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sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Vão-se o anéis, ficam-se os dedos...

Eu nunca entendi bem esse ditado, e sempre tive dúvidas se o certo era “vão-se os anéis, ficam-se os dedos” ou “vão-se os dedos, ficam os anéis” mas, melhor que se vão os anéis e que fiquem os dedos, né? Já pensou se os dedos se fossem? Onde eu colocaria os anéis? Se bem que nem gosto muito de anel. Então nada disso faz sentido, foda-se.

Pensei no título, por conta de todo esse “bafafá” com o casal mais lindo e feliz deste planeta chamado Terra, Gisela Bintian diva destruidora brasileira humilde riquíssima e Tom Brady



“Bafafá”, essa palavra deve estar na lista das 5 palavras mais maneras que eu conheço, são elas:

1- Tabaco (pelo duplo sentido na minha cabeça sim)
2- Lambisgoia
3- Bafafá
4- Sirigaita
5- Gaiato

Enfim, eu não preciso explicar o que aconteceu né? Mas se você não sabe, pesquisa no google, por favor, tô com preguiça de explicar.

Olha gente, não tô aqui pra falar de vida de famoso (já tá falando sua estúpida), só queria fazer umas análises. Parece meio idiota a gente “se doer” por algo que acontece com esses famosos tão intocáveis né? Mas é que tem aqueles casais perfeitos, que você acha que vão ser felizes pra sempre, que nunca vai dar merda, que até lá na sua cabeça de adolescente nos contos de fadas te dá uma esperança de que existe um relacionamento perfeito, aí “boom”, dá merda do mesmo jeito. Acredito que sim, isso meio que me fez perder um pouco a fé na humanidade, que já andava lá meio abalada depois que vi uma pesquisa sobre em quem os brasileiros votariam para presidente na próxima eleição e o Bolsonaro tava em primeiro lugar. É que pensando por uma linha de raciocínio mais pessimista, ou até realista, se a até a Gisele Bündchen, a GISELE BÜNDCHEN, diva poderosíssima, maravilhosa, top número 1 do mundo, riquíssima, cabelo parece ouro do tanto que brilha e ainda voa quando o vento bate, foi (supostamente) traída, o que será de nós meras mortais que compramos uma base da mary kay chorando por causa do preço. Vão me criticar porque tô julgando uma atitude assim, pela beleza dela? Julguem. Até porque nem seria só pela beleza, mas é que ela é a Gisele Bündchen, sabe? Eu se casasse com uma mulher dessa, fazia um altar pra ela e me ajoelhava toda noite antes de dormir. Mas vamos lá, com toda história, pra quem vai a culpa de tudo isso mesmo????? Mas, é claro que vai pra babá piranha ladra de marido, e também, por que não, pra própria Gisele? Quem manda contratar uma babá gostosa e colocar dentro de casa né, gente? O marido, tão indefeso, pobre coitado, não teve como se livrar das garras da babá predadora. PUTAAA MERDAAAAAA ISSO ME DEIXA MUITO DESGRAÇADA DA CABEÇA, principalmente se quem fala isso é uma mulher.

Claro que isso não é um caso isolado, é sempre comum numa traição, a culpa ser sempre da mulher, que é uma piranha, ou que não deu “assistência” no casamento. Esse tipo de atitude tá intimamente associada a essas nossas malditas raízes patriarcais. Parece que vocês não vão evoluir nunca. Hoje, falamos abertamente de sexo, fazemos nossas escolhas, temos direito a ter uma vida social independente, queremos ter sucesso em nossas carreiras. Mas, pagamos um preço alto por isso. Somos sempre julgadas por nosso comportamento. Outro dia li um texto que dizia “não importa o que você faça, em algum momento de sua vida, você será chamada de piranha, vagabunda ou coisa do gênero”. E é verdade. Todos estão sempre prontos a nos julgar com severidade. “Foi promovida? Só pode ter ‘dado’ para alguém. Foi agredida? Alguma coisa fez para merecer isso. Está reclamando por ser assediada? Quer aparecer, isso sim. O marido a traiu? Foi burra, não cuidou dele como se deve. É infeliz no amor? Também, rodada com é. Não quis sair comigo? Reprimida. Sapatão. Interesseira, só sai com cara rico”. Diante disso vocês ainda acham que é só mimimi de feminista? Não, gente. Ninguém, em momento algum falou sobre a culpa do jogador na história (se é que realmente aconteceu, mas se bem que acho que foi bem verdade). A babá teve sua parcela de culpa? Pode ter tido sim. Mas o maior culpado de tudo foi quem fez um juramento, quem tinha a “obrigação” de ser fiel, ou tô errada? A traição veio dele, não dela, mas ela é a vagabunda da história. E é lógico que a gente precisa desse “mimimi” femista sim, se não quem fala pela gente? O pessoal machista que faz uma manchete “a babá que está acabando com os casamentos de hollywood” ao invés de “o que porraaa tá acontecendo com esses macho de holywood caralho”?

