Mostrando postagens com marcador saudosismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador saudosismo. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Primeira vez...!

Olá, amigos, tudo bem com vocês? Quê que ces andam fazendo hein? Não que seja da minha conta, é claro, nem que algum de vocês vá me responder, nem que eu me importe rsrs. Bom, eu tô no estágio, tenho estante pra arrumar, pesquisa pra fazer, apostila pra estudar, mas tô com preguiça ouvindo Secos & Molhados (como o natal finaaaal), comendo um pão de queijo bem delícia com um café bem massa, e pensando ainda no que eu vou fazer, então decidi escrever um pouco, pois, sdds, resolvi ainda começar assim porque não sabia como iniciar isso, bem verdade.

Mas quero relatar pra vocês na verdade, o que me ocorreu neste fim de semana, só espero que ninguem venha me atrapalhar pedindo "ainn procura pra mim o dia que fulanooo nasceu, por favor, moçaa". Título proposital porque sei que os malandrão vão pensar bobeira? Sim, isso é só buzines, galera, ok?

A primeira vez que eu beijei na boca foi um desastre, eu roía unha pra caralho e quando o menino veio me beijar eu tava com um pedaço de unha na boca, so sad. A primeira vez que viajei pra fora do estado, foi pro Rio de Janeiro. A primeira vez que fui a um show escondida dos meus pais, foi pra um show do Nando Reis em Arapiraca (pai, mãe, se vocês estão vendo isso, é mentira, isso aqui é só marketing). A primeira vez que chorei por causa de namorado, foi porque ele tinha me xingado nao meio da rua, coisas da vida galera, segui em frente. Mas quero falar pra vocês da primeira vez que fui a um enterro. A única vez que tinha visto uma pessoa morta na minha vida foi no início do ano passado, e não foi nada legal. Estava em Maceió, passando no ônibus e tinha uma criança morta no chão, um carro de Polícia, e como sempre os curiosos ao redor, e mais os curiosos do ônibus que levantaram pra olhar pela janela, e sinceramente, eu não entendo essa curiosidade. Meu reflexo só foi virar o rosto e sentir vontade de chorar, acho que não é nem questão de ter estômago pra essas coisas, e sim coração. Lembro que quando eu era criança, minha mãe fechava meus olhos com as mãos quando passava "Cenas Fortes" no Fique Alerta, imagina só ver uma "cena forte" do Fique Alerta pessoalmente. Vocês tem que me entender, sabe, eu choro vendo noticiário na TV, talvez precise de terapia.

Esse era pra ser mais um fim de semana normal, chegou a sexta-feira, e no fim do expediente eu iria pra casa, almoçar, tomar banho, e descansar esperando meu namorado sair do trabalho e ir me ver pra passarmos o fim de semana juntos, eu já não aguentava de tanta saudade, depois de duas semanas sem nos vermos. Dai recebo uma mensagem "minha avó morreu". Cara, me diz o que a gente tem que dizer nessas horas? Eu sou a pior pessoa do mundo pra consolar alguém, até porque nessas horas não adianta vir com "ainnn foi porque Deus quis" "chegou a hora dela", não, eu não iria falar essas coisas, o que eu poderia fazer seria estar com ele, nada mais. Me ofereci pra ir ao enterro, mesmo sem saber como me sentiria sendo tão fraca pra essas coisas e nunca ter ido em um. No sábado, então, eu estava lá em sua casa as 7:30, tomei café da manhã com todo mundo, e fiquei contente de ver que ninguém chorava, faziam até piadas, e estavam relembrando momentos, o que seria bem diferente mais tarde.

Assim que cheguei no velório e me deparei com a cena daquele caixão aberto e aquela mulher deitada lá fiquei estarrecida, deu um aperto no coração, fiquei com vontade de chorar, mas acho que não tinha esse direito, talvez seja coisa da minha cabeça, mas acho que o direito de esboçar sua dor ali seria dos familiares e das pessoas que eram próximas, eu a conhecia somente há 7 meses, tive medo de soar como algo falso, então me contive, mas olhando praquele caixão, mil coisas passavam pela minha cabeça, minha cunhada chorando, e meu namorado sem esboçar nenhuma reação. Não tentei me colocar no lugar de quem estava lá. Pelo menos naquele momento. Não consegui imaginar o que é perder alguém com quem vivi a vida toda. Só pensei que querer fugir desse encontro inevitável, que é a morte, ou ignorá-lo, além de inútil, não me parece ser a melhor opção. Sabe, eu também vou morrer, e nem sempre sou capaz de aceitar o óbvio. Na verdade, tão logo nascemos começamos a nos despedir desta vida. É como se estivéssemos no mesmo trem, mas em vagões diferentes. Um trem cujo destino é a morte. Na hora em que fecharam o caixão, minha cunhada começou a chorar desesperadamente, e eu só conseguia pensar "para de chorar pelo amor de deus, para de chorar, se não eu vou chorar também".

