domingo, 9 de dezembro de 2012

Eu não sei...

Venho escrevendo um texto há dias, sobre minhas noções de pessimismo e otimismo, mas não posto por achar que tá muito ruim. Pensei em postá-lo hoje, antes de ouvir a opinião de alguém que o lesse e dissesse: “Posta esse texto, tá bem legal Luiza, você escreve bem, não precisa ter medo.” Ou que dissesse “Que puta texto ruim Luiza, sem nexo, não posta isso, se ninguém já olha o seu blog, agora é que não vão olhar mesmo.” Mas me contive, e resolvi não postar até ouvir uma dessas opiniões. Só queria postar hoje, porque... sei lá, eu gosto. E hoje foi o dia de pensar, pensar muito, pensar sobre o que vale à pena, e cheguei a conclusão de que não adianta nada pensar tanto, você vai fazer merda do mesmo jeito.

As coisas mudam rápido demais, as mudanças da minha vida são assim, bruscas. Eu já deveria estar acostumada, mas ainda me assusta. Não dá tempo pra se habituar. É um grande desgaste. Às vezes esqueço de controlar meus pensamentos. Não dá pra manipular tudo. Meu primeiro desejo para 2013 (se o mundo não acabar mesmo, o que nem seria tão ruim): "Um ano muito estranho", e ri depois.. achando graça da minha própria idiotice.

Não tava sabendo muito bem sobre o que escrever, sabe, só queria escrever, apenas deu vontade, e tô falando tudo que me vem na cabeça.
Pensei em coisas que eu odeio, é divertido pensar às vezes nessas coisas, tipo, eu odeio...

Manhãs... pra mim é a pior parte do dia, acho que porque eu passo o tempo todo na escola, o lugar mais odiável do mundo, também porque sou obrigada a acordar de madrugada pra fazer uma coisa que eu não gosto.
Matemática.
Cantar parabéns. Blá blá blá toma no c
Ter que dar dois beijinhos nas pessoas quando chego em algum lugar.
Ter que dar dois beijinhos nas pessoas quando saio de algum lugar.
Que me observem!!!
Que olhem pra mim
Que falem comigo... tô brincando! eu acho...
Grosseria sem motivo.
Calor.
Pisos escorregadios.
Usar salto.
Pentear o cabelo.
Que me vejam de biquini.
Quando dizem que eu odeio todo mundo.
Coisas perfeitas.
Lugares cheios.
Quando eu esqueço coisas da minha vida.
Quando eu não as esqueço.
A parte queimada do bolo.
Ser o centro das atenções. (não que eu sempre seja, mas quando eu sou)
Chamar atenção.
Falar em público.
Puxar assunto.
Ser gentil.
Gente que não entende ironia.
Que me comparem com meu irmão.
Essa obrigação de ter que ser alguma coisa.
Eu quero ser nada, pode ser? Eu quero ser cientista, e escritora, e atriz, e filósofa.
Cansei...

Sinto falta de momentos... simples... que você tem com outras pessoas. Ficar sentada na calçada, conversando. Caminhar. Falar coisas idiotas e rir. Sabe? Eu não tenho tido muito desses momentos ultimamente, ou talvez sim, mas não notei...  Sinto falta de falar com outras pessoas, não que eu não fale, mas só coisas... dispensáveis, sinto falta.

A preguiça me domina a maior parte do meu dia, aliás, da minha vida. Sou muito tímida. Prefiro ficar o dia todo em casa, assistindo um filme, e nem filme bom passou hoje. Sinto muita falta da minha infância. Não tenho milhares de amigos (o que às vezes não me faz falta). Fico o dia inteiro de pijama. Sou muito idiota, acho graça de qualquer bobagem. Sei lá, a melhor parte do meu dia hoje foi ver Friends e meu irmão ter vindo me visitar, ele me faz falta, com ele aqui eu ria bem mais.