Vivemos dias de muita violência contra as mulheres. Talvez, porque estamos tentando dar mais um passo em direção da autonomia. A reação pode se manifestar fisicamente, com tapas, surras, estupros, ou mais sutil, sob a forma da desqualificação, da difamação, da humilhação. Não sei se nossa situação atual é tão mais confortável que das nossas avós e bisavós. Caminhamos muito, é verdade, mas ainda falta um longo e difícil caminho a percorrer.

Não é tão difícil assim raciocinar, gente, pensa bem, por que diva Gisele carregaria essa culpa? Vocês sabem como é ridículo vocês dizendo “isso que dá contratar uma babá bonita”? Quando ela deveria sim, ter confiança no cara que ela casou porra? Porque a culpa seria da babá se, com certeza, ela não o obrigou a fazer nada? Com certeza ela não amarrou as mãos dele e se aproveitou. Até porque, acho um pouco difícil ela ser mais forte fisicamente que ele, porque, vejamos, não somos nós que diversas vezes nos aproveitamos da nossa força física pra impor uma situação desagradável né? Rsrsrs

Enfim, isso me deixou muito puta da cabeça, mas outra coisa que pensei sobre isso, foi sobre a repercussão que o caso teve. Você imagina o quão o humilhante é ser traída? Beleza que ela é riquíssima e pode curar a dor de corno secando as lágrimas em Paris, enquanto a gente ficaria chorando as pitangas no whatsapp com as miga e vendo foto do cara com a outra no instagram. Mas ainda assim, imagina como deve ser extremamente humilhante você ser traída e isso virar notícia mundial? As “polêmicas” envolvendo celebridades são as notícias que mais atraem atenção, apesar dos grandes problemas que a humanidade enfrenta. E as pessoas respondem enlouquecidamente a esses estímulos: defendem ou atacam o comportamento dos famosos, acompanham cada passo de suas vidas, ficam indignados com as críticas. Eu acho que esse é um dos lados obscuros da fama. Eu gostaria de chorar minhas dores quietinha, sem ninguém ficar sabendo.

Será que, realmente, não existe um relacionamento perfeito? Porque depois dessa tô até com medo de aparecer a notícia, “Rodrigo Hilbert trai Fernanda Lima, veja fotos.” Aí sim, minha fé em relacionamentos (e maridos) perfeitos estaria destruída. Será que a gente nunca vai parar de sempre culpar a mulher pelas ações errôneas dos homens? Como diria outra diva destruidora, Valesca Popozuda, “a b... tem poder”. Mas, queremos mais. Eu tenho esperanças, de que um dia nossa sociedade comece a realmente viver no século XXI, e deixe as raízes coloniais pra trás.




segunda-feira, 18 de maio de 2015

Primeira vez...!

Olá, amigos, tudo bem com vocês? Quê que ces andam fazendo hein? Não que seja da minha conta, é claro, nem que algum de vocês vá me responder, nem que eu me importe rsrs. Bom, eu tô no estágio, tenho estante pra arrumar, pesquisa pra fazer, apostila pra estudar, mas tô com preguiça ouvindo Secos & Molhados (como o natal finaaaal), comendo um pão de queijo bem delícia com um café bem massa, e pensando ainda no que eu vou fazer, então decidi escrever um pouco, pois, sdds, resolvi ainda começar assim porque não sabia como iniciar isso, bem verdade.

Mas quero relatar pra vocês na verdade, o que me ocorreu neste fim de semana, só espero que ninguem venha me atrapalhar pedindo "ainn procura pra mim o dia que fulanooo nasceu, por favor, moçaa". Título proposital porque sei que os malandrão vão pensar bobeira? Sim, isso é só buzines, galera, ok?

A primeira vez que eu beijei na boca foi um desastre, eu roía unha pra caralho e quando o menino veio me beijar eu tava com um pedaço de unha na boca, so sad. A primeira vez que viajei pra fora do estado, foi pro Rio de Janeiro. A primeira vez que fui a um show escondida dos meus pais, foi pra um show do Nando Reis em Arapiraca (pai, mãe, se vocês estão vendo isso, é mentira, isso aqui é só marketing). A primeira vez que chorei por causa de namorado, foi porque ele tinha me xingado nao meio da rua, coisas da vida galera, segui em frente. Mas quero falar pra vocês da primeira vez que fui a um enterro. A única vez que tinha visto uma pessoa morta na minha vida foi no início do ano passado, e não foi nada legal. Estava em Maceió, passando no ônibus e tinha uma criança morta no chão, um carro de Polícia, e como sempre os curiosos ao redor, e mais os curiosos do ônibus que levantaram pra olhar pela janela, e sinceramente, eu não entendo essa curiosidade. Meu reflexo só foi virar o rosto e sentir vontade de chorar, acho que não é nem questão de ter estômago pra essas coisas, e sim coração. Lembro que quando eu era criança, minha mãe fechava meus olhos com as mãos quando passava "Cenas Fortes" no Fique Alerta, imagina só ver uma "cena forte" do Fique Alerta pessoalmente. Vocês tem que me entender, sabe, eu choro vendo noticiário na TV, talvez precise de terapia.

