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sábado, 24 de maio de 2014

A vida é o que você faz com a vida

Belas palavras sobre mim:

“Não consigo me esforçar muito pra gostarem de mim, e tem dado resultado, não muitas pessoas gostam." (eu)

"E eu que achava que você era uma menina doce e fofa..." (colega da escola).

"Os homens têm medo de você porque você é igual a eles" (ex-colega da escola).

"Não gosto de você, mas você continua sendo gostosa" (ser do sexo masculino com quem me relacionei)

“Você tem medo de falar com as pessoas? Elas não vão te morder, porque ninguém quer você mesmo” (meu irmão)

"Eu gosto de você porque você não liga pra agradar os outros." (grande amigo)

“Tu é muito manera, queria uma namorada assim” (outro grande amigo)

“Eu sei que você tem um sério problema com auto-estima” (amigo)

"É tão divertido quando você diz essas maldades!!!" (prima)

“Para de ver só o lado ruim das coisas, BABAAAAAAAAAAAAAACA, QUERIA ENFIAR UM PAU NO SEU CÚ, pra você ver o que é lado ruim” (mesma prima)

"Você é incrível!" (conhecido meu e ex-drogado)

"Família a gente não escolhe, aceita. E por isso eu vou te apoiar sempre!" (irmão)

"Sua egoísta, ingrata e arrogante!" (irmão)

"Eu sei que a gente erra, mas eu tentei" (Deus se arrependendo de ter me criado)

"Quem não tem uma vida com Jesus vai pro inferno. Não sou eu que estou dizendo, é a Bíblia Sagrada!" (ex-vizinha)

"Você vai pro inferno!" (Bíblia Sagrada)

Faz pouco tempo que não me acho feia e gorda... Eu não saía muito de casa quando era criança porque minha mãe não deixava. Sou bem menos tímida do que costumava ser, mas ainda tenho vergonha de muita coisa. Costumo me meter em confusões de nível novelístico latino-americano, sem querer, é claro. Não suporto pessoas boazinhas - elas me magoam mais que as outras. Não entendo porque toda mulher faz chapinha. Quem definiu que "cabelo liso é bom" e "cabelo não-liso é ruim"? Não sei ser sexy. Também não sou muito vaidosa, não porque eu não goste de me arrumar, é só que eu não sei mesmo. Meu quarto costuma ser bagunçado, muitos livros, blocos de papeis rabiscados, um monte de perfumes e cremes espalhados na cômoda. Roupas no chão, a cama desarrumada. Fazer o quê se eu não nasci pra ser dona de casa? Tenho poucos amigos, daria pra se contar na mão esquerda do Lula. Gosto de ler, escrever, cinema, música e cama elástica, porém ainda ache muita adrenalina pra minzinha que sou cagona. Tem gente que acha que me drogo porque passo grande parte do tempo imaginando situações na minha cabeça e rindo e fazendo caras estranhas sozinha. Acho os maconheiros burros, eles gastam dinheiro com erva enquanto podiam apenas baixar de graça músicas do Ventania na internet. O efeito é o mesmo.

Minha família quer que eu faça algo que eu não gosto só pela "estabilidade financeira". Com o perdão da palavra, nem fodendo! Eu não quero ter uma vidinha medíocre, com um empreguinho medíocre. Isso não é viver. "Ah, mas você trabalha pra ter seu dinheiro e faz o que quiser no final de semana". Eu vou facilitar pra você: 5/7 da sua semana você se dedica a um trabalho de merda, pra ter apenas (e talvez) 2/7 de paz? Você acha que eu quero passar 5/7 da minha vida adulta sentada numa cadeira de escritório, cercada de pessoas invejosas e falsas, recebendo ordens de um chefe barrigudo rançoso? Eu ainda não sei qual é a profissão dos meus sonhos, mas sei que definitivamente não envolve rotina e pessoas sem graça.

Eu quero casar e ter filhos. Por que falar isso é brega hoje em dia? "Ah, você quer casar e ter filhos? Que coisa ultrapassada…" É, e você quer o quê? Envelhecer sozinha num asilo sem ninguém que te ama ou se importa de verdade? Claro que casamento é uma merda, eu sei disso. A paixão acaba. Mas quer saber, a paixão sempre acaba. Alguma hora ela vai acabar, não adianta mudar de marido, de namorado. Essa é a ordem natural das coisas. (estou numa fase de aceitar a realidade sem resistência). Quando eu gosto de alguém eu realmente me apaixono pelos defeitos dessa pessoa. Não é como "nossa, ele é tão esquisito!" (cara de constrangimento), é " nossa, ele é tão esquisito!" (olhos brilhantes). Depois o pau quebra, mas depois a gente dá um jeito. (EU ESPERO QUE SIM!)

