segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

Money, Money, Money... Must be funny...

Hoje, eu percebi que só tenho 5 reais e 5 centavos. E, sabe, tudo em moedas. Faz até peso na carteira. Ainda saí catando umas moedas aqui, outras ali, pior do que você ter apenas 5 reais e míseros 5 centavos é você ter metade guardado dentro de uma bolsinha de político, daquelas que distribuem em época de eleição.

A situação está deveras crítica, amigos. Como diria nosso grande poeta, Nelson Ned: “Ah, eu já não sei o que fazer, duro, pé rapado, com o salário atrasado” (sem salário pois, sem trabalho).

E pelo que vi, cheguei à conclusão de que a diferença da bolsinha de político para a bolsinha do político é que a primeira costuma estar quase vazia, já a última, bem cheia! É, o que uma preposição não faz.

Mas tudo bem, não tem problema, pois eu tenho certeza de que neste exato momento, os políticos estão trabalhando muito duro e suando seus modestos ternos para mudar essa situação.

"Meu dinheirinho, meu rico dinheirinho" PAU, pica (rs)


Nunca ouvi um rico dizendo que "Dinheiro não traz felicidade." Aliás, só pobre propaga esse mito. Por que será? É que pobre gosta de se consolar, gosta de inventar moda pra não se sentir tão mal "ahhh os ricos tem dinheiro, mas eles não têm felicidade!!!" E os ricos pensando "é... não... HA HA HA TROXAS!"

Esses dias, conversando com um amigo, compartilhávamos da mesma idéia de que não tínhamos a ambição de sermos ricos, e que ter o necessário para a cachaça do fim de semana estaria ótimo, mas que também não seria nada mau se de repente caíssem 1 milhão de dólares na nossa conta. Continuo pensando assim... Mas isso não quer dizer que eu queira viver sem dinheiro, ok, força maior do universo (Deus? Sol? Obama? Roberto Marinho?)? Muito menos que eu ache que não ter dinheiro te faça mais feliz do que alguém que tem.

É só que, ultimamente, não tenho dinheiro nem pra comprar uma garrafinha de corote pra beber nos fins de semana dessa vida louca.

Dinheiro não traz felicidade? Ok, o que traz? N A D A traz felicidade. Seres humanos estão fadados à solidão e à tristeza. É a vida. Não estou falando que não existam momentos bons, de alegria, mas felicidade plena é outra coisa. Essa não existe. Eu pelo menos não conheço nenhuma pessoa assim...

Mas ao contrário do que reza a lenda, as pessoas ricas que conheço são bem mais felizes que as pobres. Irônico, não? Ricos têm menos preocupações, porque "dinheiro não resolve todos os seus problemas", mas já resolve metade! Não é ótimo?

Pra mim a maior vantagem de ser rico nem é ter um padrão de vida melhor, mas simplesmente não precisar depender de ninguém pra fazer o que você quer. Pobre também consegue passar um fim de semana na praia, mas pra isso ele tem que pedir àquele parente melhor de vida a chave do apartamento emprestado. Pobre pra ficar até tarde na festa tem que pedir pro amigo que tem carro ficar também, senão tem que voltar mais cedo pra pegar ônibus com a galera. Pobre sempre depende de alguém, sempre tem que pedir favor, está amarrado à boa vontade de outras pessoas, que nem sempre existe.

Eu poderia pedir uma ajuda a vocês, pedir que depositassem em minha conta algum dinheiro em retribuição aos textos que escrevo aqui, mas para isso eu teria que fazer bons textos para vocês, queridos (2?) leitores, e nem isso eu consigo fazer.

Mas se existe um anjo de bom coração que queira me pagar uma cerveja, ou uma pizza, ou uma cerveja e uma pizza, e quem sabe minhas dívidas que não são poucas, porque quem mais gasta o dinheiro que não tem é essa pessoa que vos escreve, eu aceito de bom grado, sem cerimônias. Obrigada, de nada.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

EEBC



Saudade da escola! Mais especificamente do Colégio Construtivista, ou da Escola de Educação Básica Construtivista, ou só do Construtivista. Esses dias, estava olhando a timeline do facebook e achei uma página com fotos dos professores e tudo, e bateu muita saudade. Estudei lá do maternal a 8ª série. Lembro que no início, a escola nem era tão grande, era de primeiro andar e era mais perto da minha casa, as crianças menores estudavam no andar de baixo, e as maiores, acho que a partir do ginásio, estudavam no andar de cima. Lembro que meu irmão, como é mais velho que eu, estudava no andar de cima, e eu sempre arranjava uma desculpa pra ir falar com ele, e poder subir e descer as escadas correndo, e sempre levava bronca de alguma “tia”. Depois mudou tudo, a escola passou a ser bem mais longe da minha casa, e maior.

