segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Eu Gosto

Eu gosto de acordar depois de 12:00. Porque o almoço já está pronto, e não tenho que tomar café da manhã. Odeio tomar café da manhã.

Nada poético, não é? Nem é pra ser.

Eu gosto de olhar pro nada, pelo tempo que for necessário.

Gosto de gente que me faz sorrir. Mas quem é que gosta de gente que nos deixa tristes, não é? Tão óbvio.

Gosto de ouvir música e me perder.

Gosto de passar despercebida. Quanto menos notarem minha presença, melhor.

Eu gosto de andar na rua e observar as pessoas, como se elas não pudessem me ver.

Eu gosto de ficar repetindo expressões faladas que ouvi e achei engraçadas.

Eu gosto quando conheço pessoas com o mesmo gosto musical que eu.

Gosto de ficar lembrando situações que vivi.

Gosto de correr, quando não tenho que correr. Como sempre que eu saio de casa pra pegar o ônibus e ir pra escola e não estou atrasada. Sempre que chego na esquina da minha rua, eu corro, no máximo até aparecer alguém e me ver. Estranha.

Eu gosto de tomar banho ouvindo música, eu gosto de andar ouvindo música, eu gosto de comer... vendo televisão, mesmo quando eu não estou prestando atenção - e normalmente não estou - só para ouvir o barulho.

Eu gosto de andar de bicicleta e/ou qualquer coisa que ande rápido e faça vir muito vento no meu rosto.

Eu gosto de sentir sono com o balanço de carros e ônibus.

Eu gosto do novo álbum do Vanguart, que se alguém ler isso daqui a um ano, não vai ser mais o novo álbum do Vanguart.

Eu gosto de sentir o cheiro de coisas pelas lembranças.

Eu gosto de ler, e ir ao cinema, e de escrever.

Gosto de ler porque viajo sem ouvir conversas desnecessárias num ônibus. Gosto de ir ao cinema, porque parece que a gente tá dentro daquela tela enorme (típico comentário de menina do interior). E gosto de escrever, porque não gosto de falar.

Eu gosto de beber ouvindo Fagner. Eu gosto de beber ouvindo qualquer coisa.

Eu gosto de fazer comentários irônicos, por mais que quase ninguém entenda, por mais que nem eu entenda.

Gosto quando tomo a iniciativa de alguma coisa (o que é muito difícil), e não quebro a cara por isso.

Eu gosto de ficar sozinha quando eu gosto de ficar sozinha, e eu gosto de ficar com outras pessoas quando eu gosto de ficar com outras pessoas.

Eu gosto de conversar - sozinha ou com outras pessoas.

Eu gosto de ABBA e de Bee Gees.

Eu gosto de inventar pratos peculiares na cozinha. As vezes dá certo, as vezes não.

Eu gosto de pensar... sei lá, em simplesmente ficar pensando nas coisas e no porquê das coisas... às vezes eu penso em questões filosóficas... como 'por que a gente vive?', as vezes em questões físicas, como se eu andasse na mesma velocidade de rotação da terra, o tempo não passaria? (ainda não sei a resposta, tampouco procurei no google... não saber me parece mais divertido), as vezes eu gosto de pensar em coisas 'diferentes'... como se o Inri Cristo já beijou alguém, o que o Silvio Santos faz no seu tempo livre, ou por que as pessoas para introduzir uma conversa perguntam 'tudo bem?', quando na verdade não estão nem um pouco interessadas... ou por que algumas ainda perguntam “novas?” sem nem te conhecer.

Eu gosto de ser eu, por mais que seja ridículo.

Enfim. só pra ninguém dizer que eu odeio tudo.

segunda-feira, 29 de julho de 2013

9 dos meus maiores medos na infância

Quando se é criança, acredita-se em tudo o que falam. Vai dizer que você não acreditava que a Hello Kitty era do demônio... ou que a Xuxa tinha pacto com o diabo... Há também medos estapafúrdios, ou não, que não é como ter medo de escuro ou de haver algum monstro em baixo da cama. Medo de pessoas, ou de algum personagem de desenho animado que não é como ter medo da Regina Casé, isso todo mundo tem.

