me deixa triste é saber que as outras mulheres que são estupradas todos os dias e não são veiculadas na mídia, continuarão com o terror de terem seus estupradores livres e impunes. Por isso, eu imploro para que todas as mulheres se unam. Cuide da sua filha, da sua irmã, amiga, colega de trabalho, da desconhecida que está bêbada em uma festa e que se perdeu. Cuide da mãe que não encontra a filha e está pedindo ajuda. Cuide da sua avó. Cuide da professora que não está ouvindo os absurdos sobre ela durante a aula. Cuide de mim.

Uma jovem foi violentada por 30 homens e eu não pude cuidar dela. Eu não pude proteger o seu corpo e alma. Mas eu posso cuidar de você. E você de mim.

quarta-feira, 18 de maio de 2016

Sigo sendo a felicidade dos vendedores da C&A


Sabe aquela “notícia” do Sensacionalista (aii nossa mêêêu sensacionalista melhor site dessa interwebs hein mêêu hehehe) em que uma vendedora da C&A fica sem saber o que fazer quando um cliente diz que aceita fazer o cartão da loja? Bom, provavelmente eu seria esse cliente. E por que não dizer que eu já fui esse cliente?

Migas, estamos aqui hoje pra falar sobre a grande dificuldade que pessoas como euzinha, a troxa, têm pra falar esse simples adverbiozinho maroto monossilábico, o famigerado: NÃO.

É verdade, eu já fiz cartões de crédito que eu não queria só pela dificuldade em que tenho de falar “não”. Já aceitei convites pra sair que eu não queria aceitar, só porque não consegui falar um “não” pra pessoa, entre inúmeras outras situações tristes e constrangedoras.

Não sei bem explicar qual a dificuldade que eu encontro em negar coisas e favores. Não acho que seja pra causar boa impressão, porque, vejamos, se eu quisesse causar boa impressão eu não teria uma conta no twitter, sei lá, isso por si só já é uma queimação de filme (ainda se usa essa expressão hoje em dia? espero que sim porque é supimpa pra dedéu, hein broto). Acho que, talvez, em alguns casos, seja uma necessidade muito grande de não decepcionar as pessoas. Lógico que eu percebo que esse comportamento, muitas vezes, não me faz bem, mas eu, simplesmente, não consigo deixar de ser assim, talvez por medo de rejeição, ou de ser vista como alguém egoísta, até de magoar alguém que eu ame.

Talvez esse post seja alguma deixa pra algum loco dos signos invadir a caixa dos comentários falando que vai fazer meu mapa astral e dizer que isso “é muitooo coisa do seu signo solar, e da sua lua e ascendente meninaaaa”? Poderia ser se alguém comentasse nisso aqui né rsrsrsrs.

Mas olha, se isso é culpa de signo eu não sei, só sei que eu tenho que dar um jeito de parar de responder aquelas pesquisas que fazem no centro pra chamar as pessoas pra cursos profissionalizantes (nossaaa isso é muito coisa do seu signo). Tenho que passar direto e falar “aiii to com pressa”, ou fazer como a maioria das pessoas, ignorar e passar direto, mas ahhh gente me dá uma pena, a pessoa tá lá embaixo do sol, num calor desgraçado, em pé, 15:00 horas no centro, odiando a vida e aquela merda daquele trabalho, ahh eu paro sim viu? Às vezes eu dou o número errado, mas mesmo assim eu paro. Então hoje me ligaram de um lugar desses, me chamando pra comparecer às 16:00 no local pra fazer minha inscrição. Eu poderia ter dito só um “não” e poupar tempo dos dois, certo? Certo, mas não pra mim né, dei meu nome, fingi anotar o endereço, disse que simmmm lógico que eu vou comparecer né rsrsrsr, vou perder essa oportunidade? Assim que desliguei o telefone pensei comigo mesma “vai me esperar pra sempre migo, eu sou uma mentirosa”. Mas essa é a primeira vez que faço isso? Lógico que não, eu SEMPRE faço isso.