Além da questão do tempo, outro mistério que ronda a morte é a forma como ela acontecerá. Raul se perguntava a respeito, na música Canto para minha morte:

"Qual será a forma da minha morte?
Uma das tantas coisas que eu não escolhi na vida.
Existem tantas... Um acidente de carro.
O coração que se recusa a bater no próximo minuto,
A anestesia mal aplicada,
A vida mal vivida, a ferida mal curada, a dor já envelhecida
O câncer já espalhado e ainda escondido, ou até, quem sabe,
Um escorregão idiota, num dia de sol, a cabeça no meio-fio..."

Já no cemitério, havia um pastor falando umas coisas das quais eu não concordava em grande maioria, aliás, se tem algo que eu gostaria de pedir a meus familiares, é que quando eu morrer não quero nenhum padre ou pastor falando essas coisas no meu enterro, e se ninguem respeitar meu pedido volto pra puxar no pé de todo mundo. Quero que alguém que realmente gostava de mim e se importava comigo estivesse la falando de mim, não só coisas boas, que falasse tudo mesmo.

Algo que eu ouvi muito foi que ninguem ali deveria chorar, puta merda, mas porquê? Se até eu que ali era uma intrusa fiquei com vontade, imagina as pessoas que tinham contato frequente. Fiquei perplexa ao ver que meu namorado não chorou em nenhum momento, até que chegou a hora do enterro, e vi que ele não aguentou, fiquei até aliviada, mas nessa hora não consegui ficar perto dele, não consegui ficar próximo e me afastei porque meu coração não aguenta essas coisas, fiquei olhando ele chorar de longe e me sentindo uma puta desalmada de não estar perto dele. Acho que isso das pessoas de se esforçarem pra não chorar, pra mostrar uma certa força só deixa o choro preso e acumulado, é sempre pior.

A vida segue seu rumo, impiedosa. Os dias continuam passando com 24h e o resto de sua vida caminha a passos largos, ainda que rápido você precisa dar um ritmo a tudo. A questão é que é impossível exigir que funcionemos como se nada tivesse acontecido. É impossível desvincular o emocional das nossas rotinas diarias. Se não, não teremos mais tempo pra chorar, então choraremos no caminho de algum lugar, ou enquanto executamos alguma atividade, ou ouvindo There Is a Light That Never Goes Out. O mundo não para, os segundos correm, o ritmo passa... Sinto falta de ter mais tempo, porque um dia nós é que vamos morrer... e a perda me fez pensar no quanto è importante se preocupar com o que você anda fazendo da sua vida... Eu queria poder ter mais tempo pra chorar, quería que meu namorado tivesse mais tempo e coragem pra chorar. Um dia seremos cada um de nós, deixando esse mundo. Mas enquanto eu estiver nele, espero fazer o melhor pra ser feliz e viver, dedicando meu tempo aquilo que me dá prazer,  sentar com meus amigos, ficar deitada vendo filme e comendo porcaria com o boy... Eu juro tentar.

Eu não conhecia muita gente ali, mas me compadeci com o sofrimento de todos, eu realmente espero ser mais forte em situações como essa. Ver o sofrimento dos outros, principalmente de pessoas importantes me deixa mexida, e eu fiquei muito mexida com tudo isso, talvez também porque nunca tenha tido uma grande perda na minha vida. Tentei ajudar da melhor forma, que era estando presente, e espero que todo o carinho que eu tenha dado nos dias seguintes tenha ao menos confortado.



domingo, 1 de junho de 2014

Sobre Junho, Wesley Safadão e a Copa

Esse não é um texto daqueles de “que esse mês me traga o que aquele mês não me trouxe”, peço um pouco de respeito, obg.