A vida é o que você faz com a vida. Por isso, em momentos ruins, ao invés de culpar as pessoas que estão à sua volta, culpe você. Afinal, a vida é o que você faz com a vida.

Ainda não inventaram nenhuma receita de como aproveitar a vida. Cada um tem o seu jeito, sua maneira e sua forma de transformar a vida em algo memorável. Ou, pelo menos, era pra ser. Afinal, a vida é o que você faz com a vida.

Tá faltando você viajar com seus amigos. Tá faltando uns tombos de escada nessa sua vida. Você precisa de marcas para tornar a história mais verídica quando for contar sobre como aproveitou a vida. Afinal, a vida é o que você faz com a vida.

Há quanto tempo não mijo nas calças de tanto rir? Porra, eu nem me lembro quando foi a última vez que eu me mijei de tanto rir. E sim, eu já me mijei de tanto rir. Faz bem pra saúde. E mal pra calça.

Pois bem, aqui vamos nós. Eu tô passando por uma fase um pouco complicada, confusa e meio turbulenta. Mas isso não te interessa. Não interessa a ninguém que está lendo este post. Não interessa nem a mim.

Já parou pra pensar em como o seu dia pode ser útil e (ao mesmo tempo) ser inútil? Todo dia eu chego nessa conclusão e acabo me perguntando: “Por que diabos eu estou viva?”. Ninguém me responde. Nem Deus, nem uma alma penada, nem um filósofo e nem uma música do John Lennon conseguem me responder esta dúvida. Será que não tem algo de especial que nos mantenha animados suficientes para caminharmos para o escuro? Sim, pois o futuro é escuro.

Você não sabe quem vai estar lá, aonde é e nem sabe onde vai dar. Você apenas caminha por um túnel escuro, esperando a luz no fim dele. O foda é quando essa luz chega antes do esperado ou quando ela demora pra chegar. É o futuro que te domina. É o futuro que vai chegar sem aviso prévio e determinar suas atitudes. É o futuro que vai dizer se você vai rir ou chorar. É o futuro que vai te dizer se damos “até logo” ou se damos “boas vindas”! É o futuro que manda.

Viver dói, né? Talvez esse texto soe um pouco mais triste do que eu gostaria. Não é que eu me sinta angustiada, mas parece que ainda falta muito para eu ser feliz de verdade, ou talvez nunca aconteça. Mas não me importo de estar sempre olhando para o futuro ou o passado, o presente me dá tédio. São as lembranças e a minha imaginação que me dão força.

Quando eu vejo a vida de outras pessoas que sofreram muito mais do que eu, me sinto uma idiota. Mas, sabe, nenhuma dor pode ser subestimada. Cada um tem a própria realidade. Me comparar com crianças aidéticas da Serra Leoa não faz sentido, mesmo porque seria impossível. Sempre vai haver alguém mais triste ou mais feliz que você. Ainda não sei se devo me sentir culpada por não estar satisfeita, ou se devo me sentir aliviada por não me acomodar com o que tenho. Afinal, alguém que está satisfeito não precisa mudar.

Eu tenho medo desse mundo. Ninguém gosta de ninguém espontaneamente. É uma rede de interesses. Acho que tenho sorte de não ter muito o que oferecer, as pessoas que se aproximam devem gostar mesmo de mim. Sei disso porque quase ninguém se aproxima. É difícil se relacionar com os outros quando você nem consegue emitir alguma palavra interessante diante deles.. É muito difícil fingir, e é triste saber que é uma das coisas que eu vou ter que aprender para obter respeito. Porque por enquanto eu sou vista apenas como alguém frágil, inadaptável. Quando na verdade é justamente o contrário, eu me transformo facilmente, quando quero.

Tenho medo de nunca encontrar o que eu procuro, ou de descobrir que o que eu procuro não existe. Se isso acontecer eu vou ter que me forçar a mudar. Aí vou ter que ficar gostosa, o que vai ser muito difícil, pra conseguir alguma coisa.

A única vantagem de não ser ninguém é que pelo menos se é alguém. Pois então, eu sou alguém, é fato.

Visto que sou um elemento - e humano. Mas mais coerentemente seria um elemento de metal, o qual pode ser encontrado em algumas residências de pessoas metidas a cult, chamado Pêndulo de Newton. Eu seria isso, um lado vai pra lá, ou outro cá, de novo pra lá, depois cá, lá, cá, lá, cá - e isso tudo, irrefutavelmente, sem sair do lugar, presinho à cômoda da sala. Tenho minhas dificuldades de orientação mental e emocional.

Podia ser mais fácil, assim como sonhar é fácil, assim como fechar os olhos e imaginar é fácil. Mas não é. Porque pensar é simples, a imagem está lá na sua cabeça, e por mais embaçada que seja, não pode ser mais confusa que um Salvador Dali. Mas existir fora da própria cabeça... Ah, isso não é simples. É preciso de um mundo inteiro te reconhecer. 'Um' mundo e não 'o', já que existem vários mundos dentro desse.