Em situações muito extremas eu consegui dizer “não” e fiquei muito orgulhosa de mim mesma, porque, apesar de todas as brincadeiras, é algo que, realmente, na maioria das vezes me prejudica muito. Eu me apavoro quando vou comprar algo, e os vendedores ficam me empurrando mais coisas, ou seguros, ou promoções duvidosas, porque eu sei que se eles continuarem insistindo muito, eu vou acabar dizendo “sim”. Como quando fui comprar o presente do dia das mães desse ano. Insistiram tanto pra eu aceitar uma promoção lá que eu não queria, que eu acabei aceitando, mas quando cheguei no caixa pedi pra retirarem, e quando saí da loja pedi desculpa aos vendedores??????? Cara, eu sou um ser humano muito troxa.

Pessoas já me fizeram muito mal, e mesmo assim eu continuava sem saber como dizer “não”, e isso acabava com a minha autoestima. Até que depois de tantos “sins” e tantas decepções, consegui dizer um “não” definitivo que me libertava da ruindade e da malícia dessas pessoas, foram dois coelhos numa cajadada só, um me encorajou a realizar o outro, e foi libertador.

Essa dificuldade não precisa ser eterna, eu sei. Com um pouco de treino e força de vontade é possível virar o jogo sem prejudicar ninguém. E assim como também não é legal dizer “sim” pra tudo, dizer “não” pra tudo também não é, eu só queria achar aquele meio termo sabe? E ser feliz sem ser troxa pra sempre. Mas é mais fácil eu entender de signo e mapa astral do que deixar de ser troxa.

quarta-feira, 20 de abril de 2016

Belas, emponderadas, do bar, do lar, da chuva, da fazenda ou de uma casinha de sapê...


Uma mulher deve poder ser o que ela quiser ser, poder fazer o que ela quiser fazer, poder agir como ela quiser agir, poder falar, cruzar as pernas, colocar roupa que quiser, gargalhar, tudo como ela decidir  – no limite do convívio humano (essa parte eu acrescento por motivos de: pessoas esquecendo a humanidade e falando em tortura e afins).

Uma famosa revista brasileira publicou uma matéria sobre Marcela Temer. Mentira, ela publicou uma matéria com a “esposa do Michel Temer”. Começa daí o problema.

O texto causou grande repercussão nas redes sociais, e não é pra menos: o que lemos foi o retrato de uma “esposa perfeita”, daqueles muito comuns nos jornais femininos das primeiras décadas do século passado. As qualidades ditas femininas eram exaltadas: doçura, cordialidade, submissão, pudor, paciência e resignação. Ninguém está criticando Marcela Temer por seu estilo de vida, o feminismo sempre buscou a liberdade feminina, seu direito de escolher qual caminho seguir. O que nos chama a atenção é o indisfarçável cheiro de mofo que emana do artigo em questão. Quem é exaltado, se prestarmos bem atenção, é o marido. Um homem “de sorte” por ter sabido escolher uma companheira tão perfeita…

A matéria provocou reação. Que bom que provocou. Muitas mulheres, eu inclusive, divulgamos fotos zoando a descrição, apontando outros espaços, formas e contextos de existirmos além da descrição “bela, recatada e do lar”. Reivindicamos as ruas. Os bares. Reivindicamos a liberdade, a luxúria, a falta de decoro. Reivindicamos o mundo do trabalho, do consumo, o espaço público. Confrontamos o discurso que enaltece o modelo “mulher do Temer”.

A Marcela não é a figura do retrocesso feminista. A Marcela não é o problema. As escolhas da Marcela não são a questão. A questão é que ainda vivemos na dicotomia santa e vadia. Eu vivo. No contraponto do bela, recatada e do lar, também existe o fora do padrão, a despudorada e a da rua. E por que alguém, também, não haveria de ter a sorte de conhecê-las?

Por isso, aqui estão 15 músicas que irão te inspirar a sair da cama hoje e sentir orgulho de ser mulher pelo simples fato de sermos quem somos.

1. No Doubt - Just A Girl

I'm just a girl, what's my destiny?
What I've succumbed to Is making me numb

Em Just a Girl, Gween Stefani mostra que ser “apenas uma garota” não te impede de realizar nada.

2. X-Ray Spex – Oh! Bondage Up Yours

Some people think little girls should be seen and not heard but I think oh bondage up yours!

A vocalista da banda formada em 1976, Poly Styrene, é a alma agressiva e voraz das mulheres em buscas de seus direitos nos anos 70.