Não sei se vocês são daqueles que calculam o coeficiente da beleza de cada mês do ano. Eu talvez seja. Ou seja mesmo, e só queira incluir um “talvez” aí no meio pra não querer dar uma de tão loca good vibes. Porque ser chata é uma coisa, ser good vibes tudo lindo é uma vertente que separa os chatos um pouco aceitáveis e os chatos irritantemente chatos mesmo.

Esse cálculo nem é lá tão difícil, afinal, eu sou de humanas, e cálculo não é uma das coisas em que eu me viro muito bem.

Parto do princípio de que todo mês que venha antes de junho seja uma grande merda.

Os meses do primeiro semestre. Parece que são todos podres. Os piores meses são sem dúvida Janeiro e Fevereiro. Eu nasci em janeiro, e não é nem de longe um mês a se comemorar, e sim de dar umas porrada na minha mãe por além de nem saber fazer uma filha direito, achar de engravidar numa data que vá me obrigar a nascer em janeiro. Eu fui uma criança que nunca pude comemorar o aniversário na escola com os coleguinhas de sala e a tia, porque janeiro é mês de férias. Além de fazer um calor da porra.

Ave Sangria sobre o calor da porra que faz em Janeiro


Janeiro é aquele mês espremido entre o rei Dezembro e o plebeu Fevereiro. Janeiro quer ser Dezembro, mas está mais pra Fevereiro.

Maio. Não tenho nada pra falar mal dele, só que é doido pra ser Junho e cair no meio do ano, mas não tem nenhuma chance de evoluir porque ainda tem e sempre terá os pés enfiados no primeiro semestre. Sem falar que esse finzinho de maio foi o que eu poderia chamar de “fim de mês ruim da porra”, eu olho pra ele tentando entender o que deu errado e não tenho a menor dificuldade de tantas que são as razões. E todas elas, é verdade, foram dadas por mim. Afinal, o que é que eu estava pensando? Na verdade, oscilou bem entre “fim de mês ruim da porra” e “olha aí uma surpresa boa”. Mas sabe como é, as partes ruins sempre superam as boas.

Com a chegada de Junho a coisa começa a melhorar. Junho não é assim um Dezembro, mas também não é um Fevereiro, pra sorte dele. É aquele mês que não compromete e fica lá sem mexer com ninguém, na beirinha do segundo semestre, sem dar trabalho.

Mas eu, realmente, gosto de Junho. É tipo: CARALHOOO A GENTE JÁ TÁ NO MEIO DO ANO. Junho é um mês nostálgico. Pois me lembra muito a época de escola. Das quadrilhas e das gincanas. Como esquecer que um dia eu já tive meu momento de glória sendo a noiva por dois anos seguidos? É pra poucos. Ainda mais quando o noivo é aquele seu paquerinha da sala.

Sempre que eu começo a lembrar das festas de São João da escola, eu me lembro do episódio fatídico ocorrido a minha pessoa, tão criança, ingênua, e feliz de andar na rua caracterizada de matuta, vestido, chapéu de palha, trança, indo pra escola, pronta pra dar um show na quadrilha e arrasar com a cara das inimiga fazendo elas morrerem de inveja do meu gingado e desenvoltura na dança, eis que, acometida pela senhora gravidade, coitada da Luiza criança, que tropeça e cai no meio da rua, assim rasgando a linda meia fina branca, ralando o joelho, e abrindo o berreiro a chorar, temendo não conseguir dançar com o joelho tão machucado e dolorido, e ainda com a meia rasgada. Lembro da cara de pena da minha mãe tentando me animar, dizendo que ninguém ia nem reparar.

É estranho, mas sempre me lembro desse dia, acho que porque eu tenha até fotos dele.

Enfim, por mais que hoje em dia, eu não seja muito adepta às atuais festas de São João da região onde eu moro, e não seja nenhum pouco fã do forró também atual, eu ainda acho o São João um festa muito bonita.
Como boa interiorana, alagoana e nordestina que sou, acho junho um mês muito alegre, e por que não dizer  ~fascinante~. Para alguns, apenas algumas bandeirolas e pratos à base de milho verde. Para mim, mês de alegria e celebrações embaladas por festas e reencontros.

A comida é abundante e diversificada, e não é querendo puxar sardinha pros lados de cá não, mas a culinária do Nordeste é de longe a melhor do Brasil, tem nada desses pão de queijo de minas, só queijo queijo queijo, ou aquelas gororoba do Norte de ~tucupi tacacá açaí na tijela e calypso~ (nossa que preconceitusosinha xenofóóóbica teje presa racista) AQUI É NORDESTE PORRAA. Acho que me exaltei um pouco. Desculpa o exagero.