Pensando nisso, vou compartilhar com vocês, alguns dos medos mais idiotas que eu tinha quando era criança, óbvio que, hoje em dia, eu não tenho mais medo dessas coisas (eu acho), mas é bizarro pensar como a mente infantil criava tudo isso.

1 - Tcharlinho - Art Popular


Sim. Eu tinha medo do Tcharlinho, do Art Popular. Não é um medo muito comum, por isso não podia faltar aqui. Era tenso qualquer domingo que eu estivesse assistindo o Domingo Legal, e o Art Popular estivesse lá, qualquer programa em que eles estivessem era um problema pra mim, por causa do Tcharlinho. Gente, vocês nunca perceberam a cara de tarado que esse cara tem? Enfim, era só uma implicância normal, até o mesmo aparecer em um pesadelo meu. Desde então eu passei a ter medo do Tcharlinho por um bom tempo. Tinha até um CD do grupo aqui em casa, e eu ficava um tempo olhando pra capa tentando entender por que ele era daquele jeito. Eu era uma criança meio estranha, me desculpem.

Até há um tempo atrás, lembrando que eu tinha um medinho dele quando era criança, pesquisei sobre a vida dele, se ele tinha algum escândalo, se já tinha sido preso, pra eu ter algum motivo pra ter medo dele... e nada, o único motivo era a aparência dele.

2 - Que som é esse... Björn Ulvaeus?


Perdão, eu era uma criança racista. Mas ao contrário do tipo mais comum de racismo existente por aqui, não era com negros, e sim com pessoas ‘muito loiras’. Podia ser loira, branca, só não podia ser loira demais, ok? Os principais alvos desse medo absurdo, eram o Passarinho do Castelo Rá-Tim-Bum, e o cantor do grupo ABBA, Björn Ulyaeus. Eu não sei explicar o porquê disso, eu só tinha medo, eu sei que também tinha a outra Passarinha que também era ‘muito loira’, e sei que a Agnetha também era beeem loira, mas eles especialmente me metiam muito medo. O interesante é que, hoje, eu sou muito fã do ABBA, e depois de um tempo, eu passei a adorar Castelo Rá-Tim-Bum, que acabou se tornando meu programa infantil preferido.

3 - Fofão


Esse, talvez, nem seja um medo tão incomum, pois, pelo que eu vi, muitas crianças tinham medo do Fofão.
Eu não consigo entender, não me entra na cabeça, como um boneco que tem testículos na cara pode agradar as crianças.
Eu tinha muito medo do Fofão, principalmente depois daquela história de que o criador do mesmo, tinha feito um pacto com o capeta e por isso tinha um punhal de Lúcifer dentro de cada boneco?! Eu tinha pesadelos constantes com o Fofão, e era sempre o mesmo. No sonho, havia vários bonecos do Fofão descendo um barranco que tem na rua que eu moro, e invadindo minha casa pra me matar. Como eu poderia não ter medo?

4 - "Ei, cara, pula de volta"


Eu acreditava em vários mitos na minha infância, e depois de desvirar a sandália pra minha mãe não morrer, esse era o que eu mais tinha medo: Não crescer quando alguém te pula.

Eu mesma poderia desvirar minha sandália pra que minha mãe não morresse, mas nem sempre as pessoas que me pulavam, queriam pular de volta pra que eu pudesse crescer, e isso me deixava revoltada, por isso o escolhi pra ser listado aqui.

Não sei quem foi o viado-filho-da-puta-retardado que inventou isso, mas graças a ele, eu dei grandes escândalos quando era criança. Sempre que eu estava deitada no chão da sala, desenhando, assistindo TV, ou só deitada, porque criança adora deitar no chão da sala, e alguém me pulava para poder passar, eu fazia um escândalo pra pessoa me “despular”, porque eu não queria ficar anã para sempre. Mas, pensando bem, eu deveria ter deixado mais pessoas me pularem, porque, por ironia do destino, eu acabei crescendo demais.

5 - Caipora


Eu tinha um certo medo da Caipora, do Castelo Rá Tim Bum. Puta bicho feio, todo vermelho, que aparecia com um assovio, e dava um grito “ratataaau” hahaha. Quase sempre brigava com meu irmão quando ele começava a assoviar pela casa, porque morria de medo dela aparecer. Eu tinha mais medo da caipora, porque eu também tinha pesadelos constantes com ela, e sempre o mesmo. Com a caipora, meu sonho era que eu começava a assoviar no meio da rua, e ela aparecia e me levava pra última casa da minha rua e me colocava num caldeirão gigante pra me comer depois, vê só.