3. TLC - No Scrubs



No, I don't want no scrub
A scrub is a guy that can't get no love from me

Sabe aquele cara que se acha no direito de opinar em tudo o que você veste, fala ou como você se comporta? Ele é um scrub e não merece sua atenção!

4. Bikini Kill - I Like Fucking

Just ‘cause my world is so fucking goddamn full of rape
Does that mean my body must always be a source of pain?

Bikini Kill foi a banda que deu o pontapé inicial do movimento punk feminista dos anos 90, que ficou conhecido como Riot Grrrl. Kathleen Hanna também integra as bandas The Julie Ruin e LeTigre, que valem a pena serem ouvidas.

5. Ellen Oléria - Antiga Poesia



A planta é feminina, a luta é feminina
La mar, la sangre y mi América Latina

Essa foi uma das melhores músicas que conheci esse ano, fala de mulher negra, e o que é ser feminista, mulher que batalha, como ela mesma diz "Aqui não tem drama ou gente inocente, aqui tem mulher firme arrebentando as suas correntes".

6. Poison Girls - Cry No More

I’m tired of crying, it changes nothing
For the abuse of sex, the endless rape

A vocalista Vi Subversa, surgiu com a Poison Girls na explosão do punk quando ela tinha 44 anos e mãe de dois filhos. Isso deu força para as mulheres se engajarem e mostrarem que podem fazer música independentemente da idade.

7. Sharon Jones & The Dap-Kings - Nobody's baby

Well, you know, I'm nobody's soldier
I'm a bonafide captain

Muitas mulheres já passaram por um relacionamento abusivo, onde o parceiro faz a mulher se sentir culpada e inferior, mas dessa vez não, porque ela não é soldado de ninguém, agora é "capitão".

8. Karol Conka - Você não vai



Mas você se distrai, confunde o meu valor
Sai falando demais, fica puto enquanto eu vou
Onde você não vai, você não vai

A Karol pra mim é uma das melhores cantoras da atualidade, está inserida em um dos cenários mais machistas da música brasileira, o hip hop, e ciente disso, emprega em suas letras a liberdade de ser e fazer o que quiser a partir do princípio da liberdade da mulher.

9. Aretha Franklin - Respect

All I'm askin'
Is for a little respect when you come home

Não preciso falar muito né? Afinal a letra da música já fala por si só, ela só quer o que todas queremos, respeito.

10. Beyoncé - Flawless



Feminist, a person who believes in the social
Political and economic equality of the sexes

Entre outras músicas com letras muito empoderadoras para as mulheres, Flawless de Beyoncé acabou se tornando um hino feminista graças à adição do trecho de um dos incríveis discursos de Chimamanda Ngozi Adichie.

11. Karol Conká - Tombei

É no meu tempo 
As minhas regras vão te causar um efeito 
É quando eu quero se conforme é desse jeito 
Se quer falar comigo então fala direito, fala direito 

Eu poderia colocar todas as músicas da Karol Conká nesse post bem de boa, porque todas vão ter pelo menos alguma frase que empodere as mulheres.

12. Rita Lee - Pagu


Minha força não é bruta, não sou freira nem sou puta
Nem toda feiticeira é corcunda, nem toda brasileira é bunda

A música composta por Rita Lee e Zélia Duncan é inspirada na escritora e jornalista Patrícia Rehder Galvão, a Pagu, uma grande referência para o movimento feminista brasileiro. E faz referência também às mulheres que foram queimadas em fogueiras acusadas de bruxaria entre os séculos XV e XVIII.

13. The Runaways - Cherry Bomb

Come on, baby, let me get to you

Bad nights cause'n teenage blues
Get down, ladies, you've got nothing to lose

"Cherry Bomb" é um trocadilho sonoro, uma vez que Cherie em francês significa “querida” e não tem nada a ver com cereja. Mas a ideia é bem imagética também: uma bomba de cereja. Algo que é doce, aparentemente delicado, mas que explore. Ou seja, é a reunião de uma aparência frágil com algo potencialmente perigoso

14. Christina Aguilera - Can't Hold Us Down



So what am I not supposed to have an opinion
Should I keep quiet just because I'm a woman
Call me a bitch cos I speak what's on my mind

Você já teve coragem de rebater aquela cantada que ouviu na rua? Christina Aguilera não só responde, usando a letra dessa música, como também dá força a outras mulheres se unirem e desabafarem também.

