domingo, 20 de julho de 2014

Um texto pra ser lido em 2018

Para o meu eu do futuro, eu peço desculpas, se, às vezes, neste mesmo blog, eu fugi do objetivo principal do mesmo, que é ver como eu pensava no passado. Desculpa se, às vezes, eu pensei mais nos leitores do que em você, essas coisas provavelmente nem vão te interessar muito. Esse texto, então, vai pra você.

Uma das questões é: eu tento ser uma pessoa perfeitamente racional na maior parte do tempo. Na maioria das vezes falhando miseravelmente. Digamos, então, que eu não seja perfeitamente racional o tempo todo, mas racional o suficiente perante os padrões que a sociedade nos exige. Exceto em raros momentos, divididos em três: quando alguém me irrita, quando eu me relaciono com aquilo que é consenso acerca de “amor”, e quando tenho que tomar decisões.

O primeiro ocorre tão raramente que eu nem me importo muito. É impossível não ficar puta com a minha vida de vez em quando.

E isso também não é uma peculiaridade minha – todos nós temos nossos infernos astrais, psicológicos e neuroses. É o que nos torna humanos pensantes.

Mas a relação com o amor é bastante complicada. Não precisa ser necessariamente eu estar apaixonada – muitas vezes não consigo sequer chegar a esse estágio -, mas quando o amor aparece no pensamento, nem que seja num distraído e inocente pensamento, já começa a complicar. Quando eu passo a ter “segundas intenções”. São pontuais esses casos, ocorrem com intervalos que tendem a anos, mas ocorrem.

Todas essas situações me trazem arrependimentos. Não que eu seja “contra o amor”, mas a minha postura em todas essas situações, por ser emocional, foi errada. Ou melhor – foi muito abaixo do que seria se eu fosse mais racional.

Existe, por último, mas não menos importante, pelo contrário, todos os momentos em que tenho que tomar decisões.

Eu preferia morrer a ter que tomar decisões (na verdade, eu preferia morrer a fazer muitas coisas na minha vida).

Mudo de emprego pra fazer o que amo ou fico no que paga mais? Faço uma viagem ou compro um carro? (se eu tivesse uma dúvida dessas no momento, eu tava era muito feliz rsssrsr) Jogo tudo pro alto ou permaneço segura onde estou? Caso ou compro uma bicicleta? (gente, quem preferiria casar a ter uma bicicleta???? A não ser que você fosse casar com o Sílvio Santos, aí você poderia ter quantas bicicletas você quisesse né).

Me vejo numa sinuca de bico (rrssrsr amo falar esses bordão) quando tenho que escolher entre duas coisas das quais eu tenho certeza que são boas pra mim, ou das quais eu não tenho absolutamente certeza nenhuma. Não sei qual das duas situações é a pior.

Existem aquelas pessoas que ficam horas dentro de um provador de roupas olhando pra duas cores de camisa e saem de lá sem nenhuma (ou com as duas!) porque simplesmente não conseguiram escolher (eu). Existem aqueles que passam a vida em um emprego medíocre porque não conseguiram tomar a decisão de arriscar quando outra oportunidade surgiu (pode ser eu no futuro). Existem pessoas que se atrapalham todas nos relacionamentos porque não conseguem saber quem realmente desejam ter a seu lado, seja como amigo ou namorado (bem...).

Seria ótimo se a vida sempre nos mostrasse uma seta indicando o melhor caminho a seguir, mas não é e nunca será assim. Existe muita complexidade por trás das escolhas de cada um, e é por isso que não é possível que alguém, além de você, diga o que é o melhor a ser feito, o que é injusto. Deveria existir uma pessoa na sua vida que fosse obrigada a tomar todas as suas decisões por você, daí se tudo desse errado você já saberia em quem colocar a culpa. Tomar uma decisão importante é um processo solitário que pede muita reflexão, honestidade e coragem. Cada escolha exige questionamentos próprios, por isso não há como criar uma fórmula ou mapa que garanta que você vai decidir pela melhor opção. (calma, né auto-ajuda isso não, gente)

Ultimamente, eu ando tendo que tomar algumas decisões na minha vida, e isso ta fodendo com a minha cabeça de um jeito inexplicável. E nisso, pelo menos, eu to tentando ao máximo ser racional. Só que, as vezes, tenho uns extremos de racionalidade, e me quebro em uns extremos de emoção. Assim não dá, Luiza, se controla, ô jumenta.