6 - Homem do Saco


O Homem do Saco é um grande instrumento de controle mental infantil, e sua mãe usava pra te ameaçar se você não comesse direito, não fosse dormir ou não se comportasse na rua, lembra? “Não vai comer tudo? Por mim tudo bem, mas o Homem do Saco não gosta de crianças que deixam comida no prato.” “Quer brincar na rua até tarde? Tá bem, mas o homem do saco sai de casa 18:00 hrs, pra levar criança que tá na rua”.

Vocês sabem aquele episódio do Chaves, que a Chiquinha morre de medo do “Roupa Velha” porque pensa que ele vai levá-la embora dentro do saco se ela não tomar o remédio né? Se não sabem:



Pois bem, eu também tinha um Homem do Saco real na minha vida, só que esse era um senhor que vendia vassouras e espanadores, e passava pela minha rua todo dia gritando “oooolha o espanador e a vassoura do cabo grandeeee” hahaha claro que minha mãe não perderia a oportunidade de me fazer obedecer, me pondo medo, dizendo que o velho da vassoura ia me levar no saco dele.

7 - Os Jetsons


Lá vai eu, explicar meu medo dos Jetsons... Bom, no início, eu assistia o desenho de boa, até gostava muito, eis que um dia eu tive um maldito pesadelo... é, esse é mais um dos meus medos decorrentes de pesadelos.

Depois que eu passei a ter esse pesadelo com os Jetsons, mais precisamente com o George, ver o desenho nunca mais foi e mesma coisa. Eu tinha muitos pesadelos quando criança, constantemente, e quando o mesmo se repetia era muito tenso. Era um sonho meio louco, em que o George queria me obrigar a casar com o filho dele devido à uma dívida do meu pai, só que o filho dele não era o Elroy, era outro personagem que nem tinha no desenho... Eis o motivo do meu medo dos Jetsons.

8 - ALF, O Eteimoso


ALF, O Eteimoso, era uma série que parodiava o filme E.T. O Extraterrestre.

“ALF segue um sinal de rádio amador para a Terra e acaba caindo na garagem da casa da família Tanner... Ele torna-se um membro permanente da família, embora o choque cultural, a solidão e a saudade de casa, frequentemente, causem problemas aos Tanner...”

Enfim, ALF, era um ET, feio pra cassete, todo peludo... tá que o cabelo dele era mais bonito que o do Neymar, mas ainda assim, ela era muito feio, tinha um “nariz”, estranho, umas orelhas grandes, enfim, eu tinha medo do Alf, porque ele era muito feio, e tinha uma voz muito estranha. E o maior problema pra mim, era que sempre passava antes de uma série que eu adorava no SBT, que era Três é Demais, daí eu tinha que esperar ALF acabar pra poder assistir, era horrível.



9 - Anderson Leonardo

“Andrezãããããão, sabe qual a brincadeira que eu mais gosto?”

Tá, não era um medo medo medo, de dizer: “nossa, que medo desse cara”, nem de ter pesadelos... mas que ele dá medo, ele dá...

Você, ortodontista que estiver disposto a ajudar o Anderson a alinhar aquele lateral, por favor, o faça urgentemente.

No começo, eu tinha um medinho dele, eu tinha medo do sorriso, do jeito que ele falava, era um tipo de palhaço, só que feio. Mas depois passou a ser engraçado, e não tinha como, eu era criança, e toda criança gostava das músicas do Molejão (espero que sim). Então, esse é um medo que foi superado logo na infância.



Então, esses são os “medos” que eu consegui lembrar, que me acompanharam na infância, se vocês gostaram é só clicar em 'gooooostei' aqui em baixo e se inscrever no nosso canOPA... então, se vocês lembram de algum medo que marcou a infância de vocês, podem comentar aqui, e relembrar, ou simplesmente, ignorem, até a próxima.

