domingo, 10 de agosto de 2014

Posso não gostar do dia dos pais?



Vamos lá, para mais um texto onde eu sou a chata da história. Ai Luiza, mas você não gosta de aniversário, não gosta de carnaval, e também não gosta do dia dos pais, nossa, você é muito chata. Aí eu pergunto: que vocês têm a ver com a minha vida? Vocês deveriam ta lavando umas louça na pia, e não lendo isso aqui, então nem reclama.

Pode ser estranho, vindo de mim que tenho uma família “estruturada”, pai e mãe presentes, mas eu não gosto do dia dos pais, também não gosto do dia das mães, nem gosto quando alguém da minha família completa ano. Se você que está lendo isso me conhece, deve saber que eu sou uma pessoa, digamos, meio bruta, que não gosta de demonstrar sentimentos e blá blá blá, mas se você me conhece mesmo, sabe que por dentro eu sou uma princesa da Disney, manteiga derretida, um amorzinho, mas pra quê mostrar né? Então, é difícil demonstrar qualquer atitude de afeto, principalmente para com os mais próximos. É difícil acordar, descer as escadas, dar um abraço no meu pai e dizer: te amo. Não por não amá-lo, simplesmente por existir um bloqueio na minha cabeça, que não me permite fazer isso. Eu já fico no sábado, pensando em como eu vou fazer no domingo de manhã quando acordar, no que eu vou falar, se eu abraço, se eu só entrego o presente (que sempre é ele quem paga, pois sou pobre, e se nesse ano eu podia comprar alguma coisa, cabo o sonho, pois fui demitida, é, minha vida é uma merda) se eu tento falar que o amo, o que com certeza não vai dar certo, porque acho que na hora ia ter uma convulsão e morrer, o que acho que seria um excelente presente.

Eu nunca tive uma relação muito próxima com o meu pai, não por culpa dele, e sim por minha culpa, pelos motivos já citados. Meu pai não deve nem saber o curso que eu faço na faculdade, aliás, deve saber porque minha mãe deve ter contado, mas da minha boca ele nunca soube, se tem uma coisa em que eu sou ótima é na falta de comunicação verbal, nisso eu sou expert. Meu pai é uma pessoa nota 6489736, qualquer pessoa gostaria de ter um pai igual ao meu, eu sei reconhecer isso, ele pode até falhar em outros aspectos na vida, mas no quesito pai ele é mestre.

Esse dia dos pais, pode até ter vindo em boa hora, pois ultimamente a gente ta mais distante do que nunca, por culpa de quem? Da linda que só faz merda. Eu sei que muitos devem ter na cabeça de que, talvez, não sejam bons filhos, ou filhos até ingratos, mas com uma escala enorme de engano, cada filho é justamente como seu pai queria que ele fosse, com apenas umas diferençazinhas aqui ou ali, mas esse ano eu fui exatamente o contrário de tudo de que meu pai um dia esperou que eu fosse, eu fui uma filha extremamente hediondamente (nem sei se essa palavra existe) excessivamente com todos os pleonasmos que se tem direito péssima. Então se a relação já era ruim, ela ficou pior. E eu acho que eu precisava mais do que nunca dar um abraço nele. Planejei o sábado todo como seria, o que eu ia dizer, como eu pediria desculpas, como entregaria o presente. Hoje de manhã, fiz tudo ao contrário, e não poderia ter sido uma cena mais constrangedora, fria e distante. E eu me odeio por isso.

O dia dos pais é uma péssima data pra pessoas como eu, ela só serve pro seu pai pensar que você é um mal agradecido, e que só compra presente ruim pra ele. No meu caso, o mês de agosto, é o mês em que meu pai deve ter certeza que eu sou uma péssima filha, pois é o mês dos pais, e o mês do aniversário dele, que eu até consigo abraçá-lo... se tiver festa e eu estiver bêbada.

O dia dos pais, também, não é lá uma data muito do meu agrado porque nem todo mundo tem pai, assim como o dia das mães, nem todo mundo tem mãe. O que eu mais vi, hoje, no twitter, foi gente reclamando de como o pai é um merda, ou que não tem motivos pra comemorar a data, e eu imagino como devem ser triste essas datas, tipo chega o dia da árvore e você não é uma árvore. Só é legal mesmo quando chega o dia do índio e você não é um índio (meus colegas de curso me detestariam por isso). rsrsrsrs

Mas é isso, você levar durante todo o ano numa boa que não tem seu pai por perto é uma coisa, mas ter um dia pra se sentir mal especialmente por isso, é muito pior, (hora da auto-ajuda mensagem de amor paz, Xuxa te amo) todos os dias a gente pode demonstrar amor aos nossos pais, não deveria ser uma obrigação sair no sábado de última hora pra ir comprar um presente que é o mesmo todo ano. Uma criança que não tem pai, não deveria ser obrigada a fazer cartãozinho na escola. E não, não é que eu não tenha coração e não saiba dar valor ao meu pai, ou a minha mãe, é só que essas datas deixam muitas pessoas tristes, e a tristeza é uma coisa bem mais duradoura que um momento de felicidade, e eu acho que toda tristeza deveria ser evitada.