Enfim, enfim, eu só queria ser alguém, num mundo que vai além do mundinho dentro da minha própria cabeça.

*galera, num acha qu eue tô em depressão não, tá? bj, obg, de nada

segunda-feira, 28 de abril de 2014

Um pouco sobre ser "um bicho"...

Oi, meu nome é Luiza, tenho 19 anos, moro em São Miguel dos Campos, interior de Alagoas, porém não seja muito do meu agrado, e tenha muita vontade de ir morar em Maceió, o que facilitaria muito a minha vida. Atualmente curso o primeiro período de História, na Universidade Federal, mas ainda anseio cursar jornalismo, pois, acho que realmente é o que eu quero fazer. Sou solteira, não tenho filhos, moro com meus pais e não trabalho.

Então, muito fácil escrever tudo isso, teria sido bem mais fácil ter escrito tudo isso sobre mim na semana passada ao invés de falar. Falar em público. O que é um verdadeiro pesadelo pra mim. Minha vida teria sido bem mais fácil todos esses anos se ao invés de falar, eu pudesse escrever. Segunda-feira passada, eu me vi em apuros quando tive que falar essas mesmas palavras pra apenas 10 pessoas numa sala, toda sem jeito, sem saber onde pôr as mãos, sem saber pra onde olhar, tremendo (de nervoso e de frio, pois a estagiária deixou o condicionador de ar no modo: “frio pra caralho se fode aí vocês otários sou estagiária quero que vocês morram”. Traduzindo: eu fui um desastre. E só precisava falar essas coisas inúteis.

Carrego desde o dia em que nasci um fardo nas costas, muito conhecido como: Timidez Aguda.

Sempre foi assim minha vida inteira, desde exatamente sempre. Das crianças da família eu era aquilo que eles chamavam de: matuta (perdoa meu dialeto de interiorana e não desiste de mim). Eu não dançava nas festas, eu não falava com as visitas, eu não conseguia interagir com as outras crianças. E se você tem uma tia extra malvada daquelas que só falta a verruga no nariz e uma 38 na sua mão, sua vida se torna um pesadelo, pois ela vai infernizar sua vida te puxando pro meio da roda onde as outras crianças estão dançando, à força, vai te fazer passar vergonha na frente das visitas dizendo: “ah, ela não fala, é muda”, e outras atrocidades de tias bruxas. Na escola, até a 8ª série, eu não tinha tantos problemas, pois minha turma era a mesma desde a 1ª série. Mas a coisa muda de figura quando no dia de cantar o Hino Nacional a diretora te chama a frente pra fazer uma oração e depois puxar o Hino, e você não consegue emitir uma só palavra e fica olhando pro chão enquanto todo mundo espera você começar, até que ela cansa de esperar e manda você voltar pra fila. E quando outra pessoa vai lá e faz o que era tão fácil e você não fez, ela olha pra você e fala: “é assim que se faz”. Não sou obrigada a rezar na escola, nós vivemos num Estado Laico, sua burra.

Quando eu entrei no ensino médio, e tive que mudar de escola, foi um verdadeiro choque, eu não consegui fazer amigos, vivia sozinha, rezando pra minha mãe me tirar dali e me mandar de volta pra  outra escola. Nunca consegui apresentar bem um trabalho que fosse durante todos os 4 anos, eu preferia fazer prova a apresentar trabalho. Lógico que parece exagero, fodam-se vocês, mas eu tremia, até já cheguei a chorar, e alugava os ouvidos dos poucos (mais necessariamente 2) amigos que eu fiz dizendo que não ia conseguir, e quando chegava lá na frente só fazia merda, lia com a cabeça baixa sem olhar pra ninguém e quando acabava voltava correndo pro meu lugar. Lógico que a partir do 3º ano eu desencanei dessas merdas, virei vagabunda e não tava mais nem aí pra trabalho, e fazia recuperação.

Parece que ser tímido é um pecado dos mais graves. Se você for até o dicionário mais próximo e procurar sinônimos pra palavra "tímido", o que você vai encontrar são termos como medroso, débil, dúbio, fraco, frouxo. Isso porque, na nossa cultura é obrigatório ser incisivo e comunicativo.

Se você é tímido, a primeira coisa que as pessoas vão falar que você é, é antipático. “Nossa, você viu aquela metida, chega não fala com ninguém, antipática, fica calada, se acha melhor que todo mundo”. A segunda, é antissocial, o que eu não deixo de ser um pouco, pois segundo minha melhor amiga que me conhece há mais de 10 anos, sabe bem como eu sou e deveria me entender, eu sou “um bicho”. O que ela e a maioria das pessoas não entendem, é que quanto mais você incentiva uma pessoa tímida na frente de outras pessoas, a não ser tímida, mais tímida ainda ela vai ficar. Eu não entendo o porquê de vocês acharem que dizendo pra uma pessoa tímida parar de ser tímida, ela realmente vai parar de ser tímida.