Esse era pra ser mais um fim de semana normal, chegou a sexta-feira, e no fim do expediente eu iria pra casa, almoçar, tomar banho, e descansar esperando meu namorado sair do trabalho e ir me ver pra passarmos o fim de semana juntos, eu já não aguentava de tanta saudade, depois de duas semanas sem nos vermos. Dai recebo uma mensagem "minha avó morreu". Cara, me diz o que a gente tem que dizer nessas horas? Eu sou a pior pessoa do mundo pra consolar alguém, até porque nessas horas não adianta vir com "ainnn foi porque Deus quis" "chegou a hora dela", não, eu não iria falar essas coisas, o que eu poderia fazer seria estar com ele, nada mais. Me ofereci pra ir ao enterro, mesmo sem saber como me sentiria sendo tão fraca pra essas coisas e nunca ter ido em um. No sábado, então, eu estava lá em sua casa as 7:30, tomei café da manhã com todo mundo, e fiquei contente de ver que ninguém chorava, faziam até piadas, e estavam relembrando momentos, o que seria bem diferente mais tarde.

Assim que cheguei no velório e me deparei com a cena daquele caixão aberto e aquela mulher deitada lá fiquei estarrecida, deu um aperto no coração, fiquei com vontade de chorar, mas acho que não tinha esse direito, talvez seja coisa da minha cabeça, mas acho que o direito de esboçar sua dor ali seria dos familiares e das pessoas que eram próximas, eu a conhecia somente há 7 meses, tive medo de soar como algo falso, então me contive, mas olhando praquele caixão, mil coisas passavam pela minha cabeça, minha cunhada chorando, e meu namorado sem esboçar nenhuma reação. Não tentei me colocar no lugar de quem estava lá. Pelo menos naquele momento. Não consegui imaginar o que é perder alguém com quem vivi a vida toda. Só pensei que querer fugir desse encontro inevitável, que é a morte, ou ignorá-lo, além de inútil, não me parece ser a melhor opção. Sabe, eu também vou morrer, e nem sempre sou capaz de aceitar o óbvio. Na verdade, tão logo nascemos começamos a nos despedir desta vida. É como se estivéssemos no mesmo trem, mas em vagões diferentes. Um trem cujo destino é a morte. Na hora em que fecharam o caixão, minha cunhada começou a chorar desesperadamente, e eu só conseguia pensar "para de chorar pelo amor de deus, para de chorar, se não eu vou chorar também".

Além da questão do tempo, outro mistério que ronda a morte é a forma como ela acontecerá. Raul se perguntava a respeito, na música Canto para minha morte:

"Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa a bater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio..."

Já no cemitério, havia um pastor falando umas coisas das quais eu não concordava em grande maioria, aliás, se tem algo que eu gostaria de pedir a meus familiares, é que quando eu morrer não quero nenhum padre ou pastor falando essas coisas no meu enterro, e se ninguem respeitar meu pedido volto pra puxar no pé de todo mundo. Quero que alguém que realmente gostava de mim e se importava comigo estivesse la falando de mim, não só coisas boas, que falasse tudo mesmo.

Algo que eu ouvi muito foi que ninguem ali deveria chorar, puta merda, mas porquê? Se até eu que ali era uma intrusa fiquei com vontade, imagina as pessoas que tinham contato frequente. Fiquei perplexa ao ver que meu namorado não chorou em nenhum momento, até que chegou a hora do enterro, e vi que ele não aguentou, fiquei até aliviada, mas nessa hora não consegui ficar perto dele, não consegui ficar próximo e me afastei porque meu coração não aguenta essas coisas, fiquei olhando ele chorar de longe e me sentindo uma puta desalmada de não estar perto dele. Acho que isso das pessoas de se esforçarem pra não chorar, pra mostrar uma certa força só deixa o choro preso e acumulado, é sempre pior.

A vida segue seu rumo, impiedosa. Os dias continuam passando com 24h e o resto de sua vida caminha a passos largos, ainda que rápido você precisa dar um ritmo a tudo. A questão é que é impossível exigir que funcionemos como se nada tivesse acontecido. É impossível desvincular o emocional das nossas rotinas diarias. Se não, não teremos mais tempo pra chorar, então choraremos no caminho de algum lugar, ou enquanto executamos alguma atividade, ou ouvindo There Is a Light That Never Goes Out. O mundo não para, os segundos correm, o ritmo passa... Sinto falta de ter mais tempo, porque um dia nós é que vamos morrer... e a perda me fez pensar no quanto è importante se preocupar com o que você anda fazendo da sua vida... Eu queria poder ter mais tempo pra chorar, quería que meu namorado tivesse mais tempo e coragem pra chorar. Um dia seremos cada um de nós, deixando esse mundo. Mas enquanto eu estiver nele, espero fazer o melhor pra ser feliz e viver, dedicando meu tempo aquilo que me dá prazer,  sentar com meus amigos, ficar deitada vendo filme e comendo porcaria com o boy... Eu juro tentar.