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Vamos às Cataratas

Pra quem não mora em Maceió (eu consequentemente não moro, mas estudo), queria avisar que hoje, literalmente, o céu caiu... sim, literalmente, caiu mesmo... não, é mentira, mas, choveu pra caralho, choveu demais, como nunca tinha visto antes. Humberto Gessinger pediu tanto, que sim, a chuva hoje caiu como um dilúvio. Saio de casa ás 5:40, chego lá ás 7:00, e volto ás 12:30, e até isso não tinha parado de chover um segundo sequer, e com certeza ainda deve estar chovendo por lá.

Uma coisa que eu nem deveria ter feito, era ter saído de casa, por causa da chuva, uma árvore caiu próximo à escola, e houve falta de energia, me senti uma idiota em ter ido. Mas enquanto eu estava lá fazendo nada, com as pernas em cima do birô do porteiro, um colega de classe me chamou muito a atenção. Quando o vi chegando, em baixo daquela chuva, todo desajeitado, coberto por uma capa de chuva amarela, mais ou menos assim:



Instantaneamente lembrei-me do episódio mítico (todos são) do Pica-Pau, “Vamos Às Cataratas”, onde o Pica-Pau quer descer as Cataratas do Niágara num barril. Só de escrever já estou dando risada. É incrível o cinismo demonstrado pelo Pica Pau em relação ao policial, e também é muito engraçado todas as vezes que o policial cai nas cataratas e os turistas com capas amarelas gritam AÊÊÊÊ!!! Mas a grande cena do episódio é aquela em que um monte de guarda acaba caindo cachoeira abaixo, cada um no seu barril, e mais uma vez os turistas: AÊÊÊÊ!!!


Não pude deixar de achar engraçado. Mas isso acabou me lembrando, de como eu odiava ir pra escola em tempos de chuva quando era criança, por um motivo: Minha mãe me obrigava a ir pra escola com capa de chuva. Cara, será que ela não tinha noção de que os meus amigos riam de mim por causa disso? Capa de chuva, pra mim, deve ser usada por motoqueiros, se não, é simplesmente constrangedor. Eu chorava pra não ir com capa de chuva pra escola, e o pior de tudo, é que íamos eu e meu irmão juntos... os dois... vestidos com capas de chuva iguais... E como eu moro no interior, e tudo aqui é relativamente perto, constantemente íamos pra escola de bicicleta... Imagina o quanto a capa de chuva atrapalhava nossa vida nesse trajeto de pedaladas.

Eu era uma criança muito tímida, ainda sou, mas na infância era terrivelmente tímida e quieta. Imagina pra uma criança assim, chegar na escola e os coleguinhas a apelidarem de Mulher do Zé Gotinha, traumatiza, crianças sabem ser malvadas.

Luiza 

Comecei então a bolar um jeito de não chegar mais na escola com aquela maldita capa transparente que me deixava parecendo um preservativo masculino. Então, eu colocava um guarda-chuva pequeno na mochila, e no meio do caminho tirava a capa e usava o guarda-chuva, mas eu só não contava com uma coisa... que meu irmão fosse contar tudo pra minha mãe ao chegar em casa, maldito, até entendo, ninguém gosta de passar vergonha sozinho.

Desde então, minha mãe nos seguia no caminho da escola, pra ver se eu iria tirar a capa novamente. Antigamente não, mas hoje até entendo, que nem era tanto a questão de que ela queria porque queria que eu fosse com a maldita capa, o problema era querer passar por cima da autoridade dela, mas vai explicar isso pra uma criança.

Então é isso, sinto muito se vocês chegaram até aqui, só queria compartilhar um trauma de infância com vocês, voltem a fazer coisas realmente interessantes... se bem que alguém que me lê nunca deve tá fazendo algo de interessante, mas voltem a fazer o que estavam fazendo, vaaai, perde mais tempo aqui não ô moleque.

quarta-feira, 26 de junho de 2013

Playlist #5: Michael Jackson

"Gosto de criancinhas, e como!"

Dois posts seguidos especialmente pra vocês, coisa difícil de acontecer por aqui, Playlist em edição especial (por um bom motivo), infelizmente pra vocês, eu sei, mas se eu não o fizesse ficaria com a consciência pesada, sei disso, não sei o porquê, eu sou estranha.

Hoje faz quatro anos que nós perdemos um dos maiores artista de todos os tempos. Um homem/mulher/criança/hetero/homo/trava/preto/branco/sexuado/assexuado. Meio impossível definir, ele é o Michael Jackson e isso basta.

