sábado, 20 de setembro de 2014

Não repara na bagunça

Querido diário, hoje, por um milagre dos céus, eu resolvi arrumar meu quarto.

Querido diário, comecei a arrumar meu quarto às 16:00, terminei às 20:30.

Querido diário, estou parecendo a Xica da Silva, mas sem ser gostosa e sem mostrar os peito.

Eu não sei se acontece só comigo, mas no meu quarto a bagunça costuma aparecer do nada. Se Jesus fez o milagre da multiplicação dos pães, eu faço diariamente o milagre da multiplicação de roupa no chão. Tem vezes que eu nem sei qual é a roupa limpa e qual é a roupa suja, acabo botando tudo pra minha mãe lavar, o que gera um falatório imenso no meu ouvido.

É uma coisa incrível. Eu ainda não moro sozinha, então nem tento fazer uma faxina na casa, mas acho que por falta de prática ou problema mental mesmo, eu demoro cerca de três horas só pra arrumar meu quarto. Dois dias depois parece que ocorreu um terremoto. A Tailândia depois do Tsunami de 2004 tava mais limpa. (inclusive parando nesse momento do texto pra ver vídeos de Tsunami e terremoto e tal)

Eu costumava chamar uma empregada para arrumar meu quarto, mas ela era meio desastrada, quebrava tudo, não sabia onde guardava as coisas. Eu sempre deixava pra lá e nem falava nada porque é muito chato você ter que dar uma bronca e despedir sua própria mãe.

Eu penso: “cara, o quarto é meu, ninguém vai entrar aqui além de mim, então foda-se, vou deixar essa porra assim mesmo”. Aí chegam as visitas, pra dormir aqui, se for amigo meu eu nem ligo, porque se é meu amigo já sabe como eu sou desleixada. Mas a coisa muda de figura quando a visita chama-se “FAMÍLIA”. Minha mãe fica logo preocupada, “Sahara, arruma esse quarto que fulano vai dormir lá”. “Só quero que você não arrume esse quarto”. Eu acabo não arrumando e ninguém dorme aqui porque ela fica com vergonha rsrsrs. Tem vezes que não adianta nem falar para os convidados não repararem na bagunça. Fica meio que inevitável. Dependendo do tamanho do rato que passa embaixo da cama, não tem como não notar.

Já perdi a conta de quantas vezes minha mãe já disse que ia jogar minhas coisas pela janela e me colocar pra dormir na sala. Ela nunca faz. Só fala. E eu nunca arrumo.

Às vezes é mais fácil achar a Eliza Samudio na gaveta do que achar uma das meias do par. Deve existir um universo paralelo onde essas coisas que a gente perde vão parar. Você pergunta pra todo mundo onde as coisas estão e ninguém sabe de nada. Mas geralmente as mães têm aquela resposta genial de sempre:

- Procura que você acha.

Aumentando mais a nossa fúria.

Teve uma vez que eu fiquei cerca de 10 minutos procurando meu relógio. Não achava de jeito nenhum. Depois de xingar metade da população mundial, fui até a cozinha furiosa e perguntei pra minha mãe:

- Porra mainha (chamo minha mãe como eu quiser), cadê a merda do meu relógio? Já falei pra não mexer nas minhas coisas.

– Esse que tá no seu braço?

Nessa hora eu percebi que precisava de tratamento.

Mãe também tem aquela visão específica da limpeza (mais conhecida como sadismo). Lembro quando minha mãe me mandava limpar o quarto e eu obedecia, e, olha, faz muito tempo. Eu limpava tudo direitinho me atentando aos mínimos detalhes, limpava até a janela com bucha e detergente, e ela ainda achava um monte de coisa errada. “Faltou aqui”. “Essa cama não tá bem forrada, tá parecendo a sua cara”. “Aqui você não limpou”.

Eu sempre tive uma bagunça organizada. Apesar da zona, eu sempre sabia onde minhas coisas estavam.

- Onde está minha garrafinha de água?

– Na geladeira. Onde mais deveria estar?

– Eu já falei que o lugar dela é ao lado da cama, embaixo das roupas.

Por falar em roupas, creio que elas sejam o meu maior problema. Eu tenho mania de ir tirando e jogando uma sobre as outras. O problema é à noite, quando você apaga a luz do quarto pra ir dormir. Fica um monte de roupa empilhada que parece o formato de uma pessoa. Aí eu tenho que fazer o que qualquer pessoa normal faria: jogar tudo no chão. Ou jogar tudo pro outro lado da cama que é de casal, e dormir do outro. Mas é que às vezes tem tanta coisa em cima da minha cama, que eu tenho que jogar metade no chão, e metade no outro lado da cama.

Agora mesmo, acabei de arrumar o quarto, tirei toda a bagunça de cima da cama, chega minha mãe e coloca a roupa limpa em cima pra eu guardar. O que todo mundo sabe que não vai acontecer, e ela vai pro chão. Obrigada.