Eu não conhecia muita gente ali, mas me compadeci com o sofrimento de todos, eu realmente espero ser mais forte em situações como essa. Ver o sofrimento dos outros, principalmente de pessoas importantes me deixa mexida, e eu fiquei muito mexida com tudo isso, talvez também porque nunca tenha tido uma grande perda na minha vida. Tentei ajudar da melhor forma, que era estando presente, e espero que todo o carinho que eu tenha dado nos dias seguintes tenha ao menos confortado.



segunda-feira, 13 de abril de 2015

Tempo, tempo, tempo, tempo...

Não quero aqui fazer nenhum pedido ao tempo, nem dizer que ele é a cara o meu filho porque nem filho eu tenho (graças a Deus).

Na verdade eu nem sei o que eu quero, se dias mais longos pra ter tempo de fazer tudo o que eu deveria fazer, ou menos coisas pra fazer durante o dia.

Uma das coisas que mais sinto falta ultimamente: dormir. Eu não consigo dormir em coletivo, pois tenho muito medo de passar do ponto em que tenho que descer, mas essa semana foi inevitável dormir naquele Eustáquio-Iguatemi vazio sentada do lado da sombra na janela, coisa rara de ver às 12:00 hrs, era conforto demais, sorte demais pra um dia só, o cansaço e o sono me venceram acabei pegando no sono sem nem perceber, por sorte acordei dois pontos antes do meu, obrigada santan. Sempre que tenho uma oportunidade eu durmo, pareço o Chaves no episódio que ele dorme no chão do pátio da vila. Esses dias deitei em um banco da faculdade pra ler quando vi me assustei com meu próprio ronco. Durante o fim de semana, vejamos, até poderia dormir até tarde, mas o pau no cu que divide o apartamento comigo levanta 7:00 horas da manhã e fica ouvindo Edson Gomes.

O engraçado é pensar que eu queria tudo isso, eu queria entrar na faculdade, queria arrumar um emprego, queria sair de casa. Agora fico o dia todo ocupada, e só chego em casa depois das 21:30. Não reclamo de nada disso, tenho que me dividir em 30 pra ter tempo de fazer tudo, mas sei que vai ser bom pra mim (ou não). É só que... o tempo, talvez eu esteja acumulando muita coisa da faculdade e não esteja tendo tempo de fazer tudo e acabe ficando tudo pra última hora, mas não abro mão de passar um fim de semana todo com meu namorado, pois é o único tempo que tenho pra curtir a companhia, o amor e o aconchego que ele me traz, e em momentos de tumulto psicológico-pessoal-acadêmico dormir agarradinha com alguém falando “boa noite” no seu ouvido e beijando seu pescoço ajuda que é uma beleza.

É cada vez mais difícil aceitar que se passaram 30 minutos quando a gente acha que passaram-se no máximo 15. É extremamente difícil aceitar que o tempo escorre pelas mãos e a gente ainda não fez nem metade do que estava previsto pra semana, pro mês e pro ano. É como se estivessem adiantando todos os relógios sem prévio consentimento. E a gente? Ainda não fez a viagem que sempre quis, ainda não comprou o livro que tá há meses querendo ler, ainda não assistiu nenhum dos filmes que adorou só pela sinopse, ainda não perdoou e muito menos esqueceu aquela discussão desnecessária do outro dia, ainda não colocou em prática nenhum dos projetos legais que anotou no caderninho, e continua olhando pro relógio apavorado com os ponteiros que parecem girar mais rápido do que nunca. As 24 horas já não são o suficiente, a gente quer tanta coisa, por que não querer mais horas no dia também? Procrastinação? Talvez. Preguiça? Bem provável. Desorganização? É, estamos quase lá…

Nascemos para viver e estamos vivendo menos do que nunca? Ah… preciso de mais tempo, sim. Só não quero ser daquelas pessoas que não têm tempo pros amigos, que não tem tempo pro amor, que não tem tempo pra diversão, eu quero ser a melhor professora de história que meus alunos irão ter, mas também quero ser a melhor namorada, a melhor amiga, a melhor irmã, a melhor parceira de diversão e de dança, a que não ignora mensagens, a que guarda um tempinho pra rir com os amigos, mesmo que na fila do restaurante da universidade ou no grupo do whatsapp, porque o bom profissional não se cria só do trabalho cego, os amigos, os amores, e o tempinho guardado pra tudo aquilo que te faz esquecer os problemas, também te fazem vencer. É tudo isso que você vai levar pra vida.