Pra vocês então, uma Playlist das minhas 11 músicas preferidas do Rei Roberto Carlos.

11 - Heal The World


Poucas coisas são tão lindas quanto essa letra, antes de entrar na melodia, há uma introdução, em que uma criança pede: "Pense nas futuras gerações e diga que você quer fazer um lugar melhor para uma criança. Assim elas saberão que terão um mundo novo para viver".

10 - Billie Jean


Ao contrário da maioria, que eu acho que começou a conhecer o trabalho do Michael por Thriller, a primeira música que eu “conheci” foi Billie Jean, e acho sinceramente que Billie Jean é uma pessoa real. Julguem-me, mas também ao contrário da maioria, não gosto da versão do Chris Cornell, porque eu acho que tirou toda a coisa legal da música que é o ritmo, acho na verdade que não gosto de nenhum dos covers dessa música.

9 - They Don’t Care About Us

“Michael, Michael, eles não ligam pra gente” kkk, desculpa, acho essa parte engraçada, tenho distúrbios mentais. 

They Don’t Care About Us é a coisa mais linda do mundo, a melodia é muito alucinante com centenas de instrumentos de percussão e palmas em ritmo militar, pode chamar de patriotismo, mas eu acho o clipe gravado aqui no Brasil (tem uma versão gravada numa prisão) muito bonito, sem falar que deve ter sido um sufoco pros policias segurarem o riso com o Michael dançando na frente deles hahaha, The Queen's House é pinto (alagoanos entenderão essa gíria). Os batuques do Olodum deram uma cara muito brasileira pra música, que tem uma letra muito foda, é um hino contra as injustiças sociais. “Tudo o que eu quero dizer é que eles realmente não ligam pra gente.”

8 - You Are Not Alone


Essa música deveria dispensar comentários, cara, a letra dessa música só tem uma definição: perfeita. O clipe, ele cantando num teatro pra uma plateia vazia, diz tudo pra alguém que não tenha entendido a letra, o momento, tudo, You are not alone é simplesmente incrível.

7 - Smooth Criminal


Se você não sente vontade de dançar, nem se balança o mínimo que seja ouvindo Smooth Criminal você tem algum problema. Acho o clipe muito engraçado, eu acho graça em qualquer coisa, me entendam, e adoro porque é muito daora ver aquela coreografia. Depois de 10 minutos ao ouvir, ainda fico com “Annie are you ok? so, Annie are you ok? are you ok, Annie?” na cabeça. E pra quem não sabe, "Smooth Criminal" é parte do filme Moonwalker.

6 - Thriller


Não apenas Thriller tem uma versão estendida, mas outros clipes de Michael também, como Bad, no entanto Thriller é a minha preferida, tem um gosto especial, pois contém tantos recordes e claro está na minha infância e na de muitas outras pessoas. Vai dizer que você não balança a cabeça igual aos zumbis quando tá tocando? Tá, pode ser que não... mas eu sim. Pensei em contar o enredo do clipe, mas não precisa né? Todo mundo conhece. Enfim, Thriller é uma das melhores coisas que eu já vi na vida, junto com pizza de frango e catupiry.

5 - Beat It


Vai dizer que você não cantava “Pireee, pireee” quando era criança, hein? É pode ser que não, também, mas eu sim. O clipe é muito legal, meus clipes preferidos do Michel são os que têm coreografia, e Beat It tem nada mais, nada menos que a participação de Eddie Van Halen, e o resultado é um solo de guitarra feérico entre os minutos 2:48 e 3:19.

4 - Man in the mirror


A letra fala que a mudança que queremos ver no mundo tem que começar por nós mesmos, bem clichê, mas não deixa de ser bonito. Existem duas versões do vídeo, uma apresentada no filme Moonwalker, que é uma versão estendida ao vivo, e a outra versão apresenta momentos históricos e personalidades importantes da história mundial, como Martin Luther King e John Lennon.

3 - I’ll Be There


I’ll be there marca muito minha infância, porque Sandy e Júnior fizeram uma versão em português, e eu era a criança fã Nº 1 de Sandy e Júnior, desde então eu demorei pra saber que a música na verdade era dele... na verdade, a música é do grupo Jackson 5, que na minha opinião é a fase mais legal do Rei Elvis Presley porque eu sou apaixonada pela versão mirim, sem escândalos, e com aquela voz visceral.