Outro problema na hora de arrumar meu quarto, é que eu não consigo me desfazer das coisas velhas, ainda tenho meus cadernos do 1º, 2º, 3º e 4º ano, provas, e sempre perco muito tempo olhando tudo e rindo de idiotices como esta

Pode não parecer, mas eu adorava esse professor


O lixeiro só tem embalagem de biscoito e toddynho, pois gorda.

E hoje fiz uma coisa nova diferente hard que foi pendurar meu LP dos Engenheiros do Hawaii na parede, o que me custou uma raiva tremenda pois entortei e desentortei o prego umas 18 vezes. O que ficou até legal, pois a parede é laranja, o que combina com a calça do Gessinger e o sofá. O que também me deu vontade de comprar umas coisas legais pra pôr também na parede, mas que eu não vou fazer, porque o fogo só vem na hora.

Enfim, eu poderia lhes mostrar o antes e o depois do meu lindo e aconchegante quarto, mas mostrarei só o antes, pois o depois ainda não tá tão legal (pois ainda não terminei mesmo, confesso). Um bj, e tchau, voltem sempre.
 
oie, não repara na bagunça rsrsr


quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Almost Famous, Cachorros e Pasárgada

Não sei sobre o que pode ser esse texto, só abri o Word e comecei a digitar, sem nada mesmo na cabeça, uma coisa natural, já que eu não tenho nada mesmo na cabeça.


Tenho tanta coisa pra estudar, tenho vontade de ler um monte de livros, mas quando deito aqui nessa cama, em frente a esse computador, esqueço do mundo, e acabo me atrasando em tudo. Ultimamente tenho tido uma curiosidade maior sobre o golpe de 64, baixei livros, fiz pesquisas, procurei filmes, mas tudo isso vai ficando pra trás graças a minha facilidade de distração. Tenho tanta coisa da faculdade pra fazer, pois, se engana quem pensa que as gentinha de humanas não faz nada, mas aproveitei o dia pra assistir Almost Famous e Guerra ao Terror no Netflix, inclusive, sobre isso, uma coisa bem legal:



Vocês não sabem (nem querem saber porra nenhuma, né), mas eu tenho uma porrada de texto (ruim) escrito e guardadíssimo neste meu computador que vive dando pau, e venho pensando, lendo outros blogs, e quase que me intimando: ai Luiza, você tem que escrever umas coisas mais inteligentes, fala sobre as eleições, sobre a fome na África, fala mal do PT, fala sobre a existência, a criação do mundo. Mas acontece que: eu não sou uma pessoa inteligente. E ultimamente, infelizmente, vocês que me leem, estão sendo obrigados a ver essas merdas que falam mais de mim do que qualquer outra coisa, mas juro que em breve este blog voltará com sua programação normal (qual mesmo?).


Tenho pensado muito em como seria minha vida se eu morasse sozinha, e a primeira coisa que pensei foi que, com certeza, eu teria um cachorro.


Minha mãe é uma pessoa muito má. Mentira. Ela só não me deixou ter um cachorro. Nem qualquer outro tipo de animal. Eu, meus irmãos e meu pai já tentamos até ter um macaco, mas minha mãe não gosta de animais. Tenho 19 anos e ainda alimento a vontade de ter um bicho de estimação. Frustração? Talvez.


Já falei aqui que sou uma fracassada? Queria fazer uma postagem legal, mas não consigo, então, como de costume, escreverei várias idiotices etc.


Já falei aqui, também, em outro texto, que pior que a vida, é a falta dela. A falta de vida é muito difícil. Mas é que tem tempos em que tudo dá errado, desilusão acadêmica, falta de dinheiro e doenças em geral. Fora os indivíduos desagradáveis com os quais sou obrigada a conviver. Segunda pensei que não conseguiria sair ilesa da aula, pois o chato da turma estava discutindo com a professora porque ela, simplesmente, fez uma coisa horrível que nenhum professor de Sociologia faz: nos mandou ler Durkheim e Marx. Meu Deus, como ela pôde??? Mas eu fico mais feliz quando ele atrapalha a aula pra falar mal de índio só pra provocar o cara que trabalha com índios. Seria mais difícil de compreender se não desse pra sentir o hálito de álcool que se propaga pela sala quando ele abre a boca. Ou talvez, seja só minha TPM. Mas as consequências implicam o consumo exagerado de dorflex, umas doses do whisky caro do meu pai que roubei no fim de semana (pois muito rebelde inconsequente), e muito The Smiths (inclusive, I Know It’s Over rodando na vitrola neste exatíssimo momento, obg #chorosa).


Tem chovido muito esses dias, e eu amo tempos assim, amaria muito mais se pudesse ficar em casa tomando um vinho, e lendo todos os livros sobre a ditadura que baixei, poderia também ter um cachorro, ele dormiria bem mais nesses dias, no meu colo, e eu seria plenamente feliz dessa forma.


Fim de semana chegando, vou-me embora para Pasárgada. Com Pasárgada leia-se festinha dos migo na praia. Lá não sou amiga do rei, mas eles têm quantidades consideráveis de bebidas alcoólicas. Precisa mais?