15. Destiny's Child - Survivor

You thought that I'd be sad without you
I laugh harder
You thought I wouldn't grow without you
Now I'm wiser

A última da lista tinha que ser SURVIVOR, a letra fala muito sobre independência feminina, inclusive, a Clarice Falcão laçou um clipe fazendo um cover dessa música com mulheres das mais diferentes idades, etnias, credos, corpos… Para fazerem o que bem entenderem com um batom vermelho, pra quem quiser dar uma olhada.

Agora sim fiquem com muita música, muito amor e emponderamento.

E fiquem com a melhor imagem da semana:


terça-feira, 5 de abril de 2016

Sobre o verdadeiro amor

Aka estou eu, aproveitando o tempinho livre pra falar sobre algo que vem rondando minha vida faz uns 4 meses. “Mas, nossa, Luiza, e por que você só decidiu falar sobre isso agora?” Ai migos, respondo pra vocês rsrsrs, é que hoje, alguém que eu sigo no twitter estava falando justamente sobre isso, e foi algo que ficou na minha cabeça o dia todo. E eu também já falei sobre isso em outros textos, mas indiretamente, bemmm indiretamente.

Enfim, eu to aqui pra falar, hoje, sobre meu relacionamento mais complicado: Meu relacionamento comigo mesma.

Nesses twittes, os que mais me chamaram a atenção foram esses:


Sabe, minha vida amorosa nunca foi um mar de rosas, mas sempre fui de boa em relação a términos, até que há 4 meses aconteceu algo comigo que me deixou sem chão, e foram longos 4 meses de sentimentos ruins guardados dentro de mim pra eu poder entender que minha pior inimiga no momento estava sendo eu mesma. Acho que chegou um momento em que me vi tão fragilizada, parei e pensei: “ei caralho, essa aí não sou eu não”.

Por mais que eu queira sempre negar, eu sempre fui muito sensível e fácil de atingir. Passei maior parte da minha vida sentindo que eu não era nada, e que, por isso, não merecia grandes coisas. Eu tinha certeza que nunca ia achar o amor, pois, afinal, quem iria me amar? Por isso, eu sempre tentei “compensar” a falta de beleza tentando ser engraçada e inteligente. Assim, eu pensava, quem sabe alguém me enxergaria?

E só agora entendo que esse pensamento não prejudica ninguém além de mim, e faz com que eu sempre ame mais a pessoa que está comigo (ou não mais) do que a mim, e me humilhe, e seja submissa, e pense sempre mais nos outros do que em mim mesma, o que faz também com que as pessoas pisem em você sem dó.

Hoje eu só posso pedir desculpas a mim mesma por ter aceitado tão pouco. Por me sentir sempre tão insegura e menos dona de mim. Por colocar outra pessoa que não eu em um pedestal tão alto. Por rir, sem graça, das piadas machistas, por medo do que a outra pessoa iria pensar. Por me calar todas as vezes em que feriram meus sentimentos. Por ser tão dependente emocionalmente de alguém que nunca gostou de mim.

Com muita desconstrução e com a ajuda de amigos maravilhosos, percebi que eu não preciso “ganhar” ou provar o meu valo, ele já é meu por direito.

É claro que perceber isso é um processo complexo. Há dias em que eu esqueço tudo o que já sei e me sinto, de novo, um lixo sem valor. Demorei quase 21 anos para perceber que não fazia sentido eu ver a beleza em todo mundo e incentivar a aceitação própria para os outros, enquanto eu mesma me criticava de uma forma tão dura. Eu me odiava e essa é uma das piores sensações que se pode experimentar. Até que em algum momento vi que aquilo era tortura comigo mesma, que eu merecia muito mais, eu merecia amor. E me dei uma chance. Eu resolvi começar a me amar. Claro, eu ainda tenho um relacionamento cheio de reviravoltas comigo, mas foi a melhor coisa que fiz. Nem eu, nem qualquer outra pessoa podemos aceitar um “amor” que nos diminua. Não é fácil, mas garanto que faz toda a diferença.

Eu queria ter tido voz mais cedo. Eu queria ter respondido quando fui insultada. Queria ter defendido meu lado e gritado o quão mesquinhas as pessoas podem ser. O quão infelizes as pessoas são em tratar mulheres como se fossem objetos. E manipulá-las.