(Voltando ao momento poético literário amo nordeste e os nordestinos do texto) As toalhas de chita ganham as mesas dos bares, (amo bares) (mas num era um momento poético, Luiza?) (aah foda-se, num sei fazer isso) quem sabe dá até pra rever alguns amigos que moram longe e invadem sua casa, invadem a varanda da sua casa, pra conversar e beber (e fazer a coitada da sua mãe correr atrás de mungunzá pra dar pra esses amigo fdp que quer fazer a pobre de escrava).

Tem até licença poética para usar chapéu de palha. O tempinho mais frio, a garoa, o som da sanfona que ecoa pelas praças e pelo comércio. A decoração colorida, as ruas mais cheias, não nos deixa esquecer sequer por um minuto que é dia daquele cara que foi decapitado sei lá pelo quê porque nunca li direito a blíbblia.

Tem as coisas que nem são tão boas assim, que só são legais mesmo quando você tem 10 anos de idade, como fogueira, fogos, pamonha e mungunzá (esses dois últimos em nenhuma época da vida).

Eu queria só falar sobre o porquê gosto tanto do mês de junho, que não é só por causa do São João, mas acabei falando demais do São João, porque, realmente, eu acho uma festa muito alegre e bonita, apesar de não participar tanto como gostaria por ser uma velha ranzinza e não gostar das músicas que tomaram conta como essa (aqui), mas parto também do princípio de que as suas companhias é que fazem a sua festa (e a bebida também). E sim, eu adoro receber meus amigos em casa, foda-se essas músicas ruins da porra.

Mas nem só de São João vive esse Junho. Eu tava muito ansiosa pela chegada desse mês, tenho tantos planos em mente, que acho que vocês até estão lendo uma Luiza com uma pontinha de otimismo. Sem falar nas festas que prometem serem as melhores. Sem falar também nos pensamentos de fazer coisas novas, que dessa vez poderão ser feitas. Sem falar que já é quase férias. Sem falar que esse ano tem copa do mundo no Brasil, meu deeeeeus a copaaa genteeeee, faltam 12 dias, como eu to ansiosa.

Sempre que é ano de copa, eu fico muito ansiosa. Dizem as más línguas que eu já fui apaixonada por futebol um dia, flamenguista doente, de não perder um jogo, de chorar, de ir ver o jogo no bar com meu irmão e ozamigo, de saber a escalação do time, de comentar jogo no twitter (sim, eu já fiz isso), mas isso aí era no tempo que o Adriano jogava bola e tinha o funk do pet, porque era o tempo em que meu irmão ainda morava em casa, e eu era muito influenciada por ele, depois que ele foi embora perdi o tesão (no futebol rsrsrsrsr). Mas eu ainda gosto muito de futebol, mesmo que tenha preguiça de acompanhar, e não saiba mais nada de time nenhum hoje em dia. Mas mesmo quem não sabe nada de futebol, nutre um amor pela seleção, e sim, eu quero muito a copa, e no Brasil, pentacampeão, reconhecido como “o país do futebol''. O Brasil merece sediar a Copa da América do Sul. A Copa merece ser sediada no Brasil. O maior evento futebolístico – e esportivo – do mundo merece ser jogado aqui, muito mais do que em países como o Japão, vei, lá só tem hentai e sumô, Brasil é bola e samba no pé ousadia e alegria gente feliz e tererê da Carla Perez nos cabelo e umbanda na Bahia.

Quero que o turismo aumente, e que talvez o Brasil seja reconhecido por conseguir sediar um evento de grande porte, de verdade. O ônus já nos foi cobrado. O estádio é caro? Sim, mas já está feito. E, se parar de fazer os que faltam, ficará ainda mais caro.

Agora, é hora do bônus. É hora de receber o mundo. Apesar dos pesares..., e eu não quero chorar igual criança se o Brasil perder de novo, chorar só se for de alegria por ele ganhar em cima da Espanha como na Copa das Confederações (apesar dessa copa ter sido comprada né gente rsrsrsrsrsrsrs mas se era pra comprar, melhor comprar o resultado da copa do mundo, nossa que Dilma burra, incompetente odeio PT fora petralhassss).