A verdade é que somos todos adultos, com vida de adultos, cabeça de adultos. Mentira, somos, adultos com cabeça de criança. AINDA BEM. Ou de velhinhos, às vezes. O fato é que cada um tem uma vida mais corrida que a do outro, os próprios compromissos, os outros amigos…
Conforme a gente vai crescendo, ficam dizendo pra gente que não vamos ter mais tempo pra nada. Nem pros amigos. “Depois começa a trabalhar, casa, tem filho e casa pra cuidar, quero ver conseguir ver os amigos”. E posso falar uma coisa? A realidade nua e crua é que a gente sempre vai ter menos tempo, menos espaço na agenda, mais coisas pra fazer, mais preguiça, mais cansaço, mais vontade de se enfiar num casulo e por lá ficar. E se a gente acreditar nisso, a gente se enfia no casulo mesmo e BUM, a vida já era.

Uma amizade verdadeira, sólida, é como casa de vó. A gente não vai sempre, mas ela está lá, ela nos ama, ela lembra muita da gente, e quando a gente vai visitar, rapidinho ou pra ficar sem hora pra ir embora, é a maior delícia e a comida é sempre mais gostosa.
Não precisa ser assim. A maldição do ‘um dia você não vai mais ter tempo pra isso’ não precisa pegar na gente. Nem em mim e nem em você. Amizade é tão mais do que estar por perto o tempo todo.

Você pode achar um tempinho na sua agenda pra ir comer comida chinesa com seu namorado, mesmo que depois os dois passem mal.

E quando o amigo tá triste, a gente arranja um tempo, leva pro bar, toma umas biritas, chora as mágoas lado a lado, que é pra tristeza escorrer mais rápido e ir embora duma vez.

Eu ando sem tempo, tenho muito trabalho acumulado, tenho que arrumar casa, mas ainda quero ser sim, a amiga, a namorada, a engraçada do grupo dos amigos do ensino médio, a filha que arranja um tempinho pra viajar no feriado e ver a família, pois, quando eu for a Dr. Luiza formada nas história do Brasil saber tudo dos índio das política e tudo mais, eles serão os únicos que irão ignorar esse “Dr.” e dizer que não sabem como eu consegui chegar nisso se eu não conseguia nem falar na frente das pessoas, mas vão morrer de orgulho de mim.

Inclusive, sem tempo pra escrever isso também, mas mesmo assim escrevendo.

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Tal mãe, tal filha...

Comecemos a falar sobre um personagem deveras importante da minha família: Minha mãe, mais conhecida como Minha mãe mesmo, num vou dizer o nome dela. Para os seguidores do saite tuinter, esse é um personagem muito cruel, sanguinário e estressado. Mas não é assim sempre. Só que eu só falo dela no twitter quando ela tá puta, porque só nessas horas ela é engraçada. Nossa relação não é lá das melhores, e acho que acabei descobrindo o motivo só agora, onde vou contar-lhes com detalhes mesmo sem vocês quererem saber.

Família tem dessas coisas né? Você não consegue conviver com alguém tanto tempo sem desentendimentos, discordâncias... Eu moro com mais duas pessoas há apenas 2 meses e nós já discutimos por causa de margarina, vê-se por aí... Mas durante 19 anos morando com minha mãe já rolaram discussões tão absurdas, que só agora, depois de um tempo longe dela comecei a pensar sobre isso. Eu nunca fui muito fácil, minha mãe também nunca teve muita paciência. Lembro que a maioria de todas as discussões tinha por motivo o fato dela não aceitar que eu fosse tão tímida, calada, e pateta.

Moro com dois homens, o que por obviedade se supõe que se eu não fizer nada, a casa fica uma imundice. Não que eu seja lá muito organizada, mas aprendi que passar duas semanas sem jogar o lixo da cozinha pode causar um transtorno horrível, e que se eu não o jogar, ninguém mais joga. Então, esses dias fazendo uma faxina, percebi como fico feliz quando fico sozinha apenas por poder arrumar a casa em paz. Poderia ficar feliz em estar sozinha pra poder andar nua pela casa, fazer umas festa, chamar o latino e fazer uns bundalelê com birita até o amanhecer (mas isso seria impossível, pois não tenho dinheiro pra comprar biritas), mas eu fico totalmente realizada quando todo mundo sai e eu posso varrer a casa sem ninguém pra abrir janela e espalhar o lixo, lavar a louça sem ninguém botar mais prato sujo, passar pano sem ninguém pra pisar e ficar manchando a casa toda, lavar o banheiro sem ninguém pra fazer a barba e deixar um monte de pelo na pia, ai meu Deus, só de pensar já me dá uma felicidade imensa. Assim como minha mãe ficava quando a gente não tava em casa pra atrapalhar a faxina dela. Se a gente chegasse em casa no meio da faxina, ela ficava estressada só com o fato da gente chegar. Eu sempre tinha em mente que quando eu não morasse mais com ela, não ia ligar em arrumar casa, não ia ser tão preocupada com isso, mas estava bem enganada. Percebi isso e fiquei assustada. A diferença é que eu arrumo a casa ouvindo Pink Floyd, ela arruma ouvindo Pablo.