   
Tem gente que diz que a vida é difícil. Mas pra mim a falta de vida que é complicada. Tipo agora, sentada em frente ao computador, depois de um dia inútil. De pijama, cabelo oleoso. Comi, comi bastante, além de outras necessidades vitais, como dormir e assistir tevê. Tentei ler um livro, parei na primeira página. Pensei bastante, nas coisas que tenho que fazer, e que não fiz. Daí to aqui, escrevendo, frustrada, gorda. Nem posso dizer que to feliz ou triste, porque não tenho motivo nem pra um nem pra outro. É isso, não tenho motivo pra nada. Eu só tenho o nada, e é só, a única coisa, o nada. Tá vendo? A falta de vida é muito difícil.

Às vezes eu não dou muito valor a quem eu sou, me sinto completamente deslocada e sozinha. Mas às vezes eu fico feliz de ver de perto tudo o que eu estou perdendo e posso dizer que é sem nenhum arrependimento. Sabe, eu não costumo fazer coisas legais todos os dias, eu gosto de solidão, mas não gosto de me sentir só, é estranho, mas eu não gosto de tá cercada de pessoas, só aquelas de quem eu gosto já tá bom demais. Esses dias tem acontecido coisas muito boas, mas tem acontecido tantas ruins que eu nem consigo ficar tão feliz como deveria. Pessoas unidas e ainda assim sozinhas, conversas vazias, atitudes fúteis.
Ah, eu reclamo muito mas acho que to bem, assim do jeito que eu sou. Às vezes ainda tenho sentimentos bons com relação ao mundo [embora não pareça depois que você lê a maioria dos meus textos...], só que hoje alguns acontecimentos me fizeram refletir um pouco, e tive vontade de escrever, reclamar, só hoje, ou não, acho que tenho mesmo é que parar de falar mais de mim aqui, vocês nem querem saber.

Odeio posts sem imagens, mas...

domingo, 18 de novembro de 2012

Eu fui uma criança estranha




Ultimamente eu tenho pensado muito sobre os primeiros anos da minha vida. Eu sou, e não nego uma pessoa muito nostálgica, mas muito nostálgica mesmo, tudo me dá saudades. É bom lembrar. A infância é a fase mais importante da vida de uma pessoa, as melhores lembranças, as piores lembranças, os medos, os traumas... ou vai me dizer que você não tem nenhum trauma que vem desde a sua infância? Ela define tudo o que você é, tudo o que você ainda vai ser. Nela você encontra os seus porquês, ela explica você a você.
Eu era o que se pode chamar (e todo mundo me chamava) de menina-macho, eu não tinha paciência pra brincar de Barbie, eu gostava de brincar de ximbra me recuso a falar bolinha de gude, não tinha muitas amigas na escola, vivia no meio dos meninos, apesar deles não gostarem muito da ideia de ter uma menina brincando com eles e eu sempre ter que voltar pro grupo das meninas. Eu gostava sim de brincadeira de menina, pular corda, pular elástico, amarelinha, mas estar com os meninos correndo era bem mais divertido.
Eu morava numa rua onde tinham muitas crianças, e meu primeiro melhor amigo se chamava Lucas, apesar dos meus pais não me deixarem brincar com meninos e eu sempre levar uns tapas quando eles me viam brincando com ele hahaha, e eu não me lembro absolutamente nada do Lucas, um dia do nada ele teve que se mudar com os pais, e sinceramente eu não dei a mínima, era só uma criança.
Lembro-me de alguns hábitos peculiares. Eu gostava de ficar esfregando meus olhos durante um tempão. Quando eu fazia isso conseguia ver várias luzinhas coloridas e cometas. Era divertido. Eu também gostava de ficar rodando em volta de mim mesma na sala. Quando ficava suficientemente tonta, caia no sofá, vendo os móveis e paredes rodando. À noite eu gostava de deitar no escuro e pensar sobre as coisas.