Não tem como negar que é um evento muito bonito, eu sou dessas bestonas mesmo que chorou quando o Brasil perdeu pra Holanda na última copa, e que acha que vai ser um verdadeiro luto se o Brasil perder essa copa. Perdoa ser idiota, e não desiste de mim.

Não vejo mesmo a hora da Copa chegar, e receber ozamigo em casa pra tomar umas, comer uns churrasco manerasso e ver os jogos, mesmo que eu tenha aqui em mente que meu chefe não vá liberar a menos que falte 1h pra hora do jogo. Mas aí eu me encaixo com quem vai assistir em Maceió mesmo, e vejo do mesmo jeito, pq é copa no brasillllll uuuh Brasil Brasil copa do mundo neymar Brasil hospital gol escola educação o país do futebol protesto o gigante acordou transporte público segurança Brasil não se faz copa com hospital VAI TER COPA SIM GENTE VAI TER MUITA COPA VAI TER 3 COPA.

~ainnnn que junho me seja doce~ pau no seu cu.
Obg, gente.


Com vocês, um forró bom, que não é Wesley Safadão, e se gostar de Luiz Gonzaga e achar a letra dessa música muito bonita é brega, eu não sei mais o que é música bonita.



*sim, um pouco de vergonha de publicar esse texto, pois todos descobrirão que gosto do São João, e que choro quando o Brasil perde, mas fazer o que, vocês são todos feios e eu nem rio de vocês, um abraço.

UM BJ DO WESLEY SAFADÃO PRA VOCÊS


quarta-feira, 2 de abril de 2014

Essa será associada...



Eu ouvi muito aquela música nesse dia. Tinha acabado de baixar e era bonita demais pra não ouvi-la o dia inteiro. Eu sabia que aquele dia seria nostálgico, e eu provavelmente associaria aquela música a esse dia pra sempre.

Associo músicas a muitas situações, tenho desde músicas pro cara que mais gostei até músicas pra quando to voltando da faculdade e passo por umas cidades que não tem lá um cheiro muito agradável, com a cabeça encostada na janela do ônibus como se estivesse fazendo um clipe (se estiver chovendo é bem mais dramático). O interessante é que são associações aleatórias, ou pelo menos quase aleatórias – eu nunca havia premeditado elas.

Eis que, nesse dia, por algum acaso, deitei na cama e pensei comigo mesma “essa música será associada”.

Ouço, agora, a música e me lembro desse pensamento – não é que eu tava certa?

O problema é que tem um detalhe não premeditado: essa tristeza ao ouvi-la.

Percebo que, naturalmente, sou uma saudosista. Não apenas gosto de viver bons momentos como me pego relembrando-os constantemente, e isso faz com que ouvir essas músicas me entristeça pelo fato de o momento ter passado.

Era uma época feliz.

E eu queria de novo.

E de novo.


Além da porta
Há paz
Estou certo
E eu sei que não haverão mais
Lágrimas no Paraíso


quarta-feira, 26 de junho de 2013

Playlist #5: Michael Jackson



Dois posts seguidos especialmente pra vocês, coisa difícil de acontecer por aqui, Playlist em edição especial (por um bom motivo), infelizmente pra vocês, eu sei, mas se eu não o fizesse ficaria com a consciência pesada, sei disso, não sei o porquê.

Hoje faz quatro anos que nós perdemos um dos maiores artista de todos os tempos. Um homem/mulher/criança/hetero/homo/preto/branco/sexuado/assexuado. Meio impossível definir, ele é o Michael Jackson e isso basta.

Pra vocês então, uma Playlist das minhas 11 músicas preferidas do Rei.

11 - Heal The World


Poucas coisas são tão lindas quanto essa letra, antes de entrar na melodia, há uma introdução, em que uma criança pede: "Pense nas futuras gerações e diga que você quer fazer um lugar melhor para uma criança. Assim elas saberão que terão um mundo novo para viver".

10 - Billie Jean


Ao contrário da maioria, que eu acho que começou a conhecer o trabalho do Michael por Thriller, a primeira música que eu “conheci” foi Billie Jean, e acho sinceramente que Billie Jean é uma pessoa real. Julguem-me, mas também ao contrário da maioria, não gosto da versão do Chris Cornell, porque eu acho que tirou toda a coisa legal da música que é o ritmo, acho na verdade que não gosto de nenhum dos covers dessa música.