Fiquei pensando em todas as nossas discussões, e em como eu não aceitava que ela falasse tão alto comigo, que ela fosse tão estressada, então sempre quis falar mais alto. Acho que sou calma, controlada, até o momento que meu irmão me pede um favor que eu não posso fazer, e ao invés de só falar que não e os motivos, falo: PUTA MERDA, AGORA NÃO DÁÁÁÁ, ME DEIXA TÔ LOCAAA, e me irrito quando ele fala: “calma, vai chorar é? parece a mainha” É que minha mãe tá falando normal com você, é o jeito que ela fala, mas você sempre pensa que ela tá brigando.

Talvez o motivo da senhora de nome minha mãe implicar tanto comigo, seja por ela querer que eu seja igual a ela, não percebendo ela que eu já sou igual a ela, e só ela não percebe e deve estar longe de perceber. Talvez eu não seja tão boa quanto ela, talvez eu não arrume uma casa tão bem quanto ela, e vá lá talvez não tenhamos tantos aspectos parecidos assim, mas venho pensando a cada dia que talvez o motivo de sermos tão diferentes é que somos bem parecidas (nossa, que complexo rsrsr).

Não falo de ficar feliz em estar só pra arrumar a casa, ou ser nervosa sem motivo, foram só exemplos pra tentar ser engraçadinha e falhar na missão, são coisas maiores me fazendo ver que a cada dia eu fico mais parecida com ela, e nem sei se isso é bom.

Sim, ela é estressada, mas às vezes eu a entendo tão bem que relevo. Nossa relação não é lá das melhores, talvez, porque eu seja mais parecida com ela do que eu imagino, a falta de paciência que uma tem com a outra é absurda, mas depois a gente finge que nada acontece e segue em frente, amor é isso.

quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Almost Famous, Cachorros e Pasárgada

Não sei sobre o que pode ser esse texto, só abri o Word e comecei a digitar, sem nada mesmo na cabeça, uma coisa natural, já que eu não tenho nada mesmo na cabeça.


Tenho tanta coisa pra estudar, tenho vontade de ler um monte de livros, mas quando deito aqui nessa cama, em frente a esse computador, esqueço do mundo, e acabo me atrasando em tudo. Ultimamente tenho tido uma curiosidade maior sobre o golpe de 64, baixei livros, fiz pesquisas, procurei filmes, mas tudo isso vai ficando pra trás graças a minha facilidade de distração. Tenho tanta coisa da faculdade pra fazer, pois, se engana quem pensa que as gentinha de humanas não faz nada, mas aproveitei o dia pra assistir Almost Famous e Guerra ao Terror no Netflix, inclusive, sobre isso, uma coisa bem legal:



Vocês não sabem (nem querem saber porra nenhuma, né), mas eu tenho uma porrada de texto (ruim) escrito e guardadíssimo neste meu computador que vive dando pau, e venho pensando, lendo outros blogs, e quase que me intimando: ai Luiza, você tem que escrever umas coisas mais inteligentes, fala sobre as eleições, sobre a fome na África, fala mal do PT, fala sobre a existência, a criação do mundo. Mas acontece que: eu não sou uma pessoa inteligente. E ultimamente, infelizmente, vocês que me leem, estão sendo obrigados a ver essas merdas que falam mais de mim do que qualquer outra coisa, mas juro que em breve este blog voltará com sua programação normal (qual mesmo?).


Tenho pensado muito em como seria minha vida se eu morasse sozinha, e a primeira coisa que pensei foi que, com certeza, eu teria um cachorro.


Minha mãe é uma pessoa muito má. Mentira. Ela só não me deixou ter um cachorro. Nem qualquer outro tipo de animal. Eu, meus irmãos e meu pai já tentamos até ter um macaco, mas minha mãe não gosta de animais. Tenho 19 anos e ainda alimento a vontade de ter um bicho de estimação. Frustração? Talvez.


Já falei aqui que sou uma fracassada? Queria fazer uma postagem legal, mas não consigo, então, como de costume, escreverei várias idiotices etc.


Já falei aqui, também, em outro texto, que pior que a vida, é a falta dela. A falta de vida é muito difícil. Mas é que tem tempos em que tudo dá errado, desilusão acadêmica, falta de dinheiro e doenças em geral. Fora os indivíduos desagradáveis com os quais sou obrigada a conviver. Segunda pensei que não conseguiria sair ilesa da aula, pois o chato da turma estava discutindo com a professora porque ela, simplesmente, fez uma coisa horrível que nenhum professor de Sociologia faz: nos mandou ler Durkheim e Marx. Meu Deus, como ela pôde??? Mas eu fico mais feliz quando ele atrapalha a aula pra falar mal de índio só pra provocar o cara que trabalha com índios. Seria mais difícil de compreender se não desse pra sentir o hálito de álcool que se propaga pela sala quando ele abre a boca. Ou talvez, seja só minha TPM. Mas as consequências implicam o consumo exagerado de dorflex, umas doses do whisky caro do meu pai que roubei no fim de semana (pois muito rebelde inconsequente), e muito The Smiths (inclusive, I Know It’s Over rodando na vitrola neste exatíssimo momento, obg #chorosa).