Aprendi que todos os relacionamentos que temos no decorrer de nossas vidas são experiências únicas que nos fazem crescer como seres humanos. E aprendi muito com o último a reagir e a não tolerar um relacionamento quando a impossibilidade do diálogo se instala, quando o medo de dizer algo, qualquer coisa que seja, se impõe. As vezes, você tem que engolir seu orgulho e aprender a pedir desculpas quando está errada, mas também aprendi que, às vezes, nos culpamos demais por algo que não é culpa nossa. Aprendi que todo relacionamento tem seus altos e baixos, e que é preciso muita compreensão para superar as dificuldades, não se acaba tudo na primeira dificuldade, e se a outra pessoa deixou isso acontecer é porque realmente nunca mereceu o que você tinha pra dar. Acabei aprendendo um pouco mais sobre mim mesma. Os homens que passaram pela minha vida me ensinaram muito, me ensinaram inclusive a me amar, me amar acima de tudo, foi difícil perceber, mas você aprende a não aceitar migalhas de ninguém, porque todo mundo merece mais.

A sensação de estar bem consigo mesma não tem preço. A gente passa por muita coisa nessa vida, e as mais difíceis servem pra te fazer aprender. “Há males que vem para o bem”. Com todas as experiências ruins, vem o aprendizado. E as coisas boas também, é claro, como se reaproximar de amigos que andavam distantes, viver aventuras que há muito tempo não viva, experimentar coisas novas, isso é maravilhoso. Manas, não aceitem estar em um relacionamento abusivo, não achem que sua vida não existe se não tiver aquela pessoa que te abandonou da pior maneira possível ao seu lado, você não merece quem te faz mal ao seu lado, nunca, e digo por experiência própria, quando você aprende que você vem em primeiro lugar, tudo fica mais fácil. E se você tiver amigos maravilhosos ao seu lado, que deixam claro o tempo todo o quanto você é maravilhosa, assim como eu tenho, eu sei que tudo vai ser mais fácil.

Bjs de luz, e emponderem-se. 

terça-feira, 29 de março de 2016

Você também é Bolsominion?


Olá amigos, tudo bem com vocês? Faz tempo que eu não apareço por aqui. Ando sem tempo, sem coragem, sem criatividade etc. Mas hoje quero falar com vocês sobre um assunto que eu nunca falei aqui neste recinto: política. Sim, amigos, chegou a minha vez. Não necessariamente seria politica, mas uma pessoa em especial da qual todo mundo já tá cansado de falar, o que até acaba fazendo com que a pessoa se torne mais popular, mas whatever, vamo falar de novo sim, porque a gente vive em uma democracia né nom? (pelo menos até agora).

Nessa semana, no grupo do facebook do meu antigo colégio, resolveram fazer a seguinte enquete: “SE AS ELEIÇÕES FOSSEM HOJE, EM QUEM VOCÊ VOTARIA PARA PRESIDENTE/A DA REPÚBLICA?” Dentre as opções Marina Silva, Lula, Ciro Gomes, Aécio, etc, e até “Outro”, a opção mais votada me chamou muito a atenção. Ok que aqui no Brasil todas as nossas opções são bem ruins, pra falar a verdade, mas daí todos esses jovens afirmarem que são eleitores do -tã nã nã nã suspense- Bolsonaro me surpreende demais. Calma galera, não tô querendo saber mais do que ninguém (até porque eu não sei de nada mesmo), ou achar que minha opinião é sempre a única e certa, até porque ela é só minha opinião e eu tenho direito de expor (isso porque nosso presidente não é o Bolsonaro rsrsrsr), eu só queria tentar entender o que leva alguém, principalmente jovens de 15 a 18 anos de idade votarem em uma pessoa que afirma que "mulher deve ganhar um salário menor do que o homem, porque engravida", porque realmente é algo que me deixa com medo.

Lendo mais um pouco (porque também não quero ninguém aqui me chamando de burra né), o que eu entendi é que essas pessoas que afirmam a torto e a direito (amo usar essas expressões rsrsrs) votar no deputado Jair Bolsonaro, e chamam ele de bolsomito (os famosos bolsominions) representam uma parcela da população que tem medo. E o medo faz com que essas pessoas busquem alguém que as defenda.