9 - They Don’t Care About Us

“Michael, Michael, eles não ligam pra gente” kkk, desculpa, acho essa parte engraçada.

They Don’t Care About Us é a coisa mais linda do mundo, a melodia é muito alucinante com centenas de instrumentos de percussão e palmas em ritmo militar, pode chamar de patriotismo, mas eu acho o clipe gravado aqui no Brasil (tem uma versão gravada numa prisão) muito bonito, sem falar que deve ter sido um sufoco pros policias segurarem o riso com o Michael dançando na frente deles hahaha. Os batuques do Olodum deram uma cara muito brasileira pra música, que tem uma letra muito foda, é um hino contra as injustiças sociais. “Tudo o que eu quero dizer é que eles realmente não ligam pra gente.”

8 - You Are Not Alone


Essa música deveria dispensar comentários, cara, a letra dessa música só tem uma definição: perfeita. O clipe, ele cantando num teatro pra uma plateia vazia, diz tudo pra alguém que não tenha entendido a letra, o momento, tudo, You are not alone é simplesmente incrível.

7 - Smooth Criminal


Se você não sente vontade de dançar, nem se balança o mínimo que seja ouvindo Smooth Criminal você tem algum problema. Acho o clipe muito engraçado, eu acho graça em qualquer coisa, me entendam, e adoro porque é muito daora ver aquela coreografia. Depois de 10 minutos ao ouvir, ainda fico com “Annie are you ok? so, Annie are you ok? are you ok, Annie?” na cabeça. E pra quem não sabe, "Smooth Criminal" é parte do filme Moonwalker.

6 - Thriller


Não apenas Thriller tem uma versão estendida, mas outros clipes de Michael também, como Bad, no entanto Thriller é a minha preferida, tem um gosto especial, pois contém tantos recordes e claro está na minha infância e na de muitas outras pessoas. Vai dizer que você não balança a cabeça igual aos zumbis quando tá tocando? Tá, pode ser que não... mas eu sim. Pensei em contar o enredo do clipe, mas não precisa né? Todo mundo conhece. Enfim, Thriller é uma das melhores coisas que eu já vi na vida, junto com pizza de frango e catupiry.

5 - Beat It


Vai dizer que você não cantava “Pireee, pireee” quando era criança, hein? É pode ser que não, também, mas eu sim. O clipe é muito legal, meus clipes preferidos do Michel são os que têm coreografia, e Beat It tem nada mais, nada menos que a participação de Eddie Van Halen, e o resultado é um solo de guitarra feérico entre os minutos 2:48 e 3:19.

4 - Man in the mirror


A letra fala que a mudança que queremos ver no mundo tem que começar por nós mesmos, bem clichê, mas não deixa de ser bonito. Existem duas versões do vídeo, uma apresentada no filme Moonwalker, que é uma versão estendida ao vivo, e a outra versão apresenta momentos históricos e personalidades importantes da história mundial, como Martin Luther King e John Lennon.

3 - I’ll Be There


I’ll be there marca muito minha infância, porque Sandy e Júnior fizeram uma versão em português, e eu era a criança fã Nº 1 de Sandy e Júnior, desde então eu demorei pra saber que a música na verdade era dele... na verdade, a música é do grupo Jackson 5, que na minha opinião é a fase mais legal do Rei porque eu sou apaixonada pela versão mirim, sem escândalos, e com aquela voz visceral.

2 - Black or White


Sim, Black or White é sobre a mudança da cor da pele do Rei, na versão estendida, no final do vídeo passam várias pessoas de várias raças se transformando, terminada a canção, uma pantera sai dos estúdios, depois disso a pantera se transforma em Michael e segue uma sequência passada em um beco escuro, onde  realiza uns passos de dança e destrói mensagens racistas pichadas num carro e nas ruas. Por fim, ele vira novamente uma pantera e foge. No final mostra o Bart dos Simpsons como fâ de Michael Jackson assistindo o clipe.

1 - The Way You Make Me Feel


The way you make me feel, minha preferida. O clipe mostra Michael perseguindo uma mulher por uma rua escura. Durante o vídeo, além de cantar a música, faz uma sequência de danças. Eu simplesmente adoro essa música/clipe, acho a voz dele divina, e sou apaixonada pelos gritinhos do começo hee hee ooh go on girl! Hahahha