Não sei se isso é comum ou se acontecia só comigo. Eu ficava questionando sobre a minha existência “será que eu existo mesmo?”, “e se eu for apenas um sonho de mim mesma?” Eu sempre me fazia essas perguntas e me convencia que toda a minha vida era um sonho, que na verdade eu ainda não havia nascido. De manhã eu acordava e ia verificar se eu ainda era eu.

Um pouco depois passei a fazer questionamentos religiosos. Comecei a me perguntar “quem me garante que a nossa religião é a certa?” “e se na verdade nós estivermos sendo enganados pelo demônio e outra for a religião certa?” (pode rir, até eu tô rindo). Isso me deixava angustiada. Parei de questionar essas coisas porque tive medo que Deus me castigasse.

Todos falam que eu fui uma criança mimada. Discordo, eu apenas não sabia conviver com outras pessoas pela falta de prática. Eu era muito tímida, e isso se estendeu até os dias de hoje. Não era daquelas crianças extrovertidas que faziam amizades com outras crianças com facilidade. Eu tinha amiguinhos, mas poucos, e os mesmos... E sou muito traumatizada com isso, tenho uma tia muito adorável que me colocou um apelido de “matuta”, e só não me chama ainda hoje em dia... sei lá, nem sei porque, porque eu ainda sou do mesmo jeito.
Não posso terminar esse texto sem falar da minha segunda paixão (a primeira era a televisão mesmo), o Velotrol, que eu chamava de velocípede (mais precisamente velocípe). Ah, como eu o amava. Andava em casa com ele, e por toda a rua. Sempre que minha família viajava eu tinha que levar meu velocípe, chorava, esperneava, até eles colocarem na mala do carro. Na casa da minha avó tinha um quintal enorme, com umas árvores, e consequentemente tinha muitas lagartas, a minha diversão era encontrar uma dessas passeando por ali. Eu passava com a roda do velocípede por cima dela. Não sei por que, mas eu gostava. Eu era bem estranha. Tinha uma alma masculina.


Assistia Caverna do Dragão (que ainda pretendo fazer um post sobre minhas suposições pro seu final), Cavaleiros do Zodíaco, Tartarugas Ninjas, Power Rangers e Dragon Ball para aprender “golpes” e logo depois sair na rua imitando meus personagens favoritos. Mas nenhum desenho se comparava a Doug Funny, era meu desenho preferido. Brincava com Tamagotchi que sempre morria de maneiras estranhas, os mini games de 1000 in 1 jogos que na verdade não eram nem 15, Os Tazos que todo mundo tinha, Os bonecos Power Rangers que mudavam a cabeça. Nunca gostei da Xuxa, era super fã de Sandy e Junior, da Eliana e das Chiquititas. Jogava muito nintendo, Super Mario, Contra, Donkey Kong, mas meu jogo preferido era Mortal Kombat, e meu personagem favorito era o Sub-Zero, muito machinho, pera.
 
"Sub-Zero Win" hahaha

Tamagotchi (bichinho virtual)

  
   
Eu não cresci, apesar de ter exagerado um pouco no tamanho, se eu soubesse teria deixado maispessoas passarem por cima de mim quando era criança; Posso ter mudado meu ponto de vista sobre algumas coisas, meu gosto musical, meu modo de agir, minhas atitudes, minhas roupas, mas quando eu olho pra mim vejo uma pessoa tão imatura, tão... tão criança que às vezes até dá raiva de mim mesma. Parece que eu nunca vou ter o pensamento certo pra minha idade, não deveria gostar de ainda assistir desenhos, parece que eu vou retrocedendo a cada dia ao invés de amadurecer, às vezes pode até ser legal, mas eu acho que me atrapalha em muita coisa.


Não tenho feito muitos textos ultimamente, até posts mais criativos, sei que tô devendo, mas juro que usei toda a minha criatividade pra fazer um post bem legal pro blog do @TheCesarAugusto e não sobrou muita pra fazer o daqui huahsuhs, mas eu garanto ou não que ficou muito legal, é só vocês darem uma olhada no Maldito Ócio que é bem mais legal que isso aqui, garanto.




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