O cara diz que bandido bom é bandido morto e que não tem esse negócio de ser menor, se é “vagabundo” deve ser preso e pronto. E que o regime militar era bom porque havia “segurança” e quem foi preso pelo regime militar é porque “merecia” e quem era cidadão de “bem” não tinha medo.

Na verdade o deputado expressa a opinião de quem tem medo e não vê a ação efetiva do Estado combatendo esse medo, oferecendo respostas democráticas. Por isso as pessoas buscam saídas que julgam eficientes, mesmo que não sejam democráticas. Por que a democracia deve ser um valor maior do que a segurança e o bem estar? Como exigir isso das pessoas? Somado a isso temos uma ausência de construção de valores democráticos muito grande. Não há esse debate nas escolas; não há esse debate nos meios de comunicação; não há esse debate nas famílias. Como exigir que as pessoas se comportem de um jeito em relação ao que nunca tiveram ou tiveram muito pouco? Medo não exige aprendizado. Medo busca proteção. E Jair Bolsonaro oferece. E as pessoas votam nele.

Muita gente – eu, por exemplo – não concorda com isso. Quando chega então na galera que tudo é uma conspiração diabólica, comunista, bolivariana, gayzista, feminazi que se instalou na América Latina e se reúne no Foro de São Paulo, entre camisas do Che Guevara, eu fico bem perplecta. Gente que acredita que o assassinato, a tortura ou o estupro de seres humanos pode ser justificável. Que tem certeza de que bandido bom é bandido morto, mas é melhor bandido do que homossexual não é verdade? Pessoas que tem certeza de serem corretas, guardiãs da moral e dos bons costumes. Que tem pavor de mudanças que podem lhes tirar privilégios, “direitos adquiridos”. Estão todos, como já disse à espera de um salvador, e esse salvador, é o Bolsonaro.

Eu tento entender essas pessoas de alguma forma, e isso do “medo” me pareceu ser o único jeito, mas pra mim a maioria de seus eleitores só querem uma desculpa pra serem asquerosas em paz. O foda é que no meio de tudo isso há muito ódio, mas como diz a senhoura Inês Brasil, a gente tem tudo é que se amar irmãos, ter carinho um com o outro, sem fazer mal a ninguém. #paz



Eu não entendo muito de política não galera, só quis mais falar o que penso mesmo, me desculpem se falei alguma burrice, também pesquisei muito pra não falar nenhuma besteira, então valorizem meu esforço, um beijo no core e até a próxima.

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

10 motivos para gostar de Novos Baianos

Só há duas bandas, consideradas clássicas, das quais tenho a discografia completa, são elas: Beatles e Novos Baianos. Se bem que Beatles tem algumas músicas que são bem da chatas, mas tenho pena de excluir, pois <3 Mas então, estava esta pessoa maravilhosa que vos fala, no ônibus, ouvindo música, quase dormindo, mas ainda atenta ao que tocava em meus ouvidos, e sim, era Novos Baianos, a discografia completa sim. E vinha pensando comigo mesma “cara como isso é bom, puta merda” (sim, foi esse mesmo o pensamento), fiquei imaginando o quão bom seria estar sozinha no meu quarto naquele momento só pra poder cantar alto, mesmo que na verdade, se eu estivesse no meu quarto naquela hora eu estaria mesmo era dormindo, pra ser sincera. Não consigo imaginar como existe gente nesse mundo que não gosta de Novos Baianos (bom, na verdade consigo sim galera, nem todo mundo gosta do que você gosta né, mas vamo lá, colabora pra dar uma ênfase na frase), então apresento a vocês 10 motivos para gostar desse grupo MARAVILHOSO, e o primeiro deles é:

1- PORQUE É MUITO BOM
Os caras (e a cara rsrsrs) conseguem passar uma leveza, um despojamento e uma simplicidade quase infantil nas músicas, uma espiritualidade vivida por eles, as pequenas coisas da vida que a tornam tão bela etc, isso tudo fica muito evidente quando as ouço.

2 -  A LETRA DE VAGABUNDO NÃO É FÁCIL


Como não amar Novos Baianos, uma banda cuja argumentação passa por: "se eu não tivesse com afta, até faria uma serenata pra ela"? Me digam: COMO?