2 - Black or White


Sim, Black or White é sobre a mudança da cor da pele do Rei Leão, na versão estendida, no final do vídeo passam várias pessoas de várias raças se transformando, terminada a canção, uma pantera sai dos estúdios, depois disso a pantera se transforma no Rei Arthur e segue uma sequência passada em um beco escuro, onde Michael realiza uns passos de dança e destrói mensagens racistas pichadas num carro e nas ruas. Por fim, ele vira novamente uma pantera e foge. No final mostra o Bart dos Simpsons como fâ de Michael Jackson assistindo o clipe.

1 - The Way You Make Me Feel


The way you make me feel, minha preferida. O clipe mostra Michael perseguindo uma mulher por uma rua escura. Durante o vídeo, além de cantar a música, faz uma sequência de danças. Eu simplesmente adoro essa música/clipe, acho a voz dele divina, e sou apaixonada pelos gritinhos do começo hee hee ooh go on girl! Hahahha

Grande Michael, na infância.

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Nada

Minhas aulas começaram hoje, finalmente iniciei o ano letivo de 2013. Revi as pessoas com quem viajo todos os dias, sem muita felicidade. Sentada no banco, observando as pessoas tão envolvidas em seus próprios pensamentos. Alguns lendo, outros ouvindo música, alguns com os olhos vidrados nas janelas. Todos absortos. Estava observando-os. E prestando atenção nos outdoors que havia pelo caminho. A rotina entediante vivida pelos passageiros me entretinha... No ônibus sento sempre na sexta cadeira, do lado da janela. Hoje tinha gente ocupando meu lugar, mas não tive coragem de pedir pra pessoa sair, eu sou assim.

Distância maldita que não deixava as minhas pernas, que estão longe de serem pequenas, se acomodarem.

Lá vou eu, na “cidade grande”... ó céus... saí do ônibus. Vira a esquerda, segue o agradável aroma do Salgadinho, atravessa, vira a direita... contorna os carrinhos de doces e a multidão das filas pra postos de saúde... Vejo uma velhinha de cabelo vermelho, vejo suas unhas enormes de 11 centímetros, esmalte vermelho paixão. Janis cantando 'hush, baby, baby, baby, baby, baby, no, no, no, no, don't you cry, don't you cry!' no meu celular. Um garoto de uns 13 anos tentando impressionar uma garota, a postura, e os gestos... na minha cabeça 'WTF? WTF? WTF?' até que eu começo a rir... sim, nada com coisa nenhuma... avista uma fachada acabada e com uma árvore derrubada, ah, cheguei.

“Mal amo a mim mesmo e aqueles que digo amar...” Gostei disso. O amor é muito imperfeito, mas se um dos mandamentos é para amar o seu próximo, vejamos assim: não desejar que os inimigos vão todos para o inferno, já é amá-los num certo sentido. Ou não?

Estava inventando situações na minha cabeça, como de costume, quando surgiu algo que nem era inventado, lembranças, se desse pra simplesmente apagar umas coisas da memória era mais fácil... Ficaria só no “imaginar”.

Sei que essa não é a linha de textos que eu costumo publicar, mas vez ou outra dá vontade de postar umas loucuras que passam pela minha cabeça... não precisa de pesquisa, só colocar pra fora e já que eu tô sem computador é mais fácil. Voltar a rotina da escola, me fez pensar em tudo que eu fiz no meu dia, e o que eu mais faço é observar o comportamento dos outros e pensar. E escrever coisas aleatórias e sem sentido, como isso.


É o tipo de coisa que daqui a um ano eu vou reler e achar um sentido, por agora não sei a quê associar.

Um assunto não tem nada a ver com o outro, mas vim falar, também, é sobre a grande inveja que eu sinto de algumas pessoas. Eu admiro pra caralho pessoas que sabem, simplesmente sabem, que são capazes de falar sobre qualquer coisa. Que sabem falar sobre o que sabem. Num grupo de mais de 2 pessoas já começo a achar bem difícil falar qualquer coisa sobre a qual eu penso. Eu admiro pessoas que tem conhecimento, sabem se expressar e tem opinião concreta. Aquela pessoa que sabe o que pensa e por que pensa assim, e ainda te convence com (bons) argumentos.