Tem chovido muito esses dias, e eu amo tempos assim, amaria muito mais se pudesse ficar em casa tomando um vinho, e lendo todos os livros sobre a ditadura que baixei, poderia também ter um cachorro, ele dormiria bem mais nesses dias, no meu colo, e eu seria plenamente feliz dessa forma.


Fim de semana chegando, vou-me embora para Pasárgada. Com Pasárgada leia-se festinha dos migo na praia. Lá não sou amiga do rei, mas eles têm quantidades consideráveis de bebidas alcoólicas. Precisa mais?


segunda-feira, 28 de abril de 2014

Um pouco sobre ser "um bicho"...

Oi, meu nome é Luiza, tenho 19 anos, moro em São Miguel dos Campos, interior de Alagoas, porém não seja muito do meu agrado, e tenha muita vontade de ir morar em Maceió, o que facilitaria muito a minha vida. Atualmente curso o primeiro período de História, na Universidade Federal, mas ainda anseio cursar jornalismo, pois, acho que realmente é o que eu quero fazer. Sou solteira, não tenho filhos, moro com meus pais e não trabalho.

Então, muito fácil escrever tudo isso, teria sido bem mais fácil ter escrito tudo isso sobre mim na semana passada ao invés de falar. Falar em público. O que é um verdadeiro pesadelo pra mim. Minha vida teria sido bem mais fácil todos esses anos se ao invés de falar, eu pudesse escrever. Segunda-feira passada, eu me vi em apuros quando tive que falar essas mesmas palavras pra apenas 10 pessoas numa sala, toda sem jeito, sem saber onde pôr as mãos, sem saber pra onde olhar, tremendo (de nervoso e de frio, pois a estagiária deixou o condicionador de ar no modo: “frio pra caralho se fode aí vocês otários sou estagiária quero que vocês morram”. Traduzindo: eu fui um desastre. E só precisava falar essas coisas inúteis.

Carrego desde o dia em que nasci um fardo nas costas, muito conhecido como: Timidez Aguda.

Sempre foi assim minha vida inteira, desde exatamente sempre. Das crianças da família eu era aquilo que eles chamavam de: matuta (perdoa meu dialeto de interiorana e não desiste de mim). Eu não dançava nas festas, eu não falava com as visitas, eu não conseguia interagir com as outras crianças. E se você tem uma tia extra malvada daquelas que só falta a verruga no nariz e uma 38 na sua mão, sua vida se torna um pesadelo, pois ela vai infernizar sua vida te puxando pro meio da roda onde as outras crianças estão dançando, à força, vai te fazer passar vergonha na frente das visitas dizendo: “ah, ela não fala, é muda”, e outras atrocidades de tias bruxas. Na escola, até a 8ª série, eu não tinha tantos problemas, pois minha turma era a mesma desde a 1ª série. Mas a coisa muda de figura quando no dia de cantar o Hino Nacional a diretora te chama a frente pra fazer uma oração e depois puxar o Hino, e você não consegue emitir uma só palavra e fica olhando pro chão enquanto todo mundo espera você começar, até que ela cansa de esperar e manda você voltar pra fila. E quando outra pessoa vai lá e faz o que era tão fácil e você não fez, ela olha pra você e fala: “é assim que se faz”. Não sou obrigada a rezar na escola, nós vivemos num Estado Laico, sua burra.

Quando eu entrei no ensino médio, e tive que mudar de escola, foi um verdadeiro choque, eu não consegui fazer amigos, vivia sozinha, rezando pra minha mãe me tirar dali e me mandar de volta pra  outra escola. Nunca consegui apresentar bem um trabalho que fosse durante todos os 4 anos, eu preferia fazer prova a apresentar trabalho. Lógico que parece exagero, fodam-se vocês, mas eu tremia, até já cheguei a chorar, e alugava os ouvidos dos poucos (mais necessariamente 2) amigos que eu fiz dizendo que não ia conseguir, e quando chegava lá na frente só fazia merda, lia com a cabeça baixa sem olhar pra ninguém e quando acabava voltava correndo pro meu lugar. Lógico que a partir do 3º ano eu desencanei dessas merdas, virei vagabunda e não tava mais nem aí pra trabalho, e fazia recuperação.

Parece que ser tímido é um pecado dos mais graves. Se você for até o dicionário mais próximo e procurar sinônimos pra palavra "tímido", o que você vai encontrar são termos como medroso, débil, dúbio, fraco, frouxo. Isso porque, na nossa cultura é obrigatório ser incisivo e comunicativo.