3 - VOCÊ VAJA SIM


Tô ouvindo Novos Baianos e fazendo qualquer outra coisa, mas na minha cabeça tô de rasteirinha e saia hippie sambando na areia da praia em 78, em Salvador, ouvindo “no canto do cisco no canto do olho a menina daaaança, dentro da meninaaaa, a menina dançaaa, e se você fecha o olho a menina ainda dançaaa”

4 - TEM VÁRIOS RITMOS SIM


Os Novos Baianos além de rock, consegue unir samba, chorinho, frevo, tem guitarra elétrica, pandeiro, cavaquinho, chocalho, letras singelas ou bem das doida, é muito amor gente.

5 - TEM DISSERTAÇÃO DE MESTRADO SOBRE A HISTÓRIA DELES

“O Mistério do Planeta: Um Estudo Sobre a História dos Novos Baianos (1969-1979)” é o nome do trabalho, eu já li quase tudo e posso dizer que: é bem bom, está voltado para o período que vai da formação do grupo até a sua fragmentação.

6 - A GALERA ERA UMA FAMÍLIA


Os Novos Baianos eram mais do que uma banda, eram uma família, é muito bacana ver as capas e os encartes dos discos deles, pois vemos inúmeras crianças e bebes, filhos deles, eles eram uma comunidade, moravam juntos, tocavam juntos, viviam em grupo, e talvez por isso façam um som tão acolhedor.

7 - BABY DO BRASIL
Gente, eu sou apaixonada por essa mulher, olha esse cabelo de barbiezinha gótica conceitual moderna. Ela é excêntrica, tem uma voz maravilhosa, essa mulher tem muito prestígio comigo (o que não quer dizer nada né), porque não faz qualquer esforço para ser uma pirada leve. Foi casada com o Pepeu e é legal comentar a forma como se conheceram, segundo vi na rede das internetz: “Diz Pepeu que andava pelas ruas de Salvador com a turma que veio a se tornar a banda quando viram um brilho na testa de uma garota que também andava pela rua. Ao se aproximarem viram que o que brilhava era um espelho que a garota amarrara na testa, essa garota era Baby, que diz que amarrou o espelho para que as pessoas se vissem dentro da cabeça dela.” É muito ácidDOIDERA pra uma pessoa só. Baby te amo, queria ser sua filha e participar das suas viagens com os extraterrestres.

8 - SNZ
Bom, esse é só mais um motivo pra amar essa diva que é Baby do Brasil, pois pra quem não sabe, as meninas do grupo SNZ, que fez parte da adolescência dos anos 90/2000 são filhas da Baby e do Pepeu. Sarah Sheeva (que vocês devem conhecer como a pastora que ama ser virgem, igual a mim), Nãna Shara e Zabelê, fizeram parte da minha infância cantando “nada vai tirar você de mimmm, foi tão bom te encontrar amoo o or” e isso me lembra uma infância muito feliz, e se não fosse quemmm? Baby do Brasil maravilhosa, isso também não seria  possível, obrigada. (tá esse aí foi só pra encher linguiça porque já tô cansando)

9 - É TUDO DE HUMANAS
Olha pra essas pessoas, na boa, não existe um pessoal mais de humanas que esses caras. Os caras viviam em um sítio chamado “Cantinho do Vovô”,  levando um modo de vida totalmente hippie. Você vai pra uma social de exatas o povo só arruma problema, briga ouvindo Gusttavo Lima, vê se humanas perde tempo brigando, amigo nós tamo tudo ocupado fazendo lual e cantando novos baianos de rasteirinha.

10 - ACABOU CHORARE


O que falar desse álbum, galerinha? Todo brasileiro deveria ter conhecimento desse álbum. É o segundo álbum de estúdio deles, eleito pela revista Rolling Stone como o maior disco da história brasileira,  é também o meu preferido dentre a obra dos Novos Baianos, é muito mais do que um disco, pode ser considerado um manifesto, uma viagem coletiva, uma trilha sonora de algo muito maior. Sério, querem motivo maior pra vocês gostarem desse grupo? É o melhor disco da história desse brasilzão de meu (insira seu deus aqui).

Fica a dica de um som diferente nota 10 pra vocês ouvirem, quem não conhece, não deixe de conferir esta maravilha, que até os dias atuais vem causando grande influência em nossos músicos. Mas se também não quiserem conhecer galera, tem problema não, aqui é um espaço democrático, ok? (mas também não sabem o que tão perdendo).

Um beijo no coração de vocês.