O meu problema, é que eu não tenho opinião... sobre quase nada praticamente, eu simplesmente não acho coisa alguma sobre coisa nenhuma, porque afinal quando eu acho alguma coisa, uma semana depois eu já acho o contrário. E não ajuda muito quando eu fico contra mim mesma, criando argumentos contra as minhas opiniões.

Eu sou a minha maior inimiga.

E agora relendo tudo, o primeiro assunto tem, sim, tudo a ver com o segundo.
Eu sou louca.
Enfim.

O tempo te transforma.
Gradual.
mente.

"Sahara, é muito difícil crescer"
"mas por quê?"
"Adultos tem muita responsabilidade. A gente tem que trabalhar, cuidar de casa, cuidar de filho. Cê tem que se preocupar com muita coisa."
"Por quê?"
"Quando você crescer vai ver. Ser criança é muito bom. Criança não precisa pensar na vida, só brincar e ir pra escola..."
"Mentira, eu tenho que arrumar o meu quarto, e fazer tarefa de casa"
"Mas ser criança é muito mais fácil, a criança vê a vida com outros olhos, é inocente. Tudo é motivo pra rir, ficar contente."
Sim, eu sempre fui chata.

Desde esse dia decidi que não queria mais crescer.
Me convenci das verdades universais. Se bem me lembro, um dos motivos pelo qual eu mais queria ser adulta, era pra poder namorar. Vejam só.
Se existe um paraíso lá nossos espíritos voltarão a ser crianças, sem distinção de sexo, sem maldade de espécie alguma, sem real consciência.

Outro assunto aleatório que não tem a ver com o início do texto, como eu disse, eu começo com alguma coisa e passo pra outra. Eu sou louca. Se você chegou até aqui, me desculpa te fazer ler isso.




terça-feira, 29 de janeiro de 2013

Gosto, mas tenho vergonha

Aquele tipo de coisa que você gosta, mas não assume. É, aquilo que te deixa com muita vergonha, porque você sabe que todo mundo vai rir se você assumir que gosta, e descobrir todo o seu lado cafona, babaca, infantil ou sabe-se lá pervertido. Tem aquelas coisas que eu gostei e que ainda hoje tenho vergonha de dizer que gostava, outras que eu gosto e as pessoas sentem vergonha por mim. Então fiz uma lista que mistura tudo isso.

1 - Bridget Jones e seus diários




“Bridget Jones, uma mulher de trinta anos, decide, entre as resoluções de Ano Novo escrever um diário. Bridget Jones revela, a cada capítulo, as suas qualidades e os seus defeitos, além de expor com muito humor situações que fazem parte do dia-a-dia de várias mulheres nesta mesma faixa de idade: problemas com o trabalho, a busca do homem ideal etc. Cada capítulo do livro trata de um determinado dia na vida desta anti-heroína, que sempre inicia o seu relato contabilizando o peso e as calorias, cigarros e unidades alcoólicas que consumiu no dia anterior.”


Não é que eu tenha vergonha de dizer que gosto na verdade, é sim, mas a Bridget é sensacional. Difícil encontrar alguma mulher que nunca tenha visto pelo menos um dos filmes. Nada além de grande afeto justifica a quantidade de vezes que assisti a disputa Daniel Cleaver e Mark Darcy. A personagem principal me fez cair de amores: Bridget é jornalista, 30 anos e sem um relacionamento estável, brigando com a balança para emagrecer, bebendo e fumando demais. Enquanto o primeiro filme traz a luta de Bridget para encontrar o par ideal antes que seja “tarde demais”, o segundo é tipo, um “depois do viveram felizes para sempre”. Já pararam para pensar no que acontece depois do “e viveram felizes para sempre” nas histórias? Enfim, é assim no segundo filme. Eu adoro a Renée Zellweger, e fico impressionada de como ela engordou pra esse filme e ainda assim continuou tão bonita.

Cena que eu mais gosto, que eu só consegui achar gravada da TV (rs), perdão.