Quando o colégio era mais perto, dava pra acordar um pouco mais tarde, mas quando houve a mudança, acho que a gente acordava perto das 6, íamos eu e meu irmão de bicicleta, passávamos por toda a cidade, quase adormecida. Quando a gente ia chegando perto, já dava pra ver bem o sol. Eu não me lembro de quase nada até a primeira série.  Eu gostava de dois meninos, os dois eram primos, e lembro que gostei dos dois durante um bom tempo.

Passar pro ginásio foi uma grande mudança pra mim. Lá não tinha mais lendas envolvendo bruxas, nem brinquedos, nem a hora da soneca. Mas em compensação tinha muuuuitos garotos bonitos.
Eu lembro que a minha sala de 5ª série ficava no corredor do pessoal do 2º ano. Na hora do intervalo eu passava por aquele corredor e me sentia um anão (nem tanto pq eu sempre fui muito alta), tendo que erguer bem o pescoço pra conseguir ver a cara dos garotos.

Na 7a, eu era terrível. Andava com um grupo de garotos, que tinha o filho de um pastor, que era pior do que todo o grupo junto (sim, eu sempre tive mais amigos que amigas). E nós éramos bem... malvados. Apesar de ser meio nerdzinha naquele tempo.

Era tão legal observar as pessoas do colégio. Lá era um mundo, afinal, 11 turmas de aproximadamente 40 alunos pra cada série. Sabe filmes colegiais americanos? Isso existe na vida real!

Aquela multidão de gente se dividia em grupos: os nerds burros [eu gostava de conversar com eles, as piadas eram engraçadas], os nerds inteligentes [na verdade esses não faziam parte de nenhum grupo, eram competitivos demais pra isso], as patricinhas [em todo intervalo elas iam pro banheiro retocar a maquiagem, e na sala ficavam lendo revistas da capricho], as piranhas [essas eram as mais populares, principalmente com os garotos, e eu queria ser bonita como elas], os engraçados [reunia todo o tipo de retardado/esquisito], os esportistas, os crentes [eles se recusavam a interagir com qualquer outra pessoa que não fosse evangélica, bom, quando faziam isso era só pra converter a pessoa], as garotas estranhas [eu entrei nesse], e finalmente, os populares [aqueles caras que falam com todo mundo, pegam todo mundo, contam de festinhas e etc].

Bom, era crucial fazer parte de algum grupo... era desaconselhável andar sozinho num colégio tão grande.
Ah, o recreio era uma maravilha... era quando a gente descobria as fofocas! As vezes ficava sentada conversando, as vezes a turma ficava na sala fazendo bagunça mesmo. Apesar da turma ser muito divida, todo mundo era amigo, todo mundo se gostava. O legal de um colégio tão grande é que eu nunca, nunca, ficava entediada. Sempre tinha algo novo!

Ahhh, a cantina, tinha a melhor pipoca doce do mundo. Lembro quando o meu grupinho dos meninos (e mais uma menina) se reunia pra juntar as moedas e comprar um refrigerante de dois litros e um pipocão do mais barato que tinha, e como a gente ficava puto quando vinha alguém pedir, ou quando alguém do grupo não contribuía pra comer esfiha.

Ai, cara, não dá pra tentar resumir mais de 10 anos da minha vida.

Só agora eu percebi o quanto me dá saudade. Talvez eu nem tenha saudade das pessoas, mas sim dos momentos que eu vivi, e de como tudo nessa época era mais fácil e divertido.

Aquele ambiente, o medo da imagem que as pessoas poderiam ter de mim, as conversas na quadra, as amizades, a sensação de chegar cedo no colégio e sentir o sol no meu rosto... a pipoca doce, a educação física (que eu não fazia), os encontros nos corredores, os professores, o cheiro do meu lápis verde [aquele que entorta], os gêmeos bonitinhos que as meninas viviam atrás e que eu fiquei com um dos dois e também dividi com mais 120 amigas minhas, mais 79 que nem eram amigas, as carteiras, dormir na aula, uniforme rasgado, jogos internos, gincana, a diretora evangélica que queria converter todo mundo, os dias de cantar o hino nacional, a professora que falava errado, o professor que cuspia, trabalhos, provas...

ah, me faz tanta falta.

A sensação... nossa, a sensação é tão diferente.

Era tudo tão diferente.