Seria muito bom se fosse assim tão fácil. Porque o tímido não escolheu ser tímido. Ele se tornou tímido por algum motivo.

Uma vez à vontade, o tímido é tão engraçado, sociável e simpático como qualquer outra pessoa. Não adianta forçar, falar coisas do tipo: “interage, parece que não ta gostando” “para de ser tímida” “se solta”. Espera, caralho, quando eu me sentir bem e achar que eu posso falar minhas merdas sem passar vergonha eu vou falar, ou então enfia cachaça em mim porque só assim eu posso aguentar você enchendo meu saco.

Outra coisa, que se eu acabo de conhecer alguém, ou me encontro num grupo de pessoas que eu não conheço, eu não vou chegar metendo o nariz onde não fui chamada, não gosto de ser inconveniente, e odeio gente que é. Se eu to na fila de um banco, não vou virar pra você e falar: “Poxa, ta calor, né? E essa fila que não anda rsrs” Não, eu não vou, porque eu não te conheço. Se for a primeira vez que um amigo me apresenta a outros amigos, com certeza eu vou ficar calada até que alguém fale comigo, não por ser chata, mas por não querer ser intrometida, e principalmente passar vergonha. Incomodar é uma coisa que realmente me deixa incomodada. Ser o centro das atenções mais ainda, por isso no meio de “estranhos” nunca me peça pra falar mais um pouco de mim ou coisa parecida, eu com certeza vou gaguejar. E por favor, se você é meu amigo de verdade e estiver comigo em algum lugar, não me deixe sozinha muito tempo com pessoas que eu não conheço, se elas não iniciarem uma conversa comigo, eu vou procurar um lugar pra poder enfiar minha cabeça e passar o tempo com ela lá até você voltar.

Chegar atrasada pra uma festa e ficar oprimida demais pela visão de todas as pessoas que já estão lá.

Coisa mais constrangedora da vida é chegar na casa de um amigo na hora de alguma refeição.

- Oi, Luiza, quer almoçar?

- [Vergonha Level 1] Não, obrigada.

- Senta, come só um pouquinho.

- [Vergonha Level 3] Não, eu acabei de comer, to sem fome.

- Mas vai fazer essa desfeita?

- [Vergonha Level 6] É verdade, eu não to com fome.

- Fulana, pega um prato que a Luiza vai comer com a gente.

- [Vergonha Level 9] Eu não quero de verdade.

- (Coloca o prato na mesa, te pega no braço, te senta e enfia comida na sua goela a baixo)

- [VERGONHA NÍVEL MÁXIMO DE TODAS AS VERGONHAS DO MUNDO] (Você come)

Tenho orgulho de dizer que minha mãe é dessas, mas quando ela começa eu dou logo uma lição nela pego pelos cabelMentira, gente, mas como eu sei bem o sentimento de desespero em que a pessoa tímida fica pra evitar ao máximo comer na frente da família dos amigos (ou estar sem fome mesmo) eu digo: STOP, please.

Às vezes, incrivelmente me dá um surto de coragem e eu consigo interagir com as pessoas de primeira, mas aí eu com certeza estarei bêbada, ou gosto das pessoas por já ouvir falar, e me sinta bem pra poder falar sem passar vergonha. O problema nunca é a outra pessoa, sou eu que tenho medo de parecer idiota e burra assim como uma primeira impressão.

Enfim, ser tímida, realmente, pelo menos pra mim, nunca me ajudou em nada, só me atrapalhou. Mentira. Me ajuda a não ser sem noção, isso é uma vantagem. Mas aí eu chego no twitter e estrago tudo, verdade. Se eu pudesse escolher, é lógico que eu não seria assim, eu interagiria com a família dos meus amigos sem problema nenhum, pra eles não dizerem que eu sou um bicho, quando com fome (o que acontece sempre) lógico que eu aceitaria a comida oferecida, faria amizade com os amigos dos amigos, e falaria em público sem tremer e olhar pro chão. Por enquanto eu só vou tentando contornar, porque my friends, é foda, eu não sou chata (mentira, sou sim), ou antipática (tbm sou sim), só sou na minha e tenho medo de falar com as pessoas até me sentir a vontade ou ver que não estou incomodando ou vou falar alguma besteira (é verdade, eu sou um bicho). Sei bem como sou desajeitada com tudo, por isso não arrisco. E sempre vai ter aquele pra perguntar por que você é tão calado, ao invés de só te deixar ser tímido em paz. Só tenham paciência comigo, eu sou legal (mentira).