2 - Sandy



Em minha defesa eu poderia dizer que é uma daquelas coisas que eu gostava quando era criança e hoje não gosto mais, já que eu era muito fã de Sandy e Júnior, mas sim, eu ainda gosto muito da Sandy, porque ela é linda, tem uma voz meiga, e faz umas músicas super bonitinhas que eu também tenho muita vergonha de dizer que gosto.



3 - Blogs de moda e maquiagem



Sim, eu gosto, eu sempre tento esconder das pessoas que gosto dessas mulherzices, mas fazer o quê, eu sou mulher, e mulher sempre tem dessas mulherzices... Não sou expert em nada disso, aliás, não entendo nada de maquiagem ou de moda, mas tenho separado um tanto de blogs que sempre dou uma olhadinha, acho muito legais os tutoriais, mas não sei fazer nada, e tenho muita inveja de quem sabe se maquiar sozinha.

4 - Musicais



Moulin Rouge, Mamma Mia (principalmente porque é todo com músicas do ABBA), Burlesque, Chicago, Footloose, Grease - Nos Tempos da Brilhantina, Grease 2 - Os Tempos da Brilhantina Voltaram, Hairspray, Os Embalos de Sábado A Noite... Esses são os que eu me lembro de ter assistido, mas com certeza deve haver mais, tentei pensar só nos três que eu mais gosto, mas é impossível escolher. Eu adoro musicais, eu acho muito incrível o talento dos atores que além de atuar, cantam e dançam mito bem, acho incrível também o jeito que eles conseguem encaixar cada música em determinadas situações. E os melhores estão sempre entre os mais antigos, como Grease.
Na verdade eu tenho vergonha de dizer que gosto de musicais porque muita gente acha babaca por haver uma cena e do nada todo mundo começar a cantar e dançar (rs), mas enfim, eu não entendo assim.

5 - Vai dar namoro


“Boa noite, me chamo Wesley, tenho 19 anos, moro no Tatuapé, sou ajudante de escritório e gogo boy, e nas horas vagas uso um pouco de esteróides. Estou à procura de uma mina que seje sincera, carinhosa, que goste de sair, que seje vaidosa, família e que goste di mim do jeito que eu sou.”
   
Tá, eu sei que agora eu cheguei ao nível máximo de escrotidão, mas gente, é tão tosco que chega a ser engraçado. O cara ainda quer arrumar uma NAMORADA com esse perfil. Já é mané só de ir arrumar namorada num programa de TV, mas enfim... Alguns acham o momento que o Rodrigo Faro aflora toda sua homossexualidade e dança a cada beijo dado o mais escroto/engraçado/idiota, já eu acho mesmo o momento em que cada um se apresenta pra ser escolhido, porque é muito incrível ter tanta gente feia e estranha num lugar só.

6 - The Vampire Diaries


De toda essa modinha de vampiros, essa foi a única série eu gostei, tenho vergonha de dizer que gosto porque as pessoas vão pensar que eu gosto também daquela história dos vampiros que brilham e são saudáveis como cavalos, ou daquela que os vampiros deixam de se alimentar de humanos graças a um sangue sintético inventado por cientistas.

7 - Novelas Mexicanas


Eu fui uma criança que além de desenhos também gostava muito de novelas, novelas mexicanas de preferência. Maria Mercedes, Maria do Bairro, todas essas aí, mas a que eu mais gostava era A Usurpadora, porque a Paola é a vilã das vilãs das vilãs e fim.

8 - Músicas Românticas Internacionais

Air Supply

Não é qualquer música romântica, são aquelas bem antigas, dos anos 70, 80, 90, que dá vontade de chorar e comer porcaria o dia todo, isso tudo cantando. Making Love Out of Nothing At All, do Air Supply e All by myself, que eu gosto da versão da Mariah Carey, são bons exemplos, e eu tenho vergonha de dizer que gosto porque eu sei que é brega, muito brega.


Air Supply - Making Love Out Of Nothing At All


Phil Collins - Against All Odds


Bryan Adams - (Everything I Do) I Do It For You


Paulinha - Cacinha Preta


É isso, podem rir a vontade dos meus gostos estranhos, da minha breguice, da minha infantilidade e afins, mas eu tenho certeza que todos vocês que leram isso também gostam de coisas que te fazem passar vergonha, então... então nada, podem rir.