Mas aí, quando você pensa que já ta bom de tanta decisão pra tomar, vem uma daquelas que pode mudar o rumo da sua vida, talvez, pra sempre. Eu acho é que tá pouco de tanta escolha que eu tenho que fazer, acho era que tinha que ter mais escolha, manda mais um monteee......

Eu queria, apenas, me isentar de todos os riscos em tomar uma decisão dessas, como eu disse, ter alguém pra tomar todas as decisões por mim. Talvez, Deus, já que se acha o sabidão e tem todas as respostas, escolhe aí pra mim vai, quero ver se é tão fácil, sabendo que se der tudo errado a culpa vai ser total e restritamente sua, ô seu Jeová.

Por não saber, realmente, o que fazer, pedi opinião a alguns seres humanos, que devem ser mais burros do que eu, porque o que eu mais ouvi foram respostas do tipo: ainn segue o seu coração. Minha filha, desde quando seguir o coração é conselho bom a dar ou a seguir? Eu nem sei como porra é que se segue o coração.

Eu tento ver as coisas positivas e as negativas, toda elas ficam equilibradas na minha balança imaginária que eu poderia usar pra me pesar e ver que to gorda, e tomar vergonha na cara, e ir pra academia, e parar de tomar Danone com leite condensando 2:00 horas da manhã. E com esse equilíbrio, a única coisa que me vem na cabeça é: medo.

Sim, eu sou covarde, e nem vem com discursinho moralista de que ainn todos temos que superar nossos medos e tentar, se não nunca vamos conseguir sair do mesmo lugar e ficar nessa inércia pra sempre, porque não cola comigo. Eu sou uma covarde assumida, e ok, tenho vergonha, mas não posso mudar o fato de que sou.

Tenho medo das duas escolhas que posso fazer, ficar e me arrepender pra sempre, e ir e me arrepender pra sempre. Talvez eu esteja me precipitando, talvez seja a hora, mdssssssssss não sei o que fazer.

Eu só queria dizer, pro meu eu de 2018, que não sei se já vai estar formada em História, ou em Jornalismo, na UFAL ou mesmo nessa tal de UFRN, ou nenhuma dessas opções, talvez tenha virado mendiga, ou cafetina, mas que vai ta lá, mais uma vez torcendo pro Brasil ganhar a copa, se arrependendo, talvez, do voto da última eleição, e tentando fazer diferente na do mesmo ano. Eu só quero dizer, que independente da escolha, que o meu eu de 2014 fizer, é pensando só no seu bem, me desculpa se eu tomar a decisão errada, acho que eu mereço o seu perdão por toda essa pressão que pode me fazer mesmo escolher erroneamente. Saiba que se eu ficar, e isso acabar interferindo em algo negativo na sua vida, tente relevar, e desconte toda a raiva que você possa vir a sentir de mim em outra coisa, talvez pra ter mais força de vontade de malhar e ficar gostosa, porque se depender de mim, acho que você vai estar com uns quilinhos (quilões) a mais, me desculpa por isso também. Se eu for, e tudo acabar sendo um fracasso, saiba que eu tentei, tentei de verdade, pra que você fosse feliz, tanto profissionalmente, quanto pessoalmente, talvez pra que você fosse uma Luiza mais forte, decidida, que soubesse se virar sozinha. E se tem uma coisa que ta apertando meu coração mais que tudo, é pensar em ficar longe das poucas, mas tão necessárias pessoas que você encontrou por aqui pelas alagoas, e que pelas bandas natalinas (rsrsrs lembra como seu humor era bem fodidinho, né? Espero que pelo menos nisso tenha tido uma evolução) você nunca vai encontrar.

Enfim, é isso, deixo aqui meu pedido de desculpas, se minhas escolhas de hoje não te agradarem tanto, eu tentei. Tomara que você leia esse texto, e pense: nossa, como eu escrevia mal, ainda bem que me formei e hoje sou uma das melhores roteiristas/redatoras/escritoras desse brasilzão de meu deus, graças as minhas escolhas de 2014, e ainda sou casada com aquele jornalista gostoso e a gente é bem rico e um casal muito do famoso e gatos super top rsrsrsrsr. Se eu não for, muitos vão me chamar de covarde, e você sabe como eu sou, eu fico mal sim, com o que pensam de mim, mas espero que aí você consiga me honrar e mandar um: se fode vocês a escolha foi minha e hoje eu to feliz. E independente de ir embora ou não, saiba que dá pra tentar ser feliz com os dois, agora aí já não é mais comigo... quer dizer, até é, é comigo, com a Luiza de 2015, a Luiza de 2016, 2017 e com você; não deixem o fardo todo nas minhas costas.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

JÁ O QUÊ?!


Julho chegou, e junto com ele as férias escolares. Quando acordei, hoje, percebi, pelo barulho, que havia visitas em casa, já pensei: “puta que pariu, mas eu não tenho sorte mesmo né, justo no dia que eu falto no estágio e acho que vou descansar, vem visita aqui, deve ser minha tia, e assim que eu descer vai dizer que eu to muito gorda e com ~papada~.” Não era minha tia, graças a Deus, eram minhas primas que vieram passar as férias aqui na minha casa.

Minhas primas têm, aproximadamente, 8 ou 9 anos, e não sei se vocês conhecem esse meu lado Xuxa... não, Xuxa não porque a Xuxa não gosta de criança ~ain não, ela gosta até demais né rsrsrrsr~ (aqueles). Mas, voltando, existe um lado em mim que gosta de crianças, crianças legais, no caso. Criança é chata sim, mas adulto também é. Pode ser porque eu só as vejo nas férias? Pode sim. Mas é isso, adoro a parte infante da minha família, até porque é a parte mais legal dela, diga-se de passagem (nossa, que propagandazinha descarada rsrsrsr). Sou aquela prima mais velha legalzona que dá dinheiro pra comprar sorvete, ensina a passar sombra, vê desenho, e faz cabana de lençol. Tenho muitos primos, vi todos eles crescerem, não dá pra não gostar de cada um, embora os pais sejam um pé no saco, e embora às vezes eu me irrite com eles e expulse todos do meu quarto porque quero ver pornô em paz silêncio.

Mas enfim, o foco aqui não é falar que eu gosto de criança e blá blá blá, quando eu começo a falar de uma coisa eu vou longe, desculpa. Mas eu desci, e enquanto eu assistia Os Simpsons, elas ficaram no sofá brincando com o celular, quando eu perguntei do que elas tanto riam, elas disseram que estavam conversando no ~whatsapp~ eu não acreditei e tive que olhar com os meus próprios olhos, e sim, elas estavam conversando num grupo do whatsapp. Mas tá, não vou ser a véia chata que fica falando que a infância de hoje em dia tá perdida e mimimi, porque eu realmente não acho isso, os tempo mudam, os hábitos também, toda geração vai achar que sua infância foi infinitamente melhor porque foi a infância ali vivida, essa geração vai achar sua infância melhor que a das próximas gerações e assim por diante. Mas aí, fui tomar meu belo café da manhã às 11:00 horas, com meu ninho soleil e meu pão com queijo muito delícia, e nossasinhora, essas meninas vinham o tempo todo perguntar se tal foto tava bonita, se tal menina era bonita, qual menina era mais bonita, num sei o que de playstore, se eu tinha instagram, whatsapp, facebook, umas redes sociais que eu nem conhecia, deu até um bug na minha cabeça de tanta coisa que elas falavam. Então, eu sendo a chata mandei elas me deixarem em paz e irem brincar de boneca, e acho que acabei despertando a fúria infantil que existe dentro delas que ficaram com raiva e disseram com voz de deboche: “eu não, prefiro o celular”, viraram a cara e foram pro sofá, cada uma com seu smartphone, e ainda rindo do meu que está nesse estado há um bom tempo:


não ri, seus manezão


Na minha cabeça só ficava me perguntando: “mdsss quando foi que essa merda aconteceu???”. Repetindo, odeio ser a chata que fica reclamando do jeito que as crianças de hoje em dia agem, mas mds por que esses meninos com celular com internet? Pra quê? Pra quê esses meninos com todas essas redes sociais? Esses tablets, essas fotos cheias de filtro do instagram, quando foi que isso tudo aconteceu e eu nem percebi???


As crianças, hoje, aprendem desde cedo a rolar o dedinho por telas pra brincar em tablets e smartphones. Fazem de tudo para colocar os dedinhos nessas telas, cheias de ícones brilhantes e coloridos (com toda a razão, diga-se de passagem (porra, Luiza, de novo?) você que é adulto, fica, imagina uma criança).


Eu sei, é normal que elas queiram aparelhos como o dos adultos e os peçam de presente. Quando eu era criança, eu também queria ter um Nokia com o jogo da cobrinha, igual ao do meu pai. Não to dizendo que é preciso restringir o uso das tecnologias, até porque isso faz parte do mundo delas, mas acho, sem sombra de dúvidas, que é necessário dosar. É preciso explicar que os aparelhos dos adultos servem para um propósito diferente do das crianças (na maioria das vezes fazer o ritual inicial do acasalamento).



Quando eu tinha a idade delas, eu tinha um celular da família pra quando fosse passar um tempo na casa de um coleguinha, ou viajar nas férias, como elas estão fazendo agora, levar para poder me comunicar com meus pais. Assim, eu entendia que essa é a função do aparelho.


Eu sei, quando se é criança você quer tudo que as outras pessoas têm, você não quer ser “inferior” aos seus amigos da escola, e se seus amigos da escola têm um celular cheio de aplicativo e rede social, por que você também não pode ter? Afinal, se você chegar na sala de aula com um aparelho que só faz ligação e tira foto, todo mundo vai rir de você.


Mas o fato é, que mais uma vez sendo chata, essas crianças cheias dessas redes sociais vão ficar umas crianças/adultos chatos do caralho, que riem dos outros porque o celular deles tem uma mancha preta na tela. Sem falar que vão ser umas crianças preguiçosas e muito burras. Porque se internet e rede social já atrapalha a gente que é adulto e sabe que tem que estudar/trabalhar/dormir cedo e fica perdendo tempo com isso, imagina umas crianças de 7 anos, que não tem discernimento da hora de parar e podem ficar quanto tempo permitirem. Aí vocês dizem: “aah mas quando você era criança você também usava internet, e se não usava muito é porque ainda era algo muito recente”. Velho, eu tive meu primeiro computador com 15 anos, um só meu, o da casa eu tinha horário pra começar e acabar de usar, quando ganhei o meu, ele ficava no meu quarto, mas minha mãe sempre ficava de olho, e ainda assim eu conseguia dar umas entrada no chat da UOL rsrsrs e mesmo assim, eu já tinha 15 anos, não era nenhuma adulta, mas também não era nenhuma criancinha. Eu já disse, que meu problema com o assunto, não é as crianças usarem internet, a tecnologia já é uma realidade e estamos cada vez mais envolvidos por ela, eu sei disso, é bom pra pesquisas, trabalhar a atenção, a memória, entre outros objetivos, mas velho, são crianças com menos de 12 anos usando uma rede social onde todo mundo ~amostra o pinto e os peito~ (sem falar que grupo de whatsapp sempre é uma putaria do caralho), sem supervisão de nada, porque com o smartphone não é como ter um computador na família que fica lá no meio da sala à supervisão de todos, celular é muito restrito ao usuário, não dá pra acompanhar. Aí vai que dá nisso oh:




Essas coisas me fizeram lembrar de uma aula que eu tive recentemente, que meu professor discutiu (não no sentido de brigar, seus burro) com uma aluna que deve ter a mesma idade que ele (uma veia rsrsrs) sobre como a infância deles foi ótima, como eles tinham mais liberdade, brincavam mais, e como foi infinitamente melhor que a de hoje. Eu concordo, em partes. E como eu já disse, toda geração sempre vai achar que sua geração foi mais feliz. Só que em contrapartida a esses argumentos de que a infância de hoje não é tão feliz quanto a de antigamente, eu tenho provas concretas de que não seja de todo uma verdade. Existe um lugar, no interior mais interior que o interior que eu moro, onde minha família costuma passar datas comemorativas, onde não tem internet, nem sinal de telefone, e o máximo de tecnologia que eles têm é a televisão e o rádio, e eu poderia dizer que é um lugar onde eu fui muito feliz quando criança, mas que hoje eu quero passar longe, e assim é com todas as crianças da minha família, chegando lá eles ficam tão livres, tão felizes, nem lembram que existe celular ou internet, um lugar onde você vê crianças brincando na rua, na pracinha, correndo, sendo apenas crianças no melhor sentido da palavra, e eu, sendo a bestona que sou, fico feliz demais de ver que isso ainda existe sim, mas muito longe dos prédios, dos computadores e das selfies com efeito amaro do insta ;p (selfie piscando o olho e com a linguinha pra fora), porque isso não é coisa pra criança, e tenho dito.