Se você é tímido, a primeira coisa que as pessoas vão falar que você é, é antipático. “Nossa, você viu aquela metida, chega não fala com ninguém, antipática, fica calada, se acha melhor que todo mundo”. A segunda, é antissocial, o que eu não deixo de ser um pouco, pois segundo minha melhor amiga que me conhece há mais de 10 anos, sabe bem como eu sou e deveria me entender, eu sou “um bicho”. O que ela e a maioria das pessoas não entendem, é que quanto mais você incentiva uma pessoa tímida na frente de outras pessoas, a não ser tímida, mais tímida ainda ela vai ficar. Eu não entendo o porquê de vocês acharem que dizendo pra uma pessoa tímida parar de ser tímida, ela realmente vai parar de ser tímida.

Seria muito bom se fosse assim tão fácil. Porque o tímido não escolheu ser tímido. Ele se tornou tímido por algum motivo.

Uma vez à vontade, o tímido é tão engraçado, sociável e simpático como qualquer outra pessoa. Não adianta forçar, falar coisas do tipo: “interage, parece que não ta gostando” “para de ser tímida” “se solta”. Espera, caralho, quando eu me sentir bem e achar que eu posso falar minhas merdas sem passar vergonha eu vou falar, ou então enfia cachaça em mim porque só assim eu posso aguentar você enchendo meu saco.

Outra coisa, que se eu acabo de conhecer alguém, ou me encontro num grupo de pessoas que eu não conheço, eu não vou chegar metendo o nariz onde não fui chamada, não gosto de ser inconveniente, e odeio gente que é. Se eu to na fila de um banco, não vou virar pra você e falar: “Poxa, ta calor, né? E essa fila que não anda rsrs” Não, eu não vou, porque eu não te conheço. Se for a primeira vez que um amigo me apresenta a outros amigos, com certeza eu vou ficar calada até que alguém fale comigo, não por ser chata, mas por não querer ser intrometida, e principalmente passar vergonha. Incomodar é uma coisa que realmente me deixa incomodada. Ser o centro das atenções mais ainda, por isso no meio de “estranhos” nunca me peça pra falar mais um pouco de mim ou coisa parecida, eu com certeza vou gaguejar. E por favor, se você é meu amigo de verdade e estiver comigo em algum lugar, não me deixe sozinha muito tempo com pessoas que eu não conheço, se elas não iniciarem uma conversa comigo, eu vou procurar um lugar pra poder enfiar minha cabeça e passar o tempo com ela lá até você voltar.

Chegar atrasada pra uma festa e ficar oprimida demais pela visão de todas as pessoas que já estão lá.

Coisa mais constrangedora da vida é chegar na casa de um amigo na hora de alguma refeição.

- Oi, Luiza, quer almoçar?

- [Vergonha Level 1] Não, obrigada.

- Senta, come só um pouquinho.

- [Vergonha Level 3] Não, eu acabei de comer, to sem fome.

- Mas vai fazer essa desfeita?

- [Vergonha Level 6] É verdade, eu não to com fome.

- Fulana, pega um prato que a Luiza vai comer com a gente.

- [Vergonha Level 9] Eu não quero de verdade.

- (Coloca o prato na mesa, te pega no braço, te senta e enfia comida na sua goela a baixo)

- [VERGONHA NÍVEL MÁXIMO DE TODAS AS VERGONHAS DO MUNDO] (Você come)

Tenho orgulho de dizer que minha mãe é dessas, mas quando ela começa eu dou logo uma lição nela pego pelos cabelMentira, gente, mas como eu sei bem o sentimento de desespero em que a pessoa tímida fica pra evitar ao máximo comer na frente da família dos amigos (ou estar sem fome mesmo) eu digo: STOP, please.

Às vezes, incrivelmente me dá um surto de coragem e eu consigo interagir com as pessoas de primeira, mas aí eu com certeza estarei bêbada, ou gosto das pessoas por já ouvir falar, e me sinta bem pra poder falar sem passar vergonha. O problema nunca é a outra pessoa, sou eu que tenho medo de parecer idiota e burra assim como uma primeira impressão.

Enfim, ser tímida, realmente, pelo menos pra mim, nunca me ajudou em nada, só me atrapalhou. Mentira. Me ajuda a não ser sem noção, isso é uma vantagem. Mas aí eu chego no twitter e estrago tudo, verdade. Se eu pudesse escolher, é lógico que eu não seria assim, eu interagiria com a família dos meus amigos sem problema nenhum, pra eles não dizerem que eu sou um bicho, quando com fome (o que acontece sempre) lógico que eu aceitaria a comida oferecida, faria amizade com os amigos dos amigos, e falaria em público sem tremer e olhar pro chão. Por enquanto eu só vou tentando contornar, porque my friends, é foda, eu não sou chata (mentira, sou sim), ou antipática (tbm sou sim), só sou na minha e tenho medo de falar com as pessoas até me sentir a vontade ou ver que não estou incomodando ou vou falar alguma besteira (é verdade, eu sou um bicho). Sei bem como sou desajeitada com tudo, por isso não arrisco. E sempre vai ter aquele pra perguntar por que você é tão calado, ao invés de só te deixar ser tímido em paz. Só tenham paciência comigo, eu sou legal (mentira).