Então, eu tentaria ser mais afetuosa com meu pai de maneira natural, não pela obrigação de um presente e um eu te amo num dia específico do ano, onde eu provavelmente me sentiria mal de não ter tido sucesso na tentativa frustrada de demonstrar carinho. Às vezes, eu acho que meu coração é feito de pedra. Mentira. Meu coração é feito de algum material que só amolece quando não deve.

E essa foi mais uma edição do diário idiota da Luiza que ninguém quer saber, porque a idiota ao invés de escrever algo interessante fica falando da vida dela, mas se você chegou até aqui, você não tem mesmo nada melhor pra fazer, né, cara? Sua vida é uma merda.

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Tipos de pessoas que você encontra no hospital


Vamos, então, a frase mais clichê de todos os tempos da última semana (o melhor disco nãnãnãnã de música americanaaa): Eu odeio hospitais.

Mas, por que é uma frase clichê? Ora essa, é óbvio, algum de vocês já ouviu alguém dizer que gosta de hospital? Creio que não.

Eu odeio hospitais. Odeio seu cheiro, o silêncio, a ausência de cor, e acima de tudo, odeio o fato de que, em sua maioria, as pessoas que circulam por hospitais estão tristes. As pessoas evitam hospitais, eu evito hospitais (não sou pessoa), porém, em algum momento você se vê obrigado a estar em um.

Sempre fui péssima em geografia, meu sentido de direção é terrível, na verdade, sempre me perco quando vou a um lugar novo e grande. E por odiar hospitais, e raramente estar em algum, semana passada eu me toquei que não sabia onde ficava o hospital da minha cidade. Minha cidade, cidade pequena, 59.000 habitantes (já disse que sou péssima em geografia, então olhei no Google), traduzindo: um ovo. Onde eu moro há exatos... hmmm, deixa eu fazer as contas... tenho 19 anos, moro aqui desde que nasci, então acho que hmm, são 19 anos né? Além de geografia, matemática também não é o meu forte. Enfim, acreditem se quiser, eu cheguei até o hospital me guiando pelas placas que havia na rua, é vergonhoso, mas consegui chegar lá. E hospital é tudo tão igual, todos os corredores tinham em comum a melancolia, o que fazia com que a minha orientação se tornasse mais complicada. Estava a uns 10 minutos tentando encontrar o local pra marcar consulta, pedi informação, mas ainda assim não consegui achar, vamo lá, podem comentar aí “nossa, que jumenta” e rir da minha cara como as lindas aqui


Enfim, o ambiente hospitalar não é um dos meus preferidos, e pra minha infelicidade, desde sexta-feira eu to praticamente morando em um hospital, são 4 dias freqüentando aquele lugar, por motivos de estar com algo muito sério chamado: câncer na próstata. Mentira galera rsrsrs, num é câncer, eu to com AIDS. rsrsrs mentira de novo, gente, to com algo muito pior que câncer e AIDS juntos, eu to grávida. MENTIRA GENTE eu sou muito engraçada rsrsrrs, só to com algum problema razoavelmente sério que nem chega aos pés desses e que não diz respeito a vocês, porque vocês não são meus amigos.
 
Mas aí, nesses quatro dias em que estou frequentando o hospital, se vocês olharem meu twitter, vão ver várias coisas legais que encontrei por lá, como essa


Querendo ou não, existem algumas personagens que você sempre vai encontrar num ambiente hospitalar, que com certeza não é uma dessa

 
nem essa...

nem essa...

muito menos essa, você nunca vai encontrar o Dr. House comendo uma maçã num hospital, saiba disso
Sem nada pra fazer, depois de horas esperando pra ser atendida, fiquei pensando nos tipos de pessoas que você sempre encontra em um hospital, e lhes apresento com muito gosto.

 A amiga. Bom, a amiga é aquela moça, na maioria das vezes é uma senhora (que eu costumo chamar de: veia), que não consegue sentar e esperar ser atendida em silêncio, ela quer fazer amizade com todo mundo. Esse tipo de pessoa, você não encontra só nas salas de espera dos hospitais, você encontra em bancos, pontos de ônibus, elevadores e filas em geral. Nesses quatro dias, me deparei com uma amiga que tinha um bigode imenso, o que piora a situação, pois ela falava e eu só conseguia olhar pro bigode dela. Se em um dia, você já acha umas 3 assim, vamos multiplicar esse número por 4. E não adianta dar uma de antipática e ficar de cara fechada, como eu, elas são muito insistentes. Ok, não precisamos de vocês pessoas que puxam conversa com a gente, o máximo de interação nesses locais é perguntar as horas, e olhe lá. Mas como nada na vida é perfeito temos sempre aquele senhor ou senhora para falar sobre como o dia está quente demais e prejudica a pressão, está frio demais e causa gripe, está chovendo demais e faz três semana que ela não lava roupa... sempre têm motivos para reclamar do clima. Isso quando não reclamam da própria espera, causa de toda essa tentativa de conversação “Noss, mas eu com tanta coisa pra fazer tendo que esperar a toa aki né, menina”, você se contorce de vontade de responder: “ imagina eu que além de esperar tenho que ouvir suas reclamações minha senhora” mas acaba respondendo um monossilábico, “é”. Um momento dubio dessa situação é quando duas pessoas conversadeiras se encontram no mesmo local que você está presente, por um lado isso é bom, porque eles se comunicam entre si e esquecem de sua existência, mas por outro é ruim, pq elas, falam, falam, falam e falam... e você não tem controle algum sobre a situação, quando a conversa é com vc, você pode conseguir intervalos de silencio de até 5 minutos após cada resposta monossilábica dita, alias, você pode inclusive conseguir fazer a pessoa perceber que você não quer conversa e te deixar em paz (caso raro de se acontecer). Usar fones é uma boa saída. Fingir ser mudo também. Ou fingir ser surdo.

O guarda tarado. O guarda tarado, nada mais é do que um guarda que é tarado. Chega as veia, ele nem levanta da cadeira. Chega as novinha, ele faz questão de levantar, abrir a porta e ainda dar tchau olhando pra sua bunda. É nada mais que o guarda do povão, ousadia e alegria, que não perde as oportunidades, esse tem o selo de brasileiro ousado, não importa se a novinha ta doente, saindo com cara de derrotada com um câncer no fígado, ele ta lá observando as nádegas.

A atendente vagabunda. Bom, a atendente vagabunda é aquela que fica o dia inteiro tomando café e conversando, tudo isso ao mesmo tempo em que te ignora, e ainda passa as amigas dela na sua frente, mesmo você tendo chegado antes, e quando você vai tirar satisfação (não eu, porque sou muito mole pra isso) ela responde com uma voz de rapariga sem mãe (rsrsrs roubei da minha mãe): nãão colega, ela tinha chegado antes, mas deu uma saidinha, depois dela você entra, ta querida? Você percebe que a pessoa é vagabunda, quando nem te conhece e te chama de “querida”, “amor”, “flor”, “colega”, dentre outros adjetivos carinhosos típicos de vagabundas.

A tia da limpeza. A tia da limpeza pode variar entre tia da limpeza simpática, e tia da limpeza ranzinza, se bem que é pouco provável você ser simpática tendo que lavar banheiro de hospital. A tia simpática é só simpática, fede nem cheira. A tia ranzinza é mais legal, porque sai do banheiro feminino reclamando: num sei como a pessoa lava um banheiro de mulher podre desse jeito, nem o dos homens é assim, faz cocô até na tampa, mulher, absurdo. É engraçado, dou várias gargalhadas, e todo dia ela reclama sempre da mesma coisa.

O médico morde e assopra. “Olha, o que você tem é muito sério, acho que seu tumor maligno no cérebro provavelmente não tem cura... mas vamo se animando, que com o tratamento apropriado você vai ficar bom logo logo.” Pior tipo de médico, ou fode logo tudo e diz que eu vou morrer, ou diz que eu vou ficar boa, caralho. Ontem me consultei com uma médica que praticamente me fez sair do consultório chorando. Hoje me consultei de novo com a mesma, e ela veio com os papo de VAMO SE ALEGRAR A VIDA É LINDA VOCÊ VAI FICAR BEM LOGO ÊÊÊ DOENÇA É UMA COISA BOA SÓ VOU TOCAR EM VOCÊ E VOCÊ VAI FICAR BOAA. Vadia.

Enfim, galerinha que assiste o meu canal, existem outros tipos de personagens hospitalares, mas to com preguiça rsrsrs. Já disse pra vocês que quando começo a escrever um texto, no meio já me arrependo porque fico com preguiça de terminar? rsrsrs e vocês aí achando que eu gosto de escrever, gosto nada, só quero status.

Mentira, gente, gosto de escrever sim, mas acho que é por culpa da minha fibromialgia atacando, a doutora tava certa e eu vou morrer, mas espero logo logo estar curada dessa minha infecção no pulmão, e escrever outro texto manerasso pra vocês, mas se meus bebês siameses nascerem bem, provavelmente nem volto, porque o lugar de onde eles vão sair num vai aguentar duas cabeça colada sair assim junto de uma vez.

rsrsrs meu humor é uma coisa incrível, adeus, esse texto ficou uma bosta, mas vocês leem porque querem, não obrigo ninguém (depois eu deposito o dinheiro na conta de vocês, to brincando). E não esqueçam de clicar em gossssstei aqui em baixo, e se inscrever no canal, isso ajuda muito na